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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Tributo a Black Condor


Em toda história dos sentais jamais houve um personagem tão carismático e inesquecível quanto Gai Yuki. Pertencente ao Esquadrão Homens Pássaro Jet Man (Choujin Sentai Jetman), é o tipo menos indicado para integrar uma equipe do estilo. Em seu 15º sentai a Toei Company já lucrava um bocado, mas a fórmula repetitiva cansava e preocupava os produtores, os deixando cada vez mais convencidos que uma mudança precisava ser feita, mesmo que sutil. Assim, o roteiro foi mais trabalhado, algumas estruturas iniciais foram mexidas, mas os principais ingrediemntes para que o seriado não perdesse a essência do estilo foram preservados. Acabou que o seriado trouxe inovações bem vindas,entre as principais a primeira comandante mulher, roteiro mais denso e de escaleta com mais liberdade criativa, e o melhor de tudo, personagens bem elaborados e com maior profundidade, entre eles o que mais se destacou, Gai Yuki (Black Condor). Melhor que ele só mesmo o Joe Tiger de Lion Man. Longe do clichê habitual, Gai era um tremendo trapaceiro, mulherengo, boêmio e não fugia de uma boa briga. Quando banhado pela energia Birdonic demorou aceitar ser membro dos Jet Man, brigando com Ryu Tendo (Red Hawk) por longo período, o qual demorou a se dar bem. Sua rivalidade se dava por, além de recusar aceitar sua liderança, disputar o amor de Kaori (White Swan), que só tinha olhos para Ryu mesmo sem o rapaz sentir nada por ela. Apesar de tanta rivalidade e rebeldia Black Condor era um valoroso guerreiro, só que o seu temperamento insubordinado acabava o levando à situações extremístas, sobretudo quando agia impulsivamente para salvar White Swan, mas conseguiu assim ir conquistando o coração da moça aos poucos. Com o tempo passou a se dar melhor com o grupo, muitas vezes se tornando sua principal esperança, chegando a aproveitar sua habilidade de jogador/ apostador numa disputa cheia de truques em jogo de roleta, para salvar seus amigos.

 Black Condor em ação

Além de ser um Jet Man, Gai tocava saxofone em um bar onde passava muita parte do seu tempo, jogando sinuca e pegando mulher. Era hilário quando implicava com Ryu quando este pedia leite quente, deixando bem claro que para ele só era servido uísque Macallan, sua bebida preferida, traduzida por aqui como ´´bebida de macho``. Além disso era um dos raros, senão o único, herói que fumava em seriado do tipo, fato não só aceito como também respeitado pelo resto da equipe. O politicamente incorreto Black Condor costumava se rivalizar com o robô Grey enquanto Ryu rivalizava com Radiguet, ambos da oganização interdimensional Vyram. Grey guardava muita semelhança com Black Condor, como o fato de ser da cor preta e fumar, o último combate dos dois foi dramático e merecedor de respeito. Mesmo o derrotando, Black Condor fez questão de honrá-lo como guerreiro em sua morte.
O adorável cafageste morre de forma idiota no último episódio da série, três anos depois da derrota de Vyram no dia do casamento de Ryu e Kaori, por um trombadinha. Bem que podiam ter lhe dado um final merecido, envolvendo seus laços passados com o crime enquanto ainda era um contraventor.

 Morte do Gai

Gokaiger Em 2011 a Toei já estava em seu 35º sentai, Gokaiger (Kaizoku Sentai Gokaiger), cujo o tema é piratas. Gai é lembrado e faz uma participação especial, assim como alguns outros personagens de sentais anteriores, comemorando tanto tempo da franquia no ar. Lembrado como um excepcional guerreiro de tempos passados, Gai vem do mundo dos mortos para auxiliar Marvelous/ Gokai Red e os outros em combate, com direito a tranformação e tudo,apontando as melhores estratégias de combate a adotar. A participação é válida, quem assistiu Jet Man gostou,pena que alguns detalhes não nos deixam esquecer que nada é perfeito, como a aparência já envelhecida do espírito de Gai.Em contrapartida, as peculiaridades do herói foram vivamente lembradas, repare na garrafa de Macallan e no miojo Ako San deixados em sua tumba, que só quem acompanhou o seriado vai entender.


Gai em Gokaiger

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Goggle V - O Terceiro Maior Sentai Antes Da Maldição Power Rangers



O seriado Gigantes Guerreiros Goggle V ( como ficou conhecido por aqui ) não chegou a fazer estardalhaço em terras brasileiras, e isso se deu por vários motivos. A começar por ser inicialmente exibido na Bandeirantes quando na época a emissora que investia a fundo em seriados do gênero era a saudosa Rede Manchete ( que deus a tenha ) e levou um pouquinho de tempo para a molecada, seu público alvo, saber que a programação noturna da band, invejando a concorrente, passava a exibir tokus inéditos, como Goggle V, Machineman, o formidável Metalder - O Homem Máquina e o que fugia da linha dos seriados propostos, mas que carregava grande semelhança, Capitão Power e Os Soldados do Futuro. Dos citados, Goggle V era único representante do estilo Super Sentai, o terceiro a passar em nosso país, porém o seriado foi produzido anos antes do primeiro a estrear no Brasil, o Esquadrão Relâmpago Changeman, gerando um pouquinho de confusão num período em que não existia Internet, mas a garotada da época não se atentava a esses detalhes. No entanto o seriado era, se não o mais infantil, o mais escrachado que veríamos até então. Debochado, bizarro e cômico, era do tipo em que os monstros de borracha eram verdadeiros comediantes, marretas de plástico, fitas de cetim, bolas com espinho, bambolês e malabares eram usados como armas, crianças competiam popularidade com os adultos, monstros e mechas se entendiam perfeitamente sem uma única aula teórica de direção, e mais uma pá de clichês malucos que são até permitidos em produções do gênero. Além disso, por ser uma produção bem antiga ( período compreendido entre o início de 1982 e o início de 83 ) os efeitos especiais ainda capengavam, mesmo eu achando que a edição era caprichada, com exceção da trilha sonora, que não sei o que acontece, mas aquela musiquinha de fundo característica da série pulando entre uma trilha e outra é irritante pra caramba. Quem já tinha assistido aos Changeman e Flashman com certeza estranhavam tal mudança de qualidade. Mas se o seriado teve desempenho mediano em nosso país, o contrário aconteceu em seu país de origem. Goggle V foi um dos sentais de maior sucesso no Japão, ao contrário do que aconteceu com o Jaspion, por exemplo, sucesso estrondoso em nossa terra e audiência pouco satisfatória no terra do sol nascente. De qualquer maneira o seriado era divertido e cumpriu a tarefa de oferecer mudanças sutis na fórmula que já começava a ficar desgastada, começando pela ausência do sufixo Man no nome ( acredito que seja um erro de tradução, porque na verdade no plural seria Men ), nos fazendo inconscientemente lembrar do grupo de infância do Michael Jackson. O ´´Goggle``  em questão se referia aos visores de seus capacetes. Ademais, as crianças tiveram suas atenções despertadas. 




