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domingo, 5 de maio de 2013

Os Robôs do Rock



Já não se faz mais bons grupos de rock como antes, nisso devemos estar de acordo. A boa notícia é que as novas tecnologias estão aí, crescendo cada vez mais para compensar a incopetência humana, e devemos dar todo crédito à banda Compressorhead por não ter deixado o Rock n Roll morrer na mesmice. Compressorhead é um Power Trio formado por robôs que tocam músicas de grupos de rock pesado (e você vai ouvir muito ainda o trocadilho infame de que eles fazem o ''metal mais pesado do mundo"), construídos por engenheiros alemães que fariam Tony Stark morrer de inveja. Seus integrantes são Stickboy, baterista de quatro braços, comumente confundido com uma dupla, o guitarrista de 78 dedos que responde pelo sugestivo nome Finger e o baixista Bones. Os Transformers do rock estouraram na net no comecinho do ano protagonizando o clip Ace of Spader do Motorhead e vem participando de festivais desde então, como o australiano Big Day Out, que conta com outros grandes grupos. Contudo suas apresentações são unicamente instrumentais, o grupo ainda não possui vocalista, e eu sinceramente não acho que precise de
um. No momento estamos ainda contemplando o clima de novidade que o mundo high tech tem a nos
 oferecer no quesito musical. Também não tem composições próprias, mas tocam música de verdade de grupos como Ramones, AC/DC e Led Zeppelin. Só consigo vislumbrar vantagem num grupo que anos atrás só seria concebido no universo fantasioso de uma animação como Os Jetsons. É o grupo que não será contagiado por acessos de estrelismo, os empresários poderão explorá-los sem medo da lei trabalhista e, talvez o que mais se faz pensar, não sofrerão com problemas de drogas e overdose. Sem esquecer que
serão menos passíveis de erro nos arranjos musicais, sendo todos os integrantes máquinas operadas por programas de computação combinados a um belíssima engenharia mecânica. É bem provável que num futuro próximo os astros do rock serão em sua maioria compostos por dróides que vieram roubar a cena com merecimento. Me faz pensar que certos roqueiros eu sempre achei que fossem andróides mesmo, como um tal Marilyn Manson, por exemplo.




segunda-feira, 11 de março de 2013

Músicas "inéditas" do Baba Cósmica



o tenho problema em frisar que Baba Cósmica foi para mim uma das bandas mais significativas em meu tempo de adolescência. Ainda numa era Pós-Mamônica em 1996 tive contato com esse até então Mamonas Assassinas alternativo, que era muito mais pesado e que na verdade de Mamonas não tinha nada, endossando meu gosto recém adquirido por rock. E por dois longos anos, o que é consideravelmente muito para quem está na puberdade, Gororoba, álbum de estréia da banda, encabeçou minha lista de CDs preferidos e por todo tempo a banda, que já era bem sumida, foi mantendo a minha carência por reportagens numa época que a Internet era para poucos. Mas ia divulgando o grupo à minha maneira, e para cada amigo meu que eu apresentava o som se tornava o mais novo apreciador da banda. Em 1998 ganhamos um novo presente, o segundo CD intitulado O Que Você Quiser, naturalmente mais trabalhado e apresentando a novidade de que, com excessão do baterista quebra galho, todos os integrantes cantavam, numa genuína versão pesada de boy band. Mas o grupo não durou muito tempo, continuou nas trevas da mídia até enfim se desmanchar. Mesmo assim continuei curtindo os dois únicos CDs por um bom tempo. Muitos anos depois graças a Internet pude ter acesso numa ação saudosista de umas faixas gravadas ao vivo do evento Eletro Acústico de um ano remoto, e mais recentemente ainda o blog http://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/ me fez uma surpresa que equivaleria a um presente especial, o download das duas primeiras demos do grupo (!!!), é muito e eu pagaria com dinheiro. Além de ter acesso a clássicos de Gorroba que fez minha adolescência verdadeiramente feliz em versões garagem pré-concebidas, ainda conheci músicas que não foram para frente, que foram inéditas para mim, e olha que estava carente disso há tempos. Foi como ganhar um CD novo. Imagine a delícia em saber que o grupo que você aprendeu a curtir des de seus treze anos de idade, extinto pouco tempo depois, ainda ter material a ser descoberto quase vinte anos depois, comparo isso a descobrir episódios inéditos do Chaves no Brasil. Se os caras que fazem a manutenção do site soubessem o bem que fazem para pessoas como eu, saberiam que seu lugar no céu é garantindo. Para você que curte bandas antigas, é orfão de alguma ou é um arqueólogo saudosista como eu, não deixe de dar uma conferida em http://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/ Tomara que o site lhe faça tao feliz como me fez, a sensação é tão indescritivelmente agradável que, se o bom ditado proclama que devemos amar o próximo, desejo o mesmo para você, caro leitor. Vai lá.


Músicas antigas do Baba

Ao contrário do que foi decidido já no primeiro CD, não eram todos integrantes que cantavam. Em algumas músicas tive a impressão de que o baixista Felipe também cantava, como a primeira versão de Sábado de Sol, mas não tenho certeza, de qualquer forma se for, são bem poucas. O grupo lançou duas demos, a primeira em 1994 (se os caras já eram moleques no tempo dos Mamonas, imagina os pivetes que eram na época) e a outra de 95 com apenas cinco músicas, mas em versão com mais qualidade e que realmente viriam a fazer parte do primeiro CD, incluindo a então novidade Mato, com arte de capa mais trabalhada em traços que assemelhavam-se ao estilo da capa de Gororoba. As canções ''inéditas" são:

Gugu dadá: Que banda de playboy que nada. Quem pensa isso não conhece a real essência do Baba. Em seus primórdios eles eram bem mais pesados, mais punks, lembrando até mesmo Garotos Podres e Titãs.

A História de Madalena e Pedro Guerra:: Influência ao estilo Raimundos. Me faz pensar um pouquinho em That's What I Say, de O Que Você Quiser. Quem sabe foi fruto dessa.

Namoro Severo: Essa é para o Baba o que seria para o funk o Proibidão. Um dos versos da letra é ''se ela não der, você pode estuprar". Descartada, naturalmente. Mas quando se é adolescente, não se atenta ao que se fala. Perdoados.

Zero à Esquerda: Bem punkzinho essa, e bem humorada também. Gostei. Mas se o estúdio queria jovens engraçadinhos pagando de mauricinho, essa não colava.

Musiquinha de ninar: Música bacana, só que nada que chame atenção, mas valeu. Digo e repito, o som com a voz do guitarrista e vocalista oficial Pedro Knoedt nos dá a sensação de estarmos ouvindo um terceiro CD. E o Pedro, sem sombra de dúvida, era o melhor vocalista.

E você, também curte o Baba? Então baixa aí.

http://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/search/label/Baba%20C%C3%B3smica





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