sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Como se fosse o ebola


GRIPE SUÍNA, A NOVA MODA



Com essa nova moda do medo de sair às ruas para não pegar o novo vírus que causa a badalada gripe do momento, a gripe suína, matérias e matérias que não acabam mais no jornal e na televisão, casos e mais casos registrados, mortes e mais mortes, é impossível ficar indiferente e não postar um comentário próprio do que seria a onda do momento. Mas o que achar disso se a cada dia que passa esse vírus se torna ainda mais amedrontador? Bom, o certo é que enquanto esperamos essa moda passar, não devemos parar nosas vidas comuns. Podemos continuar saindo de casa e levar nossa vida normalmente, não deixando essa tal gripe nos vencer, e se tiver que pegar não tem como evitar ficando em casa, o instantinho que a gente sai para a rua, seja para o supermercado, cinema, e até no ônibus, temos chances de aumentar as estatísticas dos infectados, não adianta nada dar férias prolongadas às escolas e aos serviços até essa onda acabar. E se pegar não precisa se desesperar, primeiro procure saber se está mesmo infectado ligando para o número que toda hora anunciam na televisão, e se estiver basta se cuidar ficando em casa quietinho e seguindo as recomendações médicas, se alimentando bem e evitando contato com outras pessoas. O meu consolo é saber que como toda epidemia, um dia vai passar. Aqui no Rio a conjutiviti estava na moda, geral com medo de sair na rua, a dengue pelo Brasil todo, e agora essa tal gripe, que em comparação as outras citadas é até a pior, sendo ela tratada por pandemia, infectanto pessoas do globo todo, mas sabemos que só é mortífera para crianças, portadores de imunodeficiência, carente de vitaminas, de saúde fraca e de baixa resistência, gestantes e idosos. Mas se serve de consolo, existem doenças piores, como era o caso da gripe aviária, que graças a Deus não causou estragos por aqui. Ainda tem o ebola, que ficou restrito na África, vírus mortal que que corrói os órgãos dentro de 24 horas. Se bem que os comentários frequentes e o pânico das pessoas de pegar essa gripe nova na rua nos faz parecer que o real vírus de que fugimos é o ebola. Cruz credo. E para alguns é igualmente terrível e mortal. Então, para que esse vírus não se torne um pesadelo muito grande, não precisa deixar de sair ou usar máscara na rua. Sem paranóia, mas com muita cautela, evite ficar próximo de pessoas gripadas, lave bem as mãos quando chegar da rua e evite botar a mão na boca e nos olhos, evitando também se puder lugares tumultuados e fechados. E esperar que um dia essa onda acabe, mas não sinta falta que logo vem outra epidemia de uma nova doença terrível por aí.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Louco por triciclos



Faz uns meses que descobri na cidade da minha namorada um Clube do triciclo, lugar onde os motoqueiros locais amantes da motoca se reunem, mas não os proprietários de uma motoca qualquer, somente da clássica de três rodas, uma dianteira e duas traseiras, que os metaleiros das décadas passadas costumavam se amarrar. Se para alguns o veículo parece algo como uma moto diferente, esquisita e feia, olhando detalhadamente percebemos que é uma inovação do estilo, ousada, comprida, espaçosa, e com um design exuberantemente exótico, o que para mim é uma coisa belíssima. Motos de duas rodas estamos cansados de ver por aí, de vários modelos, marcas, cores, tamanhos, cada vez mais adquiridas por jovens que buscam uma pseudo sensação de liberdade e rebeldia, e que mais tarde trocam por um veículo mais cômodo e seguro, como um carro, e a primeira motoca acaba indo parar num desmanche. É claro que há aqueles que realmentem apreciam a moto tradicional, por ser mais rápida, propícia para o trabalho e o imediatismo das coisas, além dos aficcionados e colecionadores de veículos de automotores, mas se há algo próximo a isso que se faz sua presença ser notada, esse veículo é a tradicional moto de três rodas, que quem coleciona todo tipo de moto deve ter em sua garagem, e que eu também sonho em ter um, sendo eu um homem de personalidade própria que não segue modismos ou tendências, hehehehehe. Para algumas pessoas, futucando bem até teriam a resposta para o meu fascínio pela máquina, já que eu sou um admirador das diversas variações do rock de raíz, desde os clássicos aos contemporãneos, e nisso ligam uma coisa à outra, sendo normal encontrar nos filmes e em alguns lugares caricatos da vida real homens barbados, cabeludos, de jaqueta de couro, pulseiras e correntes montados na tal motoca igualmente cheia de adereços, como uma árvore de natal. Realmente tenho um gosto especial por coisas diferentes, exóticas, que tenha um charme ímpar, próprio, que merecem seu devido valor e reconhecimento. O tal triciclo é uma máquina aguçada, feroz, linda de morrer, impactante, e que não exige tanto controle, coordenação e equlíbrio que a moto comum embora sejam parentes próximos. E é nisso que ainda não me coçei para ter um, porque é necessário ter carta de moto para pilotar o veículo, coisa que ainda não tenho e momentaneamente me encontro sem saco para tirar. Mas ainda terei um, já sei até de qual cor mandarei montar; amarelo. Ia cair super bem. Já tenho até o nome com que batizá-lo: Pé na tábua. O motivo? Jurei para mim mesmo batizar meu primeiro veículo com esse nome, e provavelmente será meu primeiro. Talvez um dia eu tenha paciência para explicar o porque desse juramento. Se eu irei transformar meu trike em uma árvore de natal? Claro, eu já não disse que tenho apreço por coisas de belezas exóticas e charme especial? Mas nem só de duas ou três rodas se fazem uma moto. Não estou falando de monociclos (isso existe só no circo) e sim de quadriciclos. Sim, isso mesmo. Você já viu um desse? Eu me pergunto o que isso tem a ver com moto e suas adjacências. Tá mais para um bugue.