Acostumados que éramos com três componentes do sexo masculino e dois do sexo feminino em produções do gênero, Goggle V foi a primeira a nos apresentar a primeira mudança na formação de uma equipe, que contava com quatro rapazes e uma moça. O quarto integrante, Futoshi Kijima, representava a cor amarela e a pedra preciosa que lhe conferia poderes era o opala, representante da civilização muçulmana, cor que até então era para nós destinada a personagens do gênero feminino. Kijima, aliás, era meu Goggle favorito. Engraçado e comilão, o gordinho era o mais forte da equipe e tinha a audição apuradíssima, trabalhava em um zoológico antes de integrar o Goggle V e costumava explorar montanhas em busca de ouro. Seu ponto fraco foi ter sido abandonado pelo pai quando muito pequeno, supostamente o reencontrando no episódio 13 - A Fúria do Enguia Mozu. Na forma de Goggle Yellow tinha como arma uma grande bola cheia de espinho ( Megaton Ball ), de vez em quando atacava com algumas menores até mesmo tirando onda de basqueteiro, e um martelo de plástico igualzinho ao do Chapolin Colorado. De lembranças hilárias que tenho dele faz parte as cenas em que ele dava uma de tatu e escavava o solo, cavando um tunelzinho para surpreender o inimigo emergindo ao seu lado. 

Ken´ichi Akama era o líder, de cor vermelha para variar. Sua pedra protetora era o rubi, representante da civilização da Atlântida. Explorador e escalador de montanhas, foi o primeiro Goggle a encontrar o professor Hongo, cientista que investigava secretamente o Império da Ciência Malígna DesDark, que passava por apuros no castelo Wolf, na Alemanha, o salvando dos ataques inimigos. Professor Hongo explicou os planos malignos do império liderado por chefe Taboo, um ciclope misterioso fruto de várias experiências genéticas que até seus companheiros pouco sabiam sobre. A única imagem dele que se tinha era a de uma criatura que ficava mexendo os braços através de uma espécie de parede semi-transparente embaçada, no castelo voador Desthopia. Em seguida, já se valendo de Akama, reuniu mais quatro jovens valorosos que se tornariam os Goggle V, auxiliados por seus assistentes, os Computer Boys e Girls, prodígios de alto conhecimento em tecnologia e informática que batalhavam a causa da ciência do bem no Laboratório de Ciências do Futuro. Contudo, professor Hongo participa apenas dos dois primeiros e dos dois últimos episódios. Como armas e habilidades especiais Goggle Red tinha o Goggle Punch, o Red Ruby Chicote e o Red Rope. Me intrigava o fato dos japoneses não usarem nomes de seu idioma para os nomes e golpes de seus heróis.

Kanpei Kuroda, o Black, era considerado o vice líder da equipe, embora não se saiba o motivo. Nunca se viu ele tomando tal iniciativa que justificasse. Mesmo assim, eu diria que é o Goggle mais bravo em combate, basta lembrarmos dos episódios 26 - A Grande Farsa do Black, 29 - Terror na Cidade dos Sonhos e 42 - A Armadilha do Escorpião, nos quais suas cenas de ação possuem uma tenacidade típica de Bruce Lee. Sua pedra preciosa é a esmeralda, representante da nação asiática. Se fosse um Goggle verde, sua pedra teria mais sentido. Falando nisso, Goggle V foi considerado pioneiro em apresentar um herói de uniforme negro, embora eu não concorde, pois já teve o Battle Kenya do Battle Ferver, mesmo que em seu uniforme tivesse detalhes verdes, afinal, qual uniforme sentai não possui detalhes de outras cores? Seus golpes são Black Escuridão, na qual surpreendia os inimigos no escuro, uma munhequeira cheia de espinho que me lembrava as que o Supla usava e que nunca entendi o nome, e Black Shadow, que me remete à uma lembrança marcante do episódio 45 - O falso e o Verdadeiro Black, quando numa cena hiper cômica Goggle Black faz ´´brotar`` de baixo de suas pernas os ´´Black Kids``, só quem viu sabe o quanto foi cômico e bizarro. Nunca tinha entendido o porque de tanto destaque para suas cenas de luta até descobrir que o ator, Junichi Haruta, dispensava uso de dublês. Mais tarde ele interpretaria o vilão MacGaren do seriado Jaspion. 

O azul, Saburo Aoyama, a meu ver é o menos relevante. Protagonista de poucas aventuras, nunca teve uma participação que de fato o destacasse. Jogador de hóquei, às vezes dava uma de inventor maluco, como quando inventou um jatinho que se coloca nas costas para levantar voo no episódio 38 - Os Sentimentos de Amizade, convencendo Kijima a testá-lo, com o qual fazia dupla. Sua pedra era a safira, representante da nação egípcia, e como golpes possuía a Goggle Corrida, que deixava os inimigos tontos, e os bambolês Blue Rings, que o permitia exibir grande habilidade de ginasta olímpico, com direito a movimentos delicados ( nooossa! )e tudo.



