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Vamos refletir sobre a destruição da estátua de buda de Bamiya pelos Talibans. O ativismo político radical e o fanatismo religioso só faz o homem perder seus valores e acabar com o mundo do qual ele faz parte.

Snake Eyes e Storm Shadow se gladiam. Ao lado, Conrad ´´Duke`` Hauser.
Hoje à tarde fui assistir G.i Joe: A origem de cobra com muita expectativa e animação, pois era um momento único de ver heróis que marcaram minha infância estreando no cinema depois de tantos anos. Assim como era conhecido no Brasil, esperava que o título fosse Comandos em Ação, mas foi mantido também por aqui o título original. Logo na bilheteria a atendente teve dificuldade em entender que o filme ao qual eu me referia era o recente G.i Joe, mas se tivesse sido um homem ia entender na hora. Qual homem que foi criança nas décadas de 80, 90 não teve a
infância marcada pelos desenhos, gibis e pela linha de brinquedo do exquadrão de elite e da organização criminosa Cobra? Já no cinema, sentado atrás de mim estava um grupinho de garotos de aparentemente dez anos, comentando entre eles que nunca ouviram falar de ´´Deejay`` até saberem desse filme. Também pudera. Os garotos que nasceram na segunda metade dos anos 90 em diante não tiveram o privilegio de brincar com os bonecos de ação mais populares do mundo todo. Me pergunto quais serão os heróis deles daqui a alguns anos. Esse ano ainda teve Transformers, outro clássico dos desenhos animados e brinquedos que fizeram muita alegria dos meninos da mesma geração de G.i Joe, mas como sabemos, as duas tentativas de Michael Bay em transpor Megatron e sua galerinha robô para os cinemas frustrou muita gente, principalmente os saudosistas dos bons tempos de infância. Ficava então a mesma preocupação quanto o A origem de Cobra, encarado com medo, ceticismo e apreensão. Ficava enquadrado num tipo de filme que neguinho já assiste preparado para espinafrar o conjunto da obra, acusando os profissionais envolvidos de aviltarem sua infância. Sabendo que nem tudo agrada a gregos e troianos , fui assistir preparado ao menos para umas horas de diversão, acreditando que por mais que o roteiro não fosse lá isso tudo algumas coisas interessantes poderiam se salvar, como o simples fato de ver meus brinquedos de infância serem homenageados nas telas do cinema, fazendo jus àquela máxima Antes tarde do que nunca.
Embora a importância desse filme se dê para mim sobretudo pelo link que ele abre dos meus
começar pelo time do mal, encabeçados no quebra pau por Baronesa, morena deliciosamente tentadora de rostinho lindo, olhos e sorriso maquiavélicos e corpo que toda boa guerreira deve ter, com aquela roupinha preta justinha, reluzente e sexy, apontando pistolas e distribuindo tiro nos adversários, além de exibir extraordinária habilidade e força física e com aquele óculos fashion dela, o que conjuntamente lhe confere um charme sensacional, e o ninja japonês Storm Shadow. Mas a implacável vilã ex noiva de Conrad Duck, um dos mocinhos principais, acaba passando de terrível ameaça para uma pobre mocinha vitimada pelos planos malígnos do Cobra quando o filme se aproxima do final, o que achei que deixou a personagem menos interessante, quem gosta de mulher
perigosa sabe do que estou falando. O elenco feminino também é composto por Scarlet, a moça da balestra, também interessante, mas não a mais gata, a ruivinha como é sugerido pelo nome por quem Ripcord tarou, e a loiraça gata que trabalhava internamente na base assassinada de maneira covarde ainda na primeira parte do filme pelos bandidos fdps. Será que ninguém ensinou para esses caras que não se maltrata moças bonitas? Os uniformes justinhos e pretos de combate, diga-se mais uma vez, ficaram excelentes para as moças.