Na verdade, bem antes de conhecer o Clube do Triciclo, que me fez prestar mais atenção nesse tipo de moto, me recordo de uma conversa com um especialista de moto que dizia que esse veículo não era ´´uma moto de três rodas``, e sim um triciclo. Era a primeira vez que eu via alguém dando nome ao boi e no início achei engraçado, tava acostumado com a idéia de que triciclo era coisa para criança. Hoje em dia vejo que estava enganado, existem vários tipos de triciclo para adultos, inclusive os de pedal, o que penso seriamente em adquirir antes de comprar um motorizado. Minha identificação com o veículo foi tão grande, que não paro de estudar os modelos e as lojas que o oferecem, e como é difícil de achar uma no Rio, principalmente na zona sul, onde o que é mais usado são as bicicletas. O que não devia ser, já que aqui somo rodeados de orlas, calçadões, ciclovias, onde os triciclos de pedal são muito usados para lazer, e na Lagoa Rodrigo de Freitas vemos pessoas de todas as idades usando o ´´brinquedo``. É ótimo para entregadores que levam coisas de muito volume, para passeios, piqueniques, para levar pessoas na garupa sem que o peso vire o veículo, isso sem contar o desenho apaixonante que ele tem. Tomara que, anos mais tarde, a moda do triciclo pegue e ele seja bem difundido para todos os cantos. Bike já era, a moda agora será trike. Para não precisar ir numa fábrica encomendar ou mandar montar, me sugeriram entrar no site amazonbike.com, loja de Niterói, onde o veículo talvez seja mais usado, mas também encontrei o site dreambike.com, onde tem filial em São Paulo, e andei dando umas manjadas (e babadas) nos variados tipos das bagaças. Os preços não estão tão altos e logo logo estarei garantindo o meu.


E para a moda pegar?



Uma andorinha só não faz verão e não vai ser eu que vai fazer a moda pegar. O jeito é esperar para ver, mas sempre usando e com muito orgulho a peça como meio de transporte. Tem que ser o mais style possível. Para não me sentir sozinho no mundo basta lembrar que célebres personagens da ficção faziam uso do produto, como o Teletubie Pô (o vermelhinho), o garoto de Os Íncriveis que sempre se admirava com as atitudes de Roberto Pêra, o chefe da família, e até o Quico do Chaves. Um colega meu disse que já viu o Motoqueiro Fantasma montado em um, pena que não achei nenhuma imagem. Se alguém souber de mais personagens me avise. Você que gosta de triciclo, comente nesse post. Podemos ser bons amigos e trocar umas idéias sobre a máquina feroz. Quem sabe um dia, se eu tiver saco, faça a comunidade Triciclos de pedal no Orkut?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Os filmes de Dragon Ball


Talvez eu esteja chegando atrasado com esse post, mas não pude deixar de comentar sobre o que seria os primeiros longas da série. Primeiramente devemos citar o mais recente, Dragonball Evolutions, visto que ainda está fresquinho e suas orelhas ainda estão quentes de tão massacrado que foi pela mídia e pelos fans que não curtiram a adaptação, depois partiremos para a análise do primeiro filme sempre ouvido falar, mas só mesmo tendo acesso fácil oferecido após a estréia de Evolutions; Dragon Ball Magic Bejins, filme chinês de 89 não oficial, amador ao extremo, que faz muitos cosplayers sentirem-se um Joel Schumacher, baseado no primeiro longa de animação, Dragon Ball, A Lenda de sheng Long. Fica aqui a análise de um apreciador da série que assistiu atentamente e com muita boa vontade aos três filmes









Dragonball Evolutions:




Adaptação: Embora tenha sido veementemente criticado, não escondo que não estou na lista dos odiadores desse filme. A única reclamação que tenho é que teve um tempo curto demais para um filme de ação, ainda mais se tratando de Dragon Ball, cuja histórias são arrastadas. Teve um quezinho de O Monge A Prova de Balas, ficou uma adaptação ´´mais Holywoodiana e caça níquel impossível``, mas até que é legalzinho. Ainda não se especula uma continuação sendo ele crucificado pelos fans do mundo todo, o que é uma bobagem, pois cinema é diversão e quem gosta curte até um bom trash, mesmo que desde o princípio seja pretencioso. Não dava para esperar que um filme americano fosse literal ao pé da letra com a obra de Akira Toriyama, quem via a divulgação já imaginava isso. Acredito que ouve até uma boa vontade em querer dar uma dose de realidade à vida fantasiosa reinante no anime, a começar pelo cabelo do protagonista, embora estilo característico dos desenhos, quem nunca se perguntou porque ele tinha aquele cabelo espetado que nunca mudava mesmo com o passar dos anos? Goku com certeza não tinha gel no cabelo visto que no desenho vivia na selva e nunca foi vaidoso a esse ponto, mas no filme meio que explica quando ele tenta ajustar com o pente os fios rebeldes debaixo de um gel ao se arrumar para a festa da Chichi, por quem ele é apaixonado, em sua enorme mansão (que sabemos que é o castelo do rei Cutelo), e o cabelo simplesmente desobedece, como tendo vontade própria, voltando à sua posição original. Ou seja, o cabelo do Goku tem vontade própria(!) que ele não controla e não deixa assim simplesmente porque gosta, talvez característico da raça, sei lá, uma boa sacada que os fans reclamões também não valorizaram.

Lord Piccolo

Figurinos: Como toda adaptação de quadrinhos e animação que vão para as telas, as roupas dos personagens também não devem ser exatamente as mesmas, é só lembrar de X mem, que usavam todos o mesmo uniforme de batalha diferente dos quadrinhos, que cada um tinha o seu traje especial. Mas os fans reclamões, mais uma vez, não gostaram. Tá certo que eu não imaginava o Goku como um mauricinho, muito menos que tivesse instrução e contato humano por toda sua vida, mas nem tudo é perfeito. Justin Chatwin talvez fosse um pouco mais magro do que imaginávamos para o herói principal, mas se houve a preocupação até com o cabelo, que dentro do possível ficou igual ao Goku que estamos acostumados, acho que não temos muito do que reclamar. Até seu tradicional traje de luta que ele estreeou na saga do torneio está ali presente. Quanto ao mestre Kame também não tenho nenhuma reclamação, o ator é querido e muito lembrado por seu papel em Piratas do Caribe, também é carismático e a cara dos mestres bonachões de filmes de Kung Fu e ainda usava a camisa florida característica do anime, sendo até difícil de acreditar que os fans criticaram o fato dele não ser um velhote careca de óculos de sol e que usasse um enorme casco de tartaruga nas costas. Pode? capaz até de terem achado ruim a tartaruga mascote não ter dado as caras. Hunf.