E enfim a gatinha Miki Momozomo, uma grande ginasta de bela franja, dona do diamante que representa a civilização inca. Suas armas são o Pink Ribbon, Pink Bastão, Pink Mirror e a técnica de fazer os inimigos se apaixonarem só para depois esmigalhar o coração dos coitados.




Juntos, os cinco contam com poderosos armamentos e combinação de combate, como o Goggle Sabre atirado de surpresa no inimigo quando alguém está em perigo, que mais tarde viria a se chamar simplesmente de Goggle Espada. Entre vários ataques caricatos se encontra o mais importante deles, o Goggle Victory, usado para dar cabo de vez do monstro, se afastando do ritual das bazucas de outros seriados. O golpe consiste numa espécie de pirâmide humana na qual os Goggle formam a letra V, aludindo ao nome do grupo, e energizando seus sabres ( ou espadas, como preferir ) através da pedra preciosa de seus respectivos capacetes disparam um raio mandando o Mozu para vala acompanhado por um efeito sonoro típico de brinquedinho de camelô da Uruguaiana. Mas o golpe foi para o vinagre no episódio 34 - A espada de Ouro Fatal, quando Wani-Mozu ( um monstro Jacaré ) desfilava sua invulnerável couraça. Os heróis, juntamente com seus importantes aliados, acabaram por desenvolver a Goggle Lança, golpe mais eficaz e cenicamente mais bonito, levando em conta os efeitos da época, embora consumisse segundinhos a mais dos episódios. Só que eu achava que as acrobacias que o Red fazia tornava tudo cansativo, deixando saudade do Goggle Victory. 




Destophia envia então uma versão robô gigantesca do monstro, denunciada pelas pernas que são sempre iguais entre um robô e outro. O mecha, que costuma ser batizado de Kong, revive o monstro derrotado e depois da frase ´´Poder Relâmpago`` ser proferida por um membro de DesDark ou pelo próprio Mozu, a criatura é abduzida para o topo da cabeça, sua cabine de comando, e fazendo uso de um comando esquisito tipo manivelas e sem ter tido aula previa, o Mozu sai pilotando o Kong destruindo tudo pela frente, desferindo inclusive golpes que usava quando simples monstro, fazendo questão de anunciá-los em voz alta. É aí que entra em ação os veículos mais potentes dos Goggle. Em sua Goggle Nave, que nos primeiros episódios emergia de um campo profissional de beisebol, encontram-se três contêineres com três máquinas de combate cada, o Goggle Jato, pilotado pelo Goggle Red, o Goggle Tanque, pilotado pelo Blue e o Goggle Dump, pilotado pelo Yellow. A combinação dos veículos forma o Goggle Robô, sempre preparado para enfrentar os Kongs, e dizendo de passagem, para mim é o robô ligeiramente mais bonito depois do Change Robô dos sentais aqui exibidos. Goggle Black e Pink limitam-se a pilotar a nave prestando auxílio se necessário, lançando míssil quando o combate não ia bem para os heróis. Até já sabemos o porque, as cores preta e rosa não cairiam bem no robô, até inventarem, seriados à frente, veículos pilotados por duplas/ casais. Excepcionalmente o episódio 16 - Red! O Perigo por um Fio! não teve Kong pois o tempo do episódio foi estourado.

Os Vilões
Até o quarto episódio os Kongs em nada se assemelhavam aos seus respectivos Mozus. Até então quem cuidava da concepção dos Kongs era a dupla de cientistas dra Sazoria, uma mulher com armadura de escorpião, e dr Iganna, que usava armadura de iguana. Mesmo trabalhando juntos e pertencerem à uma classe inferior de DesDark, os dois viviam na mais pura rivalidade, um sempre querendo superar o outro em reconhecimento e impressionar com seus conhecimentos de tecnologia, até serem orientados a unirem suas técnicas para criar um único e poderoso robô. Kamakiri-Kong ( um louva-a-deus ) foi o primeiro Kong criado à mais pura semelhança a seu Mozu, o que se repetiria nos episódios a seguir, com exceção das pernas que eram sempre iguais. Nunca deixei de achar curioso o fato de trabalharem um Kong com extrema fidedignidade ao Mozu, sendo que os Mozus, confeccionados na própria Destophia ( alguns episódios mostrava sua fabricação, algo parecido com mistura de tintas guache que as criancinhas conseguiam fantasiar que era combinação de genes ), também deviam dar trabalho em serem descobertos, selecionados e combinados seus genes mutantes, e não era mostrada a mão de obra do Kong após o anúncio do Mozu do episódio. Detalhes a parte, dr Iganna e dra Sazoria não duraram muito tempo. No episódio 15 - O Renascimento do Diabo, cansado de presenciar um fracasso atrás do outro, chefe Taboo decide reviver um antigo aliado internado nas profundezas do oceano do pólo-sul, comandante Desmark, um ser com trajes de faraó, juntamente com suas duas assistentes Bera e Bezu, mulheres mudas cobertas da cabeça aos pés como tipicas zentai que vieram junto no caixão em forma de bonequinhas. Num ataque de estrelismo e demonstração de superioridade, Desmark acaba com Iganna e Sazoria, o que foi uma pena, pois a dra Sazoria era uma gata. Mas Comandante Desmark não revolucionou muita coisa, pois os Mozus e seus Kongs ( opa, quem a partir dali passou a fabricar os Kongs? ) continuaram levando fumo.



Drs Iganna e Sazoria
Desguiller preparado para usar a energia Hightron











Chefe Taboo, o ´´pica das galáxias`` de DesDark
Comandante Desmark e suas escudeiras Bera e Bezu.
General Desguiller e Mazurka ficavam na linha de frente quando o assunto era porrada, já que o Comandante Desmark só passou a lutar no finalzinho da série. No penúltimo episódio Desguiller teve permissão do chefe Taboo para pilotar o Kong do Kuma - Mozu ( uma espécie de urso negro ) derrotado, confesso que tive dó de ver que deixaram de reviver o monstro e lhe dar uma segunda chance só para deixar Desguiller se apropriar do mecha, que em nada combinava com ele. DesDark tinha até caprichado, como sempre, na semelhança entre o Mozu e o robô. 