Scarlet com o traje que eu adoro nelas

A linda mocinha cruelmente empalada por um Cobra sacana
Entre os atores conhecidos os que me chamaram atenção foram Marlon Wayans e Adewale Akinnuoye-Agbaje, além da gataça Baronesa, interpretada por Sienna Miller. O primeiro, astro conhecido das comédias, estrelou filmes como As Branquelas, O Pequenino e Réquiem para um sonho, e apesar
desse último filme citado se tratar de um drama, seu personagem é bem cômico, característico de suas atuações. Pra ser sincero quando soube que ele seria Ripcord já imaginei que sua função ali era proporcionar o alívio cômico que todo filme precisa, mas suas cenas de ação, heroísmo e romance me convenceram em não considerá-lo um palhaço em meio de um filme de ação, e sim um herói divertido. Também levando em conta que o desenho dos anos 80 era recheado de gracinhas entre uma guerrinha e outra. Marlon Wayans tem grandes chances de se tornar um Will Smith ou um Ed Murph da nova geração. Já Adewale Akinnuoye... (tudo bem, não vou escrever todo esse nome complicado, hehe), o mister Eko de Lost, fez o Heavy Dut, um militar durão que a princípio recusava-se a aceitar Duck e Ripcord nos Joe, mas aos poucos vai percebendo o quanto a dupla é habilidosa e competente, aliado a empatia que o general Hawk sentia por eles desde o momento em que os salvaram do ataque do início do filme.
Heavy Dut, o mister Eko de Lost
O que ficou faltando? Bom, assumo com segurança que fiquei satisfeito com o resultado do filme. E com os efeitos especiais também, dos quais o filme é muito bem recheado. Mas o que mais me deixou satisfeito mesmo foi a iniciativa da transposição de um pedaço gostoso da minha infância, como a de muita gente, para as telas. O filme é otimista, cheio de revelação, e no fim deixa claro que vai haver continuação. Os personagens foram respeitados e caracterizados da maneira certa. Pena que Destro não aparece como eu previa, esse vai ficar (com certeza) para o próximo G.i Joe, mas a história da linhagem de sua ´´raça`` foi muito bem relatada. Há aqueles que sentiram falta, por incríevel que pareça, das mensagens que os Joe deixavam no final de cada episódio. Eu só posso dizer que a ausência dos Cobras azuis, de capacete e de máscaras que hoje lembram as da gripe suína foi uma constatação desagradável. Mas quer saber? Os Comandos em Ação, ou mesmo G.I Joe, serão lembrados eternamente por mim não como uma franquia cinematográfica, mas pelos desenhos na tv, pelos brinquedos, pelos bonecos que meu irmão e eu adorávamos ganhar e brincávamos por tardes e tardes, quase sempre de polegares quebrados e alguns não tardavam em se partir ao meio e ficava aquela minhoquinha de borracha que ligava a cintura ao tronco pra fora. Isso sem contar os que dávamos um jeito de remendar com palitinho, cola e até durex. As guerrinhas e as várias ´´produções`` que fazíamos, os seus ´´colegas``bonecos de outras séries, como Playmobis e Transformers.... Bons tempos aqueles.


El Fuerte, o lutador mexicano


Faz uns meses que descobri na cidade da minha namorada um Clube do triciclo, lugar onde os motoqueiros locais amantes da motoca se reunem, mas não os proprietários de uma motoca qualquer, somente da clássica de três rodas, uma dianteira e duas traseiras, que os metaleiros das décadas passadas costumavam se amarrar. Se para alguns o veículo parece algo como uma moto diferente, esquisita e feia, olhando detalhadamente percebemos que é uma inovação do estilo, ousada, comprida, espaçosa, e com um design exuberantemente exótico, o que para mim é uma coisa belíssima. Motos de duas rodas estamos cansados de ver por aí, de vários modelos, marcas, cores, tamanhos, cada vez mais adquiridas por jovens que buscam uma pseudo sensação de liberdade e rebeldia, e que mais tarde trocam por um veículo mais cômodo e seguro, como um carro, e a primeira motoca acaba indo parar num desmanche. É claro que há aqueles que realmentem apreciam a moto tradicional, por ser mais rápida, propícia para o trabalho e o imediatismo das coisas, além dos aficcionados e colecionadores de veículos de automotores, mas se há algo próximo a isso que se faz sua presença ser notada, esse veículo é a tradicional moto de três rodas, que quem coleciona