A Bulma tá uma gatinha no filme, a atriz não podia ser melhor escolhida. Adorei. Inclusive as roupas que usava, os veículos doidos, as armas e o radar das esferas, todos presentes e de acordo com a realidade do anime. Só não tinha o cabelo azul, como não podia ser diferente, mas mesmo assim foi pensado numa solução para o cabelo lembrar ao que estamos acostumados, a mecha azul que ela exibe nas madeixas. Também nada contra lembrando que a patricinha que ela sempre foi poderia muito bem usar o cabelo desse jeito. Alguns personagens, porém, estão bem diferentes do que o esperado, como é o caso do Yamcha, que está loiro no filme, sem a companhia de seu lacaio Pual, não luta e é bem menos timido com as mulheres. A ausência de alguns personagens, inclusive, não chega a incomodar (por exemplo, é difícil de imaginar qual seria o encaixe de Oolong na narrativa), mas acho que não seria nada mal se Yamcha tivesse um companheiro de trambiques no deserto.



A gatinha Bulma tá muito linda nesse filme!



Yamcha, o larápio do deserto


Ambientação e semelhança com o anime: Como sabemos, o mundo onde se passa as aventuras de Dragon Ball não é o planeta terra. Nele, humanos e alguns animais convivem como sendo da mesma espécie, e é comum encontrar as maiores feras andando normalmente pelas ruas. Invenções super avançadas e veículos altamente modernos também estão sempre presentes. Enfim, o reino de Dragon Ball é como o reino de Etérnia de He man, onde pré história e futuro convivem lado a lado. No filme é retratado um ambiente futurístico, mas com umas belezas rústicas e históricas, como as casas ao estilo oriental, de onde afinal vem a mitologia do anime. Quase todos os colegas de Goku tem carro importado e são ricos, mestre Kame vive numa cidade futurística, e na célebre cena em que a Bulma e o Goku procuram pelo mestre Kame ele detona uma enorme cocha de frango e oferece um pedaço para ela, que rejeita, nos remetendo a gulodisse tradicional de Goku. Ainda quando Son Gohan estava vivo, ele preparava para o neto um jantar de aniversário, um prato tipo assim, enojante, algo que lembra aves com pata e tudo que ele comia de uma maneira insalubre, também outra referência ao anime, lembrando que Goku e seus colegas ao longo da série estão às voltas com ´´canibalismo`` de animais nojentos.

Mestre Kame em Mágic Bejins, acima, e em Evolutions, abaixo.




É claro que algumas alterações foram feitas, é típico de qualquer adaptação cinematográfica. Mestre kame mora na cidade, o avôzinho de Goku o acompanha em vida até seus 18 anos e é morto por ninguém menos que Lord Piccolo, Goku não tem rabo, nao tem o bastão mágico e muito menos a nuvem voadora, já iniciando suas aventuras com a idade que teria em Dragon Ball Z. Mas a perverssão sexual do velho tarado e pedófilo Kame é lembrada, como na vez em que Bulma encontra algo como uma revista de garotas de biquini nas coisas dele quando este procurava por uma esfera, e quando ele dá um apertão na moça ao montar na garupa de sua moto, sendo repreendido ameaçadoramente. Outra referência são os colegas de Goku o chamando de macaco, o que achei bem realista, pois nos dias de hoje que a juventude é mais maldosa, quem não implicaria com um rapaz que vivesse no meio do nada tendo como companheiros os animais da mata? Mas para o primeiro filme da saga, se é que vai ter um segundo, até que não vai nada mal, levando-se em conta que seria uma reprodução da primeira fase do mangá e do anime, onde o foco principal é a busca de todos pelas esferas, inclusive dos ameaçadores vilões, onde não se contaria com a presença de personagens ilustres como Kuririn, que certamente estaria na próxima continuação tendo sua participação já estimada quando Goku encontra Chichi em um terreno onde se treinava para competições marciais. É esperar para ver.

Vilões: O cargo dos vilões fica por conta do poderoso Lord Piccolo e sua escudeira Mai, embora o primeiro vilão de Goku no anime não seja ele, e sim o Imperador Pilaf e seus ajudantes, o cachorro medroso Shu e a humana Mai. Mas seu primeiro vilão de peso sem dúvida foi mesmo Piccolo, que deu muito trabalho para o rapaz e seus amigos. Mai, porém, está presente no filme como ajudante de Piccolo, com uma roupinha mais fashion, mais sexy e mais ameaçadora, que até luta, em vez da simples larápia que ela era. Inclusive ela agora é uma metamorfa, ou seja, assume a forma das pessoas quando quer passar a perna, habilidade de Oolong e Pual que tiveram seus tapetes puxados no longa. Talvez essa mudança de Mai fosse uma estratégia dos produtores para aproveitar esse elemento da série que não podia ser deixado para trás e ao mesmo tempo lembrar a saga original. Quanto a caracterização de Piccolo, achei que não podia ter sido melhor. A cor lembra muito do anime, o visual, enfim, gostei. As cenas de luta que não foram essas coisas, mas o conjunto da obra tá ok. Vou torcer para o próximo,e que dessa vez seja mais longo e melhor. Será que aparecerão Vegeta e os Sayajins? Só mesmo esperando para saber.


Dragon Ball Magic Bejins:



Adaptação: Este é um filme ´´pirata`` de Dragon Ball, ou seja, foi feito sem autorização do criador e dos detentores dos direitos, tanto que todos os personagens estão com nomes trocados, por exemplo, o Goku é chamado de Monkey Boy, e por aí vai, mas a gente entende quem é quem. A história é mais fiel ao anime do que o Evolutions embora conte com algumas alterações. Oolong, mesmo sendo o tarado de sempre e já aparecer no filme em formato suíno, com a cara muito mais assustadora que na versão original, passa quase o filme todo em formato humanóide. Um ponto positivo para seu personagem é ter mantido a característica de poder se transformar no que desejar, mesmo que fazendo uma coreografia rídicula para isso, e a cena histórica do mangá e anime que ele tenta se tranformar na Bulma pela primeira vez e erra a mão, tornando-se primeiramente uma cópia mal feita e carregada de gordura, nesse caso, o próprio ator de roupas femininas e peruca.