DesDark contava também com os homens malhados, ´´exército fracote que só serve para apanhar`` que todo seriado toku deve ter. O mais interessante deles é que em alguns episódios eles falavam, e no comecinho do seriado sempre que eles levavam um golpe era apresentado seu interior, um efeito semelhante a um raio -X, revelando que eram constituídos de peças biônicas, detalhe abandonado no decorrer da série. Os homens malhados ainda me fizeram fazer uma descoberta no episódio 12 - A Fantasia do Inferno Arenoso: deixando de lado esse lance de predestinação, para se transformar em um Goggle basta ter um transformador. Mas é claro que precisa ter a manha para se transformar, tipo o gesto certo, a coreografia e tal. Sem esquecer que os transformadores podem ser destruídos à vontade que o Laboratório de Ciências do Futuro pode fabricar quantos forem preciso.

Mozus: Significando Monstro em nossa língua, todas as criaturas do mal que brilhavam por vez em cada episódio possuía essa definição no nome, a maioria deles mutações feitas a partir de genes de animais terrestres.


Os Mozus e Kongs da série.
Goggle Five foi para mim como um exemplar cult de seriado estilo Changeman e Flashman, que na época nem sabia que atendia pela designação Super Sentai. Foi pouco anunciado, diria até que estreou despercebido, e seu horário noturno tornava a experiência de assisti-lo mais única ainda. Precário, cômico e de efeitos mambembes, o seriado acabou sendo uma opção alternativa para aqueles que já não aguentavam mais as reprises da Manchete e acabou conquistando admiradores pelo Brasil afora. Acontece que com a escassa publicidade infelizmente nunca se via brinquedos, álbum de figurinhas, materiais escolares ou qualquer outro produto infantil que levasse a marca dos Goggle V. Distribuído pela Oro Filmes ( as séries mais famosas foram distribuídas pela Everest ) e importada da Itália ao invés do Japão, o seriado ainda transitou por outras emissoras, como a até então promissora Rede Record, quando a programação da tarde das Tvs abertas ainda oferecia programação de qualidade para as crianças. Hoje a série é lembrada com carinho como uma das quatro do estilo a ser exibida em nossa terra, se na época vivia sofrendo com as comparações. Mas nem de longe a considero uma série tosca ou fraca, como já foi injustamente considerada. A considero no mínimo umas cem vezes melhor que qualquer temporada de Power Rangers. 


Professor Hongo e os Computer Boys e Girls.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Flashman – O segundo maior Sentai antes da maldição Power Ranger



´´Um dia cinco crianças foram raptadas e levadas ao confins do universo. E após vinte anos...`` era assim que se iniciava os episódios do segundo melhor sentai a passar por aqui antes que um acordo maldito entre a Saban e a Toei Company transformassem os guerreiros do Tokusatsu na praga americanizada Power Rangers, e se pensarmos bem no Brasil passou poucas séries Super Sentai de respeito, são elas Changeman, Flashman, Goggle V e Maskman. Lembro perfeitamente quando eu era moleque e vi anunciar pela primeira vez na extinta Rede Manchete este seriado que seria o sucessor dos Changeman, que ainda encantava a molecada, mas não era mais novidade, isso em 1989 ou 1990 não sei ao certo, e vibrei de emoção já tendo em mente que tudo que faz sucesso gera imitação ou continuação, para pouco depois saber que os próprios Changeman não eram originais. Apesar da escancarada semelhança entre essas séries, o Comando Estelar Flashman tem seu charme próprio em tramas mirabolantes e roteiro comovente, que lembraremos a seguir.



As comparações
Inevitavelmente vamos lembrar e fazer citações a outros Tokus do gênero, o que não podia ser diferente sendo que antes da série nos ser apresentada já conhecíamos séries como Jaspion (para não falar das pessoas ainda mais velhas) e é claro, a da mesma família, Changeman. Portanto não se incomode se este artigo for calcado nem exemplo já visto, no caso o seriado dos Changeman. Fica até mais fácil para aqueles que não acompanharam as aventuras do Comando Estelar conhecer melhor o grupo.