todo tipo de moto deve ter em sua garagem, e que eu também sonho em ter um, sendo eu um homem de personalidade própria que não segue modismos ou tendências, hehehehehe. Para algumas pessoas, futucando bem até teriam a resposta para o meu fascínio pela máquina, já que eu sou um admirador das diversas variações do rock de raíz, desde os clássicos aos contemporãneos, e nisso ligam uma coisa à outra, sendo normal encontrar nos filmes e em alguns lugares caricatos da vida real homens barbados, cabeludos, de jaqueta de couro, pulseiras e correntes montados na tal motoca igualmente cheia de adereços, como uma árvore de natal. Realmente tenho um gosto especial por coisas diferentes, exóticas, que tenha um charme ímpar, próprio, que merecem seu devido valor e reconhecimento. O tal triciclo é uma máquina aguçada, feroz, linda de morrer, impactante, e que não exige tanto controle, coordenação e equlíbrio que a moto comum embora sejam parentes
próximos. E é nisso que ainda não me coçei para ter um, porque é necessário ter carta de moto para pilotar o veículo, coisa que ainda não tenho e momentaneamente me encontro sem saco para tirar. Mas ainda terei um, já sei até de qual cor mandarei montar; amarelo. Ia cair super bem. Já tenho até o nome com que batizá-lo: Pé na tábua. O motivo? Jurei para mim mesmo batizar meu primeiro veículo com esse nome, e provavelmente será meu primeiro. Talvez um dia eu tenha paciência para explicar o porque desse juramento. Se eu irei transformar meu trike em uma árvore de natal? Claro, eu já não disse que tenho apreço por coisas de belezas exóticas e charme especial? Mas nem só de duas ou três rodas se fazem uma moto. Não estou falando de monociclos (isso existe só no circo) e sim de quadriciclos. Sim, isso mesmo. Você já viu um desse? Eu me pergunto o que isso tem a ver com moto e suas adjacências. Tá mais para um bugue.
Na verdade, bem antes de conhecer o Clube do Triciclo, que me fez prestar mais atenção nesse tipo de moto, me recordo de uma conversa com um especialista de moto que dizia que esse veículo não era ´´uma moto de três rodas``, e sim um triciclo. Era a primeira vez que eu via alguém dando nome ao boi e no início achei engraçado, tava acostumado com a idéia de que triciclo era coisa para criança. Hoje em dia vejo que estava enganado, existem vários tipos de triciclo para adultos, inclusive os de pedal, o que penso seriamente em adquirir antes de comprar um motorizado. Minha identificação com o veículo foi tão grande, que não paro de estudar os modelos e as lojas que o oferecem, e como é difícil de achar uma no Rio, principalmente na zona sul, onde o que é mais usado são as bicicletas. O que não devia ser, já que aqui somo rodeados de orlas, calçadões, ciclovias, onde os triciclos de pedal são muito usados para lazer, e na Lagoa Rodrigo de Freitas vemos pessoas de todas as idades usando o ´´brinquedo``. É ótimo para entregadores que levam coisas de muito volume, para passeios, piqueniques, para levar pessoas na garupa sem que o peso vire o veículo, isso sem contar o desenho apaixonante que ele tem. Tomara que, anos mais tarde, a moda do triciclo pegue e ele seja bem difundido para todos os cantos. Bike já era, a moda agora será trike. Para não precisar ir numa fábrica encomendar ou mandar montar, me sugeriram entrar no site amazonbike.com, loja de Niterói, onde o veículo talvez seja mais usado, mas também encontrei o site dreambike.com, onde tem filial em São Paulo, e andei dando umas manjadas (e babadas) nos variados tipos das bagaças. Os preços não estão tão altos e logo logo estarei garantindo o meu.
E para a moda pegar?
sozinho no mundo basta lembrar que célebres personagens da ficção faziam uso do produto, como o Teletubie Pô (o vermelhinho), o garoto de Os Íncriveis que sempre se admirava com as atitudes de Roberto Pêra, o chefe da família, e até o Quico do Chaves. Um colega meu disse que já viu o Motoqueiro Fantasma montado em um, pena que não achei nenhuma imagem. Se alguém souber de mais personagens me avise. Você que gosta de triciclo, comente nesse post. Podemos ser bons amigos e trocar umas idéias sobre a máquina feroz. Quem sabe um dia, se eu tiver saco, faça a comunidade Triciclos de pedal no Orkut?