O interessante nesse filme é que, pelo fato de ser um filme chinês, os personagens tem os olhinhos puxados que sempre imaginei que eles teriam se fossem de carne e osso, já que o desenho é japonês. Goku poderia ser uma excessão, já que ele é um sayajim, mas tal como os outros também tem a carinha de japinha (mais um motivo para ter gostado do Goku de Evolutions, sendo que apenas ele e Bulma não tem feições orientais). A história conta com um Goku criança mantendo as raízes conversando e brincando com os animais, caçando e vivendo com seu avô, que se mantém vivo até o filme acabar. Particularmente não gostei desse Goku, muito meno de seu cabelo, mesmo acreditando que os produtores se preocuparam em mante-lo próximo do original ao deixá-lo sempre alvoroçado. Son Gohan é um velhinho feinho e que ainda usa óculos. O grande vilão é o imperador Pilaf, que está ainda mais assustador e monstruoso que no desenho, e seu visual ´´monstrengo de borracha`` nos faz lembrar dos monstros de produções como Changeman e Jaspion. Como seus capangas, no lugar do que seria o Shu é um homem de roupas futurística (parece um andróide), de óculos escuros e carrega uma pistola, e uma moça que provavelmente seria a versão loira da Mai, que também usa uma arma (dizem que esse filme foi baseado no primeiro longa de animação de Dragon Ball, e de fato leva umas semelhanças, inclusive Pilaf estando mais garboso do que o normal, até mesmo a menina indefesa perseguida por Oolong que se torna uma das personagens principais).



Ambientação e semelhança com o anime: As esferas do dragão são simples bolas de vidro com as estrelinhas dentro, parecendo que foram compradas em uma loja de 1,99, o que é aceitável para um longa de baixo orçamento e não oficializado. As externas são simples, mas bem elaboradas, paisagens abertas, e se o filme peca pela ausência de bons efeitos especiais compensa com cenas de luta, que não falta e são até melhores que as de Evolution, muita porrada e pouca explosão colorida, como nos melhores filmes de Kung Fu chineses.

O visual dos aparatos tecnológicos de Bulma se perderam nesse filme, ela dirige um jipe normal e seu radar das esferas é um troço muito do sem graça. A Bulma, aliás, está bem sem gracinha nesse filme. Yamcha usa uma roupa que não tem nada a ver com a original, uma roupinha escrota com capa, seu cabelo está curto e o que é pior, o Pual é um papagaio branco(!) como nem tudo é imperfeito, Yamcha mantém sua timidez incontrolada de mulheres e mantém seus chiliques bem próximos ao do original, e luta que é uma beleza. Para compensar o fato de Pual não se transformar nas pessoas, ao menos pode copiar suas vozes, foi o que ele fez para sacanear Yamcha, fazendo-o pensar que a Bulma estava próxima e se desesperar. hahahaha, papagaio sacana esse. No fim das contas até que a idéia ficou bacana, Yamcha ficou parecendo um pirata do deserto com seu mascote no ombro. Mestre Kame foi retratado como um velho caquético, que anda manco e com uma voz ridícula, mas sua vestimenta, inclusive o casco de tartaruga estão presentes, só faltando a barba. Continua taradão e tá parecendo até um maluco, lembrando o Jeremias do ´´se eu pudesse matarra mil`` de tão caricato que ficou. Só não tinha a tartaruga marinha para lhe fazer companhia. Chichi também não dá as caras nesse filme, que também conta com outro absurdo, como o fato de Oolong ter uma esfera do dragão guardada com ele.

Oolong & Yamcha


Efeitos especiais: No começo do filme é só explosões, ataques e fugas de um vilarejo ameaçado pelo exército de Pilaf que atacam com suas naves (parecendo navezinhas de minigame) em busca das esferas. As destruições e fugas em massa de um povo inocente parece ser mais uma influência de séries como Changeman. Ao menos as explosões são bem feitas. Goku mais uma vez não tem rabo, mas possui o bastão mágico (que realmente cresce) e a nuvem voadora se faz presente, desde o momento que ela despreza seu criador Kame por este ter uma mente maliciosa. Até que para o desenvolvimento da nuvem dourada e gasosa os produtores deram uma dentro, ainda mais fazendo Goku voar em cima dela, o que seria difícil considerando a problemática técnica do longa. Em um determinado momento Oolong se transforma em um morcego de desenho animado, em uma técnica muito usada até o começo dos anos noventa. No final, um Sheng Long cintilante surge e realiza o desejo da mocinha indefesa, outrora perseguida por Oolong, de restaurar a paz em sua vila.

A galerinha do mal: Piccolo e Mai, acima, e Pilaf e seus capangas, abaixo.




E assim é o longa que pega emprestado personagens desse seriado fantástico, não acho nem pior nem melhor do que o Evolutions, para quem tem senso de humor e curta um filme trash sem compromiso, é só procurar e tentar baixar que você acha.




Seria muito bom que fans brasileiros fizessem sua primeira versão de Dragon Ball com grande elenco e um mínimo de esforço, cacife a gente tem para isso. Mas não aquelas apresentações de Cosplay toscas que a gente tá cansado de ver no Youtube. E que venha mais adaptação de longas de Dragon ball, toscas ou não, o que vale mesmo éa diversão, alguém concorda?





Mas não pára por aí





Poucos dias atrás encontrei informações de um filme coreano de Dragon Ball. Para quem não sabia nada a respeito, aí vai o link de umas fotos para você morrer de rir.

http://www.my-forum.org/descripcion.php?numero=156199&nforo=59050


Fucei aqui, fucei ali, e nada de achar o bendito para download. Se alguém souber onde posso achá-lo não se esqueçam de me avisar. Por favor.




domingo, 19 de julho de 2009

Viva o Rock n Roll

Ontem, 18 de julho, foi o dia mundial do rock. Como bom apreciador do estilo que sou, queria prestar minha singela homenagem, mas não tive tempo. Essa é a deixa para hoje criar coragem e disponibilizar umas músicas que gravei há muito tempo atrás com uns amigos. Eu devia ter uns 17 anos. Vale lembrar que sou eu quem canto. Espero que se divirtam. Ps: Esqueçam a qualidade de som, sei que era bem trash. rsrsrsrsrs. Mas que eram bons tempos, isso era.

Segue o link
http://rapidshare.com/files/257745873/musiquinhas.rar.html

E prepare seus ouvidos.

Agora também no Twitter

Com cada vez mais novidades do mundo tecnológico chegando, a gente é obrigado a aderir a elas para viver sempre informado, parece que é assim que funciona, e no entanto até eu, juro por Deus, aderi ao ´´velho novo conhecido`` Twitter. Para que, acho que já respondi, para me manter atual e seguir o fluxo da maioria e não ser deixado para trás, tido como antiquado. Cada brinquedo novo que a Internet nos oferece, é tal de Facebook, Gazzag, Blog, Fotolog, além das ferramentas sempre usadas e diga-se até mesmo proveitosas, como o Orkut e msn. Antes que me perguntem, não vou ter conta nisso tudo, só me cadastrei no Twitter por, acredito eu, ser a bola da vez. Mas ainda tô meio cru, aprendendo como se mexe nisso, claro que vou botar uma foto legal, escrever meu perfil com frases de efeito, essas frescurites toda, mas como ainda não estou bem prático, vou treinando aos pouquinhos até me afeiçoar a essa ferramenta que entrou aos pouquinhos em minha vida. Meu perfil é http://twitter.com/gilgillima caso queiram me visitar, serem meus seguidores, trocar umas idéias e até dar dicas de como entrar de cabeça no mundo tecnológico e arrancar proveito nisso, fiquem a vontade, serão sempre bem vindos. Mas vou sempre me lembrar que abri essa conta por ouvir várias celebridades dizendo que estavam viciadas nisso. rsrsrsrsrsrsrs.
E por falar em aderir a novidades digitais para se manter informado, considero isso um mal nocivo. Tudo culpa do capitalismo, que só tem a ganhar, e da cultura de massas, por seus amigos próximos te fazerem se sentir um neanderthal por não possuir um Mp4, um Mp20 que seja, um Gps, um Iphone, celular com banda larga, essas traquitanas todas. Me viro bem com os acessórios que já estou familiarizado, sempre satisfeito e sem esse desejo desenfreado de consumismo. Meu ipod sempre vai ser o bom e velho disque man que toca cd de Mp3, meu Pen drive é o aparelho de Mp3 rachadinho e desgastado que levo para a academia, que eventualmente salvo fotos e arquivos, meu celular é só mesmo para ligar e receber ligação, tenho máquina fotográfica que filma a parte, e sonha com minha filmadora de 3ccds de cartão. Ah, e meu computador não é um laptop, Notebook ou Macintoch, e sim o velho e bom pc, daqueles que se pode deixar ligado por dias baixando filmes e músicas que a placa mãe não queima. Certo dia, decidido a comprar um Pen Drive, que só pra chover no molhado já digo outra vez que foi para me manter informado e atual, o que eu realmente cheguei a fazer, pedi umas dicas pra minha namorada de como se funciona esse breguinaite, e ela me explicou que naquele trequinho pequeno cabe o hd todo do computador, só não soube dizer se cabia até os filmes acumulados que costumo baixar compulsivamente, mas tudo bem, o aparelhinho ainda tá no plástico, só comprei mesmo pra me manter informado e atual. Vai que um dia eu realmente precise. Comprei o de maior número de ´´gb`` possível que a atendente dizia que tinha. Ih, esqueci de perguntar o que é Bluetooth. Sei, não precisam responder, talvez estejam até mesmo rindo de mim. Talvez eu seja mesmo um tiozinho ultrapassado. Ou quem sabe um gominho inteligente da nova geração.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A viagem prometida que ainda não fiz


Já tem um tempinho que minha mãe, por motivos pessoais nossos, havia me prometido uma viagem ao exterior. Minha primeira viagem internacoional, não tenho vergonha de dizer isso. O tempo foi passando e como eu ainda não tinha o visto e ia deixando sempre para o dia seguinte, isso somado aos meus compromissos e problemas, acabei até hoje não usufruindo da oferta promovida por mámli. Como ela me permitia escolher o destino a princípio eu queria ir para Holanda, pois sempre tive vontade de conhecer Amsterdã. tanto que até subconscientemente me deparava naquela terra, era muito fácil perceber quando estava ficando alterado, bastava repetir continuamente que queria por que queria estar em Amsterdã, a ponto de desejar sequestrar um avião da Varig para isso. Mas, estudando as minhas muitas outras opções também cheguei a desejar estar na África, continente histórico, Portugal, cidades interioranas de estados americanos, sempre ciente que meu desejo era pautado em aspecto cultural e turístico, não de grandeza em status. Até mesmo países vizinhos do nosso continente já pensei em conhecer. Mas agora com essa onda de desastres aéreos, gripe suína e o escambau, um desânimo se instala no coração da gente, desmotivando até o anseio de obter o passaporte. O jeito é esperar a poeira abaixar e quem sabe um dia consumir o sonho de conhecer um país além do nosso, de preferência fazendo uma boa escolha. Se bem que para minha primeira viagem ao estrangeiro, qualquer opção é válida. Espero que a promessa da minha querida mãe continue valendo por muito tempo ainda.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A morte de um astro e programas sensacionalistas


Morre um grande ídolo da música pop inesperadamente, e com isso seremos bombardeados por muito tempo ainda com matérias sensacionalistas e saudosistas sobre o querido astro Michael Jackson. Hoje mesmo quando acordei liguei a televisão e já me deparei com imagens dele ao som de suas músicas mais tristes acompanhadas com uma locução funebre, alternando diversas fases de sua vida, pequeno, grande, negro, branco, até os dias atuais. Como muitos, eu torcia para que ele reergue-se seu sucesso nessa turnê que se iniciaria mês que vem, e agora só podemos lamentar seu fim prematuro. É mais triste ainda lembrar que os ingressos já haviam sido vendidos. O que nos resta agora é guardar na memória, até mesmo com muito bom humor, sua imagem, as polêmicas em que esteve envolvido e suas músicas (quem é que não gosta de ao menos uma música dele?) E que seja encontrado o destino certo para seus filhos.




Falando em programas sensacionalistas que exploram o tema da morte de um grande astro, lembro que o finado cantor mesmo em vida foi tema de grande parte deles por anos e anos, todas suas extravagâncias tinham sua atenção merecida dada pela imprensa. Ainda na primeira metade do ano 2000, no programa popularesco Eu vi na tv apresentado por Joâo Kléber, cansada de exibir as já saturadas pegadinhas costumeiras a direção do programa passava a se esforçar para exibir a cada semana uma atração sensacionalista sobre uma celebridade diferente, foi assim com o programa em que a filha do Silvio Santos deu uma entrevista que deixou seu pai e dono do SBT de cabelos brancos e o povão de queixo caído (sim, por incrível que pareça mesmo depois da mudança para pior do programa do João, ainda tinha público naquela hora da noite de segunda feira), com Dedé Santana que desabafou sobre sua mágoa e rixa com o outro integrante dos Trapalhões ainda em vida e lamentando pela falta de espaço na tv na época (mais duro ainda eram as provocações do João Kléber que dizia que as pessoas pensavam que ele também tinha morrido, hehe), e em um desses programas a atração era o sr Moonwalker, que embora não estando de corpo presente e não tivesse nada recente dele que merecesse atenção, o apresentador tentava por desenterrar suas atitudes estranhas do passado e levantando novas curiosidades e especulações sobre o que se passava em sua mente e em sua vida pessoal. E assim foi, enrolando o programa todo, que não falava de música, mas sim da pessoa, e em certo ponto o apresentador já chamava para o palco, cansado de fazer papel de apresentador de freak show sozinho, um ator de suas pegadinhas(!?) e uma moça que não me recordo quem era, ou se ´´era`` alguém (pode?). O ator relembrava fatos passados, a vinda do cantor para o Brasil, o clip gravado em um morro do Rio de Janeiro, suas acusaçõs de pedofilia, as manias estranhas dele como ter comprado aqui no Brasil uma coleção de chupetas e mamadeiras, que a moça que dividia as atenções no palco ´´aliviou`` o cantor dizendo que era para umas doações que ele costumava fazer nas creches de seu país, e ainda chegaram ao ponto de falar que o rei da música pop tinha um Catatau (o personagem dos desenhos mesmo) tatuado no pênis... diziam que ele brincava de bang bang com as crianças, com direito a pistolas de água e tudo, até altas horas da noite, e por aí vai. Mas o engraçado mesmo era que o rapaz, como todo bom ator de pegadinha, tinha uma cara de pau tremenda, e era com essa cara de pau que ele falava essas coisas como se fossem a coisa mais incrível do mundo, fingindo surpresa, constrangimento, espinafrando o astro, como se estivesse em um júri popular e o João Kléber fosse o juíz, e a gente ficava sem saber se se impressionava com o cantor ou se morria de rir com o ator das pegadinhas. Mas por fim sabemos por que ele foi chamado para ´´revelar`` verdades bombásticas sobre o ídolo. Cara de pau. Aff.



Mas o Eu vi na tv não foi sempre um programa ruim. Eu simplesmente a-m-a-v-a quando era feito apenas de pegadinhas. E nelas o convidado do programa temático sobre o Michael podia ficar numa boa. Na verdade o João Kléber quando era um contratado da RedeTv tinha dois programas, o Canal aberto (olha o nome ambíguo aí, seu João) que passava de segunda à sexta nas tardes, e esse Eu vi na tv, que passava só nas segundas à meia noite. O Canal aberto era um programa sensacionalista mesmo, barraco, essas coisas do estilo da Márcia Goldsmith e das antigas atrações do Ratinho. Já o Eu vi na tv era só de pegadinha, eu lembro muito bem de quando passava, eu ligava na RedeTv a noite esperando ansiosamente começar o programa para me deliciar com as pegadinhas, e ainda assistia a reprise no sábado às 20:30. Quando não estava em casa fazia questão de voltar correndo nesse horário, eu realmente amava ver aquilo. Tinha o Marquinhos, o gordão que repetia sempre ´´o que, o que, o que``, o Renê, aquele cabeludinho que era o Gabriel, aquele que sempre fazia papel de bêbado e quase sempre estava de cabelo bagunçado, o que fazia papel de frutinha, os fortões que intimidavam as pessoas, a dupla que assustava as pessoas na rua e depois saíam correndo, aquela loira gostosa da Flavinha, enfim muitos outros que foram aparecendo ao longo da duração do programa. Bons tempos aqueles. Para mim era a referência de humor e alegria que até hoje tomo como exemplo. Com o passar do tempo, visto a grande audiência, as pegadinhas foram se generalizando e passando a ocupar a programação do Canal aberto também, mas como eram as que já haviam passado no Eu vi na tv, não estragavam a surpresa do programa, até que numa tentativa de atirar para tudo que é lado em busca de audiência mesclada com pressa e falta de paciência profissional, as pegadinhas se misturaram entre os dois programas, ameaçando a integridade do Eu vi na tv e a alegria de esperar por ele. Acabou que os dois programas se tornaram só de pegadinhas, e isso por anos e anos, até que o Eu vi na tv teve que mudar o formato chegando ao ponto de exibir o já citado programa apelativo sobre Michael Jackson. As pegadinhas foram sendo tachadas de ´´armadas``, que os atores e a direção das pegadinhas combinavam com as ´´vitimas`` que fingiam serem pegas de surpresa, particularmente não ofereci resistência em acreditar, até porque os atores foram se tornando famosos pelo Brasil todo graças aos programas, e a quantidade e a frequencia das gravações levavam a crer de que era tudo armação mesmo. Mas isso pouco importava. Mesmo sabendo que eram armadas continuei assistindo e me divertindo com elas, como muitos outros brasileiros, e na minha opinião o que valia mesmo era o quadro de humor, já que a gente ri de um filme de comédia sabendo que são todos atores, por exemplo. Mas como as pegadinhas eram exibidas exaustivamente, acabou cansando o espectador e João Kléber, que já gostava de apelar, passava a se validar cada vez mais de sensacionalismo, até que um dia se mudou para Portugal onde continuava a gravar seus programas apelativos, dessa vez tendo como carro chefe o quado Teste de fidelidade, e àquela altura muita gente já tinha dado graças a Deus. As pegadinhas que fizeram alegria de muita gente, que saíram e voltaram da programação, que já foram criticadas pelo próprio apresentador que dizia não ser um apresentador só de pegadinhas e que era um comediante nato, acabou vencido por elas sustentando no ar o que o povo realmente gostava de ver, nunca mais deram as caras e os atores ou se aventuraram em outros humorísticos ou sumiram de vez (alguem lembra da Vila maluca?). Mas aí veio o Pânico que substituia a alegria e o humor escrachado que ficava faltando na emissora. Mas aí já é outra história.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Schwarzenegger pelado em Exterminador - A salvação

Essa semana nos cinemas me deparei com uma cena que tem de tudo para se tornar antológica, mas apesar de um tanto bizarra, foi até divertida. Na verdade eu havia ficado um pouco mordido ao saber que o fortão governador na Califórnia não participaria da continuação da saga, mas procurei entender que seria difícil conciliar sua nova carreira com a carreira de ator, além de acreditar que isso não devia o interessar mais. Porém, para dar um gostinho de lambuja aos fans do Exterminador original, eis que o homem aparece em uma pontinha travando um breve combate com John Connor, dessa vez interpretado por Christian Bale, o Bat Man da nova geração. E peladão ainda por cima, por mais que jogos de sombras escondessem os países baixos. O físico do fortão realmente me chamou a atenção pela idade que ele tem, logo sabemos que o motivo dele não protagonizar mais não é esse, e sim o ressaltado no início do post. Se é o físico real mesmo, podemos compará-lo com a situação atual do Stalone, que apesar de ser um vovôzinho continua encarnando os tipos durões do cinema, e considero isso muito bom, grande exemplo para nossa geração saúde. Pena que Connor acaba desfigurando o rosto do andróid, deixando assim parecer que o que importa mesmo é o corpão da criatura. Mas provavelmente o corpo é fruto dos efeitos infalíveis do cinema, tal qual qualquer mulher fica gostosa nas páginas da Playboy. Mas para nós homens (leia-se hetéros), isso é o que menos importa, o que vale mesmo é que Scwazenegger botou a cara no filme em uma referência antiga, fazendo os apreciadores da série cinematográfica se sentirem presenteados. Sim, isso acho que até os homens gostaram.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Todo mundo crescendo e virando mangá

Alguém lembra dos gibis da Luluzinha e do Bolinha, que não eram a turma da Mônica, mas marcaram a infância de muita gente? Eram distribuídos pela editora Abril até a primeira metade dos anos noventa. Atualmente a turma da menina de cachinhos e do menino rechonchudo composta por Glorinha, Plínio, Carequinha, Juca, Zeca, Alvinho, Aninha, entre outros, não são mais reconhecidos pelos gibis por quem tem menos de vinte e poucos anos, mas sim pelos desenhos animados. Já os desenhos eu não curti, pois já estava um tiozinho quando começou a pintar por aqui (quinze anos, hehe). Mas os gibis ficaram na memória e na saudade. Eis que nos últimos dias tive uma surpresa bizarra ao tomar conhecimento de que a turminha da outra menina de vestido vermelho retornava aos gibis, mas dessa vez, assim como a turma da Mônica jovem, em estilo mangá (!) Realmente não era o retorno triunfal que eu achava merecido, ainda mais pegando embalo no que eu julgava como mau exemplo para os quadrinhos nacionais. Os gibis do Bolinha e da Luluzinha já estavam esquecidos, custava deixá-los vivos apenas na nossa memória? Mas não, tiveram que desenterrar para esculhambar, para mim é como chutar cachorro morto. Tá certo que Luluzinha e cia não é uma criação nossa, são personagens norte americanos, mas o ´´mangá`` deles será produzido aqui, e não satisfeitos em descaracterizar a criação dos outros, ainda vão fazer as historinhas passarem aqui, como se eles sempre morassem no Brasil. Sem esquecer de mensurar que os personagens vão estar mocinhos, uma chupação discarada da nova invenção de Maurício de Souza, ficando assim impossível distorcer ainda mais a imagem dos coitadinhos. Nem preciso dizer que a Luluzinha não vai ter mais seus tradicionais cachinhos, que para mim seria a Mônica sem os dentões, tornando-se uma moça vaidosa de cabelos lisos de chapinha, porque a essa altura já seria um mero detalhe. Talvez o Bolinha tenha se tornado um moço saradão, quem sabe? O lado bom disso tudo é que vai se tratar, bem ou mal, de um produto feito em nossa terra com nossos profissionais. Vai ter gente se perguntando por que em vez de mexer com a turma da Luluzinha não criaram algo totalmente novo, mas aí a gente imagina que a turma da Mônica jovem abriu uma cratera enorme para a criação comercial desse tipo, mexer com uma galerinha inocente as tornando adolescentes desenhados com traços de mangá. Como já disse em outro post e que não é novidade para ninguém, tudo que faz sucesso gera imitação, e a Turma da Mônica Jovem, pelo que li a respeito, está vendendo o dobro que os quadrinhos tradicionais de Maurício de Souza, mas talvez seja um modismo.