A história
Cinco crianças foram raptadas por caçadores espaciais para serem usadas em experiências científicas por Dr Keflen, que usa a biomolécula dos seres que rapta para a criação de subordinados a serviço do Cruzador Imperial Mess, cujo líder, Monarca La Deus, objetiva se tornar o ser mais poderoso do universo. As crianças acabam sendo salvas por nativos do planeta Flash, onde foram criadas e receberam treinamento e poderes para se defenderem de possíveis ameaças. Sabendo que Mess está preste a invadir a Terra os cinco guerreiros retornam ao planeta pela primeira vez após o rapto dispostos a se vingarem e a defender sua Terra natal, e depois encontrarem seus pais.
Planeta Flash: A principio o planeta era nada menos que cinco corpos celestes diferentes, cada um da cor de um dos heróis, por onde se espalharam, o que deve ter causado confusão a muita gente. Mas como o Japão é um arquipélago, podia ser comum para eles idealizar um planeta fragmentado. Anos mais tarde fui saber que não era bem assim; o planeta era um só, onde foi criado o líder (Din/ Red Flash), porém tinha quatro satélites onde foram criados seus parceiros de equipe, o Green Star, o Blue Star, Yellow Star e Pink Star, cada qual com uma característica própria.
Os heróis: Ao chegarem à Terra os heróis ficam encantados com o mundo novo que descobrem, e nesse sentido eles se assemelham ao Jaspion, agindo feito crianças a cada descoberta, querendo aproveitar a infância que não tiveram. Ao contrário dos Changeman que por serem militares contavam com um exército de apoio e companheiros humanos, os Flashman tinham apenas o robô fêmea (!) Mag que os fizesse companhia, embora no começo tivesse se mostrado hostil, mas logo se tornou uma excelente mentora e companheira por toda série. Din, o mais velho de todos, foi raptado aos três anos de idade e acabou adquirindo uma cicatriz no peito ao ser ferido pelas mãos do caçador, que eventualmente lhe causava fortes dores em sinal de presságio de perigo, ao estilão Harry Potter. Já no planeta Flash, lugar onde um dos grandes problemas eram as tempestades cósmicas, costumava treinar bloqueando o sentido da visão, habilidade que acabou sendo útil em um dos episódios da série, e ganhou a espada Sword Laser de seus mentores, arma eficaz em combate contra as criaturas de Mess, e por ser o mais experiente acabou se tornando o líder do grupo. Dan/ Green Flash é o mais viril de todos. Nunca fugiu da briga, é de pouco papo e muita ação, sua arma branca favorita é o soco inglês (lembra o Hayate dos Changeman com seu inseparável pente? Nos primeiros episódios tentaram fazer uma associação de Dan com o equipamento de socar). Já na forma de heróis sua arma são as luvas cósmicas Glass Laser (não seria Glove Laser? Mas na dublagem brasileira ficou assim) que ele usa para extravasar sua habilidade pugilista. Go/ Blue Flash é o mais novo de todos e mais alegre e imaturo. É o que faz amizade com mais facilidade também. Sua arma é a Laser Ball, bola gigante na qual se converte para ataques aos inimigos, sem esquecer as shurikens azuis que ele chamava de estrela projétil, e sua habilidade de escalar paredes em sua forma civil à la Spider Man. Sara/ Yellow Flash é a única que reencontra seus pais na Terra, mas não teve tempo para aproveitar a descoberta, pois o povo nascido ou criado no planeta Flash sofre rejeição à atmosfera da Terra caso permaneçam muito tempo no planeta (isso lembra muito Guerra dos Mundos) e tiveram que vazar. Suas armas são as bolas projétil, espécie de bolinhas de gude amarela que ela tacava nos inimigos, e o bastão congelante, dois bastões que usava para fazer nevar e congelar os seres malignos. E por último, na minha opinião a mais gata, Lu / Pink Flash, e também a mais engraçada. Habilidosa com os pés, sua arma é a Shoes Laser (eu entendia Chute Laser. Problema auditivo meu ou ´´chinelagem`` da dublagem?), par de botas que a mina usava para dar pontapés nos caras e até provocar terremotos (Uau!) como se o Japão fosse uma terra que precisasse de abalos sísmicos. E também usava o coração projétil para arremessar nos inimigos em sua forma cívil, essa mina realmente é de matar. O Que eu achava curioso mesmo eram as transformações, um tanto que original; apesar de fazerem poses como em todo Sentai, a princípio todos se transformavam de maneira idêntica (braços esticados), e só depois que o corpo era todo revestido pelo uniforme era que se embutia os óculos, ´´Visor Combate`` como eles evocavam, equipamento que além de proteger a visão provavelmente os faziam enxergar melhor. Ou seja, o uniforme e os óculos eram dissociados, diferente dos uniformes de outros seriados Sentai.








Aliados: Volta e meia aparecia o Dr Tokimura na série, um cientista inventor da máquina do tempo que sonhava voltar 20 anos atrás, época em que teve um filho raptado por caçadores espaciais. Nesse tempo sua esposa e ele perderam a memória e não conseguiam se lembrar nem do sexo da criança. Certo tempo depois, Setsuko, esposa de Dr Tokimura, se recorda de que a criança era uma menina, reduzindo as opções de um dos Flashman serem na verdade filhos do casal, e no penúltimo episódio Sara descobre ser ela essa criança (hoje em dia um simples exame de DNA resolveria a dúvida). Porém, até o final da série não pôde mais ver seus verdadeiros pais depois de ter feito a descoberta. Dr Tokimura e Setsuko também tinham outras duas filhas, Kaori e Midori, e na minha humilde opinião o doutor era muito parecido com o Dr Nambara, de Jaspion.
Outro interessante personagem a dar as caras é Barak, monstro guerreiro cria de Dr Keflen que invadiu o planeta Flash há 100 anos antes do início da série, sendo derrotado por Deus Titan, até então defensor do planeta, que decidiu poupá-lo e ensiná-lo a dar valor à vida e ir contra os planos malignos de Mess. Curiosamente a criatura falava (os monstros guerreiros de Mess nunca falavam) e mesmo 100 anos atrás já exibia pelos grisalhos pelo corpo, aspecto envelhecido e voz de uma criatura bem idosa, exatamente do jeito que tinha quando foi descoberto na Terra, despertado de seu sono secular para oferecer aos Flashman o equipamento deixado por Deus Titan à nova safra de guerreiros que tal como ele lutariam em defesa de seu planeta natal, já que a ganância de Mess não deixaria um planeta tão produtivo quanto a Terra passar em brancas nuvens quando descoberto. O equipamento consistia num grandioso caminhão de combate, o Titan Flash, cuja base principal se convertia num robô guerreiro, Titan Jr, um tanto cômico e desajeitado, porém dinâmico, feroz e duro na queda. Sua carroceria se convertia na arma mortal que tornava o robô ainda maior e ameaçador ao se fundirem, quando já passava da hora de acabar com a luta, veículo este que foi muito útil aos Flashman quando perderam Flash King, seu primeiro robô de combate fabricado por seus pais adotivos do planeta Flash, em uma batalha covarde com dois monstros guerreiros. Barak durou apenas poucos episódios, aparecendo posteriormente em curtos flash-baks (não quis fazer trocadilho, ô mané) e morrendo pouco antes de revelar o ponto fraco do povo nascido ou criado no planeta Flash, a tal intolerância à atmosfera e às coisas da Terra caso aqui permaneçam por muito tempo, como já vimos antes. Não posso deixar de mencionar o quão interessante foi a solução encontrada pela Toei Company (produtora dos seriados Tokus) de apresentar a diferença da atmosfera do planeta Flash em relação aos outros planetas; a fotografia amarela, recurso também aproveitado em Changeman quando os heróis pousavam no planeta Gôzma.