Revendo meus conceitos, não julgo a idéia do Maurício de Souza de criar uma coisa nova, mas acho que com o nome foda que ele tem podia criar uma turminha feita exclusivamente para seus mangás, e deixar evidente na capa ´´De Maurício de Souza``, ou ´´Do criador da turma da Mônica``. Ou então, como ele já tem personagens adolescentes, como a Tina, Rolo, Zecão, Pipa, Jaiminho, usasse esses mesmos para transformar em mangá, e não em fazer a tradicional turminha cravada na infãncia de todos crescer e se modificar, como o Cebolinha falar certo e parar de aprontar, o Cascão tomar banho, a Magali ter menos apetite e a Mônica aposentar o coelhinho, além da pegação entre os personagens distorcendo a inocência dos gibis. Aí não dá, né? Mas, como os gibis são uma criação comercial e o intuito é ganhar dinheiro, e os mangás de Maurício de Souza, como ele diz, terem dado certo e rendendo ao bolso de seu criador, não podemos dizer mais nada. Só não acredito que os gibis da turma da Mônica possam estar indo mal nas vendas, é o gibi mais consumindo no Brasil inteiro, inclusive usado para alfabetização, o que o Maurício pode estar fazendo é dando um ´´upgrade`` na sua carreira. Ou quem sabe, com o advento da Internet, os gibis não são mais tratados como eram antigamente. Isso me lembra a Dc Comics no início dos anos 90, quando os gibis passavam a despencar na popularidade e começava a se inventar coisas, a apelar para atrair mais leitores, como a morte do Super Homem e o Bat Man ficando paraplégico, destruindo personagens marcantes na cultura de massa em uma desesperada tentativa de se lucrar mais com os quadrinhos.

Voltando a Turma da Luluzinha que também cresceu e virou mangá, li também que foi gasto uma nota só para definir o figurino dos personagens. Parece que estão investindo demais na coisa. Foi uma estilista de moda (não sei exatamente o nome dela, algo como Glória Kalil ou Tânia Kalil) que criou o design fashion das roupinhas da galera do clubinho ´´menina não entra`` e do ´´menino não entra``. Já no primeiro número adivinha só quem aparece? A cantora Pitty (Aê, da-lhe Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), e com isso o aventureiro mangá ganha ponto, pelo menos comigo, é ótimo adicionar cultura nacional a algo que não foi elaborado especificamente por nós. E tomara que seja assim sempre, mesmo utilizando traços de mangá, que esteja presente elementos de nossa terra, valorizando nossa gente, nosso espaço, nossos artistas, nossas músicas. E se o bagulho é doido mesmo e a gente não pode fazer nada para mudar senão aceitar, que role um encontro entre as duas turminhas bem ao estilo crossover de Dragon ball e One Piece. O que podemos fazer é desejar boa sorte, não só para as mudanças e estilos novos, mas para todo quadrinho nacional, o que for fabricado aqui tem que ser bem vindo. E desculpem se eu pareci rabugento, talvez eu esteja ficando velho para aceitar tais mudanças tão de imediato.

Gurus de carne e osso; Eu aprovo.


Nessa semana uma figura ilustre esteve no programa da Luciana Gimenez, Inri Cristo, homem que se diz a encarnação de Jesus. Este só falta tirar carteirinha de sócio, pois só da as caras lá, mas, tirando o Superpop que é quase um freak show, qual outro espaço estaria reservado para o messias da nova era? Enfim, o homem veio provar ao que veio, não disse nenhuma novidade e as opiniões se dividem. Embora seja tachado de charlatanismo, alguns acham que é um pobre coitado de problemas psíquicos que realmente acredita ter o fardo de assumir a representação do filho de Deus na terra. Mas uma coisa é certa, ele tem uma capacidade de persuação incrível, tanto é que uma legião de seguidores estão a anos ao seu lado, tanto homens quanto mulheres. O cara tem personalidade forte, é inteligente até, tem resposta rápida e convincente para todas as perguntas, no mínimo tem a bíblia decorada de cabo a rabo e mescla seu conhecimento com suas opiniões próprias, e assim se forma o famoso Inri Cristo. Devemos reconhecer que ele batalhou por seu espaço basicamente na mesma moeda que os nossos políticos daqui, e assim fez seu nome, seu reconhecimento, senão do messias encarnado, ao menos de uma celebridade que continua arrecadando seguidores e convites para programas sensacionalistas. Taí, bem que o tal Inri podia se candidatar à política. Já pensou? Em um país como o nosso talvez ele tivesse alguma chance. O ´´Jesus`` da nova era diz usar os meios de comunicação de hoje para chegar ao povo, como a televisão, site na Internet e dizem até, o nosso site de relacionamento Orkut, mas, se até o papa se serve do Youtube para chegar ao povão, por que o genuíno filho do homem não pode? Sendo ou não sendo a verdadeira representação de Cristo, ou sendo descaradamente um Jesus Cristo ´´pirata``, eu prefiro acreditar que um homem de carne e osso que faz aparições públicas e declamações reveladoras, mesmo que absurdas, seja mais representativo que uma figura presente apenas no imaginário coletivo (devemos lembrar que a bíblia foi escrita por homens). Ao menos ele está ali, nos fazendo sorrir, nos contentando a cada aparição, usando as mãos o mínimo possível, e tocando nas pessoas apenas para ´´abençoar``, pois o papel de um grande messias é esse mesmo, estar presente e despertar a alegria em nossos corações, em um mundo cada vez mais triste e apocalíptico, e não nos deixar fantaseando por uma figura nada concreta. Isso é metafísica. Inri brinca, zoa os outros e se permite ser zoado também. Coisas do ser humano, e como messias, deve saber disso muito bem. E assim cresce a empatia por esse profeta maluco que ensina a gente a acreditar em si mesmo, ter personalidade própria e não ter medo de represálias. Sim, parece que ele acabou sendo meu messias também.

O que eu acho de tudo isso? Bom, não sou católico nem evangélico, aliás, não tenho religião nenhuma, mas se há aqueles que creem que Jesus Cristo realmente existiu como figura bíblica, porque é tão difícil aceitar que ele possa estar presente de novo? Na bíblia não diz que o cabeludinho não voltaria? Está certo que há aquela conversa dos falsos profetas que apareceriam usando o nome de Cristo em vão, mas e se o Inri for realmente o mesmo que há mais de 2.000 anos morreu na cruz em ´´nosso nome``? Ainda mais em uma época como a nossa em que problemas ambientais e populacionais crescem demasiadamente deixando todos de cabelos brancos. Sei não. Quem sabe aqueles que riem do atual Inri e sempre Jesus tem a mesma percepção (mais civilizada e mais diplomática, claro), dos mesmos romanos que o julgaram à crucificação? Tô blasfemando? Nos dias de hoje já não sei mais de nada. Meu pai! Jesus me chicoteia. Uma coisa é certa, Jesus Cristo é mesmo brasileiro. E Curitibano.
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