Equipamentos, armas e veículos: Como todo Sentai, os Flashman tinham a Cosmic Vulcan, artilharia pesada formada pelas bazucas de cada um, todas elas iguais e enormes, ao contrário da Power Bazuca dos Changeman, e a rajada parece até um lindo arco íris com a junção das cores dos heróis girando em torno de si no estilo caleidoscópico de um comercial do gel dental Close Up, acabando de vez com o monstro do episódio, e os mais velhos se perguntavam por que eles não usaram isso antes. Em seu formato agigantado graças à ação de Medusan que veremos logo a seguir, o monstro enfrenta Flash King, robô colossal que eles descobrem ainda no segundo episódio, formado pela junção de três veículos que os heróis se dividiam em pilotar, Delta Craft, Ômega Craft e Tanque Comando, sendo que assim que o robô era transformado, miraculosamente apareciam todos eles reunidos na cabeça dele, pilotando o grandalhão lado a lado, ao contrário dos Changeman que cada um pilotava sua parte dentro de uma cabine. Como eles iam parar todos juntos lá no topo, era um mistério. Só que achei interessante uma solução resumida encontrada pelos produtores da série para mostrar como os heróis aprenderam a converter os veículos no robô; Mag mostrava os projetos de formação,os encaixes e os comandos, claro que de maneira mais exemplificada possível, mas mais realista que Changeman que já começaram a pilotar o robô de primeira sem um cursinho relâmpago.  Quando menino, o visual do robô me decepcionou, tinha as mesmas cores do Change Robô, não tinha achado seu visual original e por fim ele tinha a cabeça achatada. Flash King é destruído no episódio 15, O Extermínio do Robô, episódio marcado também pela chegada dos Caçadores Espaciais à Terra, substituído já no episódio 18, em A Reviravolta do Robô, por Titan Jr. Mas Flash King retorna restaurado para socorrer Titan Jr já em seus primeiros confrontos, no episódio 20 A Ressurreição do Robô, quando parecia que o robô mirim ia levar a pior. Sinceramente não achei que Flash King devia voltar, Titan Jr já estava bom demais, é aquela velha cafonice de apego dos japas que fez com que não tivessem coragem de se livrar da lata velha. Acabou que os Flashman passaram a usar dois robôs de combate, os alternando nos episódios; se o monstro fosse naturalmente ameaçador, Flash King era o escolhido da vez. Se o monstro fosse cômico e o episódio bizarro, Titan Jr entrava em ação. Não podemos esquecer que, se o episódio tivesse sido longo, o confronto entre robô e monstro devia ser resumido e a solução encontrada pela Toei Company era os guerreiros evocarem o robô já montado ao invés dos veículos saídos do Star Condor (o cruzador dos heróis) que os formasse, recurso também adotado em várias séries do gênero. Ou então chamavam Titan Jr, que era mais fácil e mais rápido de se converter em robô.





No episódio 33, Meu Pai, Meu Herói, eis que surge uma surpresa; a Poderosa Lança. Trata-se da junção das Star Lasers (Armas que se convertem tanto em pistolas quanto em espadas e escudos) de todos os heróis, que formam uma única e grandiosa lança para ser arremessada no monstro guerreiro. Cheguei a imaginar que na ocasião supriria a Cosmic Vulcan, mas me enganei. A Poderosa Lança servia unicamente para deixar o monstro amaciado o bastante para sofrer o ataque agora sim mortal, da Cosmic Vulcan. Quem sabe se a Toei Company enfim imaginou que precisaríamos de uma explicação para que a Cosmic Vulcan não fosse usada assim que o monstro do dia desse as caras? Agora eles precisariam amaciá-las antes. A Poderosa Lança durou poucos episódios.
Vilões: Sempre achei os vilões dos Flashman menos carismáticos que os dos Changeman, onde cada um deles tinha uma história e no final todos eram vítimas do império Gôzma. Em Flashman todos eram crias do Dr Keflen, feitos a partir do DNA de criaturas diversas encontradas pelo universo, unicamente para servir Mess. O império Mess, assim como o império Gôzma, eu não sabia com exatidão do que se tratava além da denominação dos inimigos da série. Nunca soube, por exemplo, se Mess era só o nome do Cruzador Espacial, se era uma organização secreta ´´illuminati`` de dominação universal, enfim, mas o que me chamava atenção dês de sempre é que o senhor de Mess, Monarca La Deus, era bem menos carrasco que o Sr Bazoo de Gôzma, apesar de vez ou outra dar uns puxões de orelha. Como em Changeman Gôzma era totalmente subordinada pelo cruel senhor Bazoo, em Flashaman o império Mess era uma organização formada por gênios cientistas e suas criações, e rolava até um certo companheirismo entre La Deus e Keflen, que fomentava os planos malignos e executava suas ações, estando La Deus sempre dentro do Cruzador quebrando a imagem de ´´ser poderoso inacessível``, a não ser nas poucas vezes em que ele aparecia no pára-lama da nave bradando ordens, dando esporro e castigando seus subordinados,  numa clara referência (e imitação mesmo) de Bazoo. Em uma comparação literal aos vilões dos Changeman, Dr Keflen seria como o Comandante Giluke, Wandar seria como o Buba, Gaus seria como o Gata, apesar do primeiro não falar, só rosnar como todo monstro guerreiro criado por Keflen, mas ambos se igualavam no quesito ´´mascote da trupe do mal``, Urk e Kirt (duas gatonas, sendo que na verdade uma era uma mulher lobo ou raposa, não sei bem, e a outra era uma mulher gato), que muita gente achava que não falava, mas realmente falava embora bem pouco, seriam como, por que não, a Shima, por apesar da beldade que eram, causarem aversão e estranhamento em alguns aspectos, além de serem boas de briga e dificilmente levarem a pior, principalmente em combate com as mulheres, e a tigresa Nefer (agora vocês podem ver o trocadilho embutido aí), a pioneira da série a ter chicotinho até ter sua arma monopolizada por Kaura, apesar de sabermos que fica muito melhor nela, se compararia à Rainha Ahames pela sua majestosa beleza e charme em combate, e ambas tiveram a voz da mesma dubladora, embora Ahames fosse um pouco diferente, teve sua primeira aparição muitos episódios depois e foi uma grande rival do Comandante Giluke, rivalidade que nos Flashman se equipararia à de Keflen e Kaura, que veremos a seguir.


Dr Keflen

Wandar, o Terrível

As gatinhas do mal


Os Caçadores Espacias: Tecnicamente a primeira aparição de um Caçador Espacial foi no episódio 3, O Caçador, embora tenha morrido bem no comecinho ao ter sofrido uma queda com sua nave na Terra, E Mess, que não desperdiça nada, usou sua biomolécula na confecção de um monstro guerreiro. Já no episódio 15 chega à Terra o comandante dos Caçadores Espaciais, Kaura, que com sua forma humanóide, seu cabelo emo e seu chicote laser de cerca de uns 15 metros de comprimento (uma arma feroz, só uma lapada era o suficiente para fazer os heróis passarem de seu estado de Flashman ao seu estado civil) trouxe mais quatro Caçadores com ele, Baura, Hag, Hou e Kerao, este último embora não fosse mais um dos que raptaram os Flashman (ninguém sabe se os outros tiveram participação ativa nos raptos), era exatamente igual ao do terceiro episódio, provavelmente vieram do mesmo planeta, embora saibamos que na verdade a Toei Company quis apenas reaproveitar a fantasia. Tal como as vidas menos inteligentes geradas por Dr Keflen, os Caçadores não falavam. A chegada de Kaura e os Caçadores foi um feito e tanto para Mess, o auxílio que buscavam na tarefa que se mostrava árdua de derrotar os Flashman. Aos poucos a rivalidade e a concorrência entre Dr Keflen e Kaura foram aumentando. Kaura tentava fazer La Deus crer que seus planos de domínio global eram mais eficazes que os de Keflen, e o doutor por sua vez não permitia intervenções de Kaura em seus planos, por mais imatura que fosse sua decisão. Embora lutassem pelas mesmas causas de Mess, passou a existir uma forte concorrência de Kaura e seus Caçadores Espaciais entre Dr Keflen e suas mutações sintetizadas.  Os Caçadores acabaram sendo usados por Keflen na criação de um monstro guerreiro, enquanto Kerao foi devorado por outro monstro que se alimentava da energia dos Caçadores ao defender Go de um ataque, tendo aprendido com uns garotos o sentido da amizade, os mesmos garotos que também ensinaram o Blue Flash a perdoar a criatura da laia dos que o raptaram vinte anos atrás. Detalhe curioso; esse foi o único episódio em que um dos Caçadores esboça uma palavra, no caso Kerao, mesmo moribundo. ´´Kerao``, dizia o Caçador ao ser indagado por um garoto sobre seu verdadeiro nome.

Kaura reencontra Galdan

Kaura revela a Keflen que ele é um terráqueo igual aos seres do planeta que almeja destruir, e a princípio o cientista reluta a acreditar, até enfim se convencer apesar de ter seus 300 anos (A explicação de sua longevidade é uma incógnita). Kaura se associa a Galdan, um viajante do espaço companheiro de longa data que torna a ser seu braço direito, e o peito de Kaura é tão grande que resolve aniquilar La Deus para se tornar ele mesmo o ´´Senhor do Universo``, e com a ajuda de seu braço direito Galdan acabam derrotando La Deus, o que não tinha porque ser difícil, sendo ele uma criatura que mal tinha mobilidade feito a partir de um manequim inflexível da Toei Company. Para seu espanto, Keflen descobriu que La Deus era formado por uma biomolécula líquida e usou seu composto para a criação de suas últimas criaturas. Já Kaura, tem uma morte suicida ao tentar matar Keflen.
Os Monstros Guerreiros: Monstro Guerreiro (nos Changeman era Monstro Espacial) ou Mutação Sintetizada era a denominação das crias maléficas de Dr Keflen que ilustravam cada episódio. Geralmente baseada nas vidas diversas encontradas pelo universo, Dr Keflen usava o Sintetizador Biomolecular (uma espécie de órgão musical inspirado na ´´Máquina de dar Orgasmos Musicais`` do filme Barbarella, de Roger Vadim) para a concepção da criatura que nascia através do que parecia ser uma cápsula cheia de fios e em seguida  introduzia seu coração artificial. As criaturas não falavam e pareciam serem irracionais, seguindo apenas os comandos dos membros de Mess, portanto era difícil sentir peninha em vê-los estraçalhados pela Cosmic Vulcan. Após destruídos entra em ação outra Mutação Sintetizada de Keflen, Medusan, criatura baseada na elasticidade das  medusas marinhas que ressuscita e agiganta os monstros derrotados, os deixando até 30 metros de altura, e após sua ação volta a seu estado natural de pequena Água Viva. Mas os monstros agigantados ainda mais enfurecidos não tardam a sofrer o golpe mortal da Cósmic Laser ou da Operação Gran Titan.

Zolos

Como ´´assistentes pau pra toda obra`` o império Mess tem os Zolos, sendo assim batizados um certo número de episódios depois, inicialmente tratados apenas por soldados, exército fraco, porém inacabável, baseado em formigas saúvas, de cor vermelha. De fato, o animal que mais age em ´´exército`` aqui na terra são as formigas. Quando moleque me amarrava ao os verem sendo chamados, sua apresentação acompanhada pela trilha sonora, sua posição de ataque e seu relinchar. Também possuíam garras numa das mãos. Bem lá para frente começaram a gemer com voz humana conforme apanhavam, e isso foi me incomodando aos poucos. Também achava que os Zolos concorriam bastante, mesmo que indiretamente, com os Caçadores Espaciais, ficando até ofuscados por eles.
Medusan
Para exemplificar que a equipe de Mess era parcialmente forjada através de biomoléculas de animais, Wandar tinha o corpo zebrado, e Nefer, Tigrado, sem nem precisar citar Urk e Kirt. De todos o que mais era leal a Keflen era Nefer, chegando ao ponto de se sacrificar por ele, se pondo à frente da Sword Laser para evitar que seu ´´pai``, como passou a chamá-lo nos últimos episódios, sofresse o ataque de Red Flash. Porém Wandar também foi honrado em se oferecer a se tornar uma nova Mutação Sintetizada, feroz em ataques apelativos sob os olhos já cansados de fracassos de La Deus, tornando-se assim o invencível Wandalo, cujo golpe é ´´Espada Demoníaca: Tempo congelado em 3 segundos``. Já Nefer tornou-se a Diabólica Nefer, ficando com um visual mais selvagem e monstruoso, nada atraente (sabe os capítulos finais de Changeman em que Bazoo ficava transformando toda a galera do mal em monstro? Pois é). É curioso lembrar que nesses seriados, quando um personagem fixo é transformado em monstro, mas os produtores não querem se livrar dele, usam um recurso muito comum que quem acompanhou muito Sentai deve saber do que estou falando; a pessoa´´sai`` do monstro. Sim, ele cai, inconsciente, de seu hospedeiro, enquanto a criatura na qual havia se transformado segue seu caminho livremente, difundidos, como se sua metamorfose pudesse adquirir identidade própria.
O mais injustiçado, coitado, foi mesmo Gaus. Entrando mudo e saindo calado, foi um dos seres de Keflen que não falava, embora do ´´elenco`` fixo. Robusto, agressivo, era simplesmente uma das criaturas subordinadas de Mess, além de ser resistente, agüentava bem as bordoadas. Morreu ainda longe do seriado terminar, tratado como um Monstro Guerreiro qualquer, com direito à Cosmic Vulcan, agigantamento de Medusan e à Cosmic Laser de Flash King. Dizem por aí que o personagem foi dispensado mais cedo por sua fantasia de peças de pano, pelúcia e metal ter ficado bem avariada com o passar da série, antes do tempo previsto.
Em suma, as aventuras do Comando Estelar são até hoje consideradas mais adultas que as dos Changeman, mas eu não penso assim. Apenas teve um roteiro mais elaborado. Difícil dizer qual série supera a outra, embora eu tenha um carinho muito grande, quem sabe até maior, pela do Esquadrão Relâmpago Changeman, não que a do Comando Estelar significasse pouca coisa. Ao todo teve 50 episódios, e se aqui eram exibidos diariamente por um bom tempo com direito a reprises exageradas, no Japão eram semanalmente. Sendo assim, nos últimos episódios, quando os heróis tiveram apenas mais 20 dias de permanência na Terra, o tempo avançava consideravelmente entre um episódio e outro. Mas é claro que teve episódios muito engraçados e bizarros, como todo Sentai deve ter, e o mais tosco de todos sem dúvida é o 26, Abóboras Selvagens, que nos arranca boas gargalhadas. Há aqueles cheios de mensagem de amizade e companheirismo, de trabalho em grupo e perseverança, uma das máximas de séries e desenhos nipônicos, e um grande exemplo foi o episódio 6, A Super Máquina, em que a moto de Din, a Red Turbo Laser, acaba destruída, e graças aos amigos que ofereceram as peças de suas motos que ele pudesse reaproveitar, conseguiu reconstruir a máquina. Só tem um errinho... como dizia no episódio, a moto de Din o acompanhou por muitos anos no planeta Flash, então como se explica o nome Suzuki no veículo? Será que a gigantesca empresa japonesa de veículos teria uma filial em outros planetas? Outro detalhe que não posso deixar passar em branco é Flash King tocando uma flauta (mais especificamente o rabo do monstro) nesse mesmo episódio. Mas o melhor episódio em minha opinião foi A Cidade do Terror, que, entre outras coisas, marca a presença de um personagem interessante, a andróide Siberia, que dura somente um episódio. Já que os vilões de Flashman não são tão ricos nem tem mortes em batalhas empolgantes quanto os dos Changeman, A Cidade do Terror nos presenteia com uma cena épica de luta entre Din e Kaura no meio de uma tempestade, que chega a nos emocionar de tamanha ferocidade. Também nesse episódio há um flash (ok, é trocadilho mesmo) da mãe de Din lendo para ele o clássico de Oscar Wilde, O Príncipe Feliz. Para o enredo que a série teve, não ficou nada de fora e a trama ficou bem completa. O último episódio é que deixou a desejar, o tempo foi corrido demais, até mais que o que seria considerado o normal (duas horas para montar um robô e matar o monstro é sacanagem), para tanta coisa acontecer ao mesmo tempo, inclusive acabando com Mess em tempo recorde. E pensando bem, até que foi interessante a aniquilação dos vilões principais sem o chororô que era nos Changeman, ressaltando aqui o último combate entre Red Flash e Wandar no episódio 47, O Grito da Morte, que bastante ferido a cria de Keflen acaba entrando em colapso e explodindo sozinho. Pena que Nefer teve um fim ainda mais sem graça, porém fofinho, sendo que ela sim era uma vilã terrível, com suas miragens em 3D fazia nossos heróis quase enlouquecerem em poucos segundos.  Mas os Flashman não voltam ao plantea Flash sem antes prometerem retornar ao seu planeta de origem, e anos mais tarde, cumprindo a promessa ou não, Green Flash faz uma participação especial em outro Sentai, estou doido para ver isso, preciso caçar nos Youtubes da vida.
Dizem que Flashman foi feito com mais recursos e verbas que Changeman, não duvido, pois a Toei crescia bastante entre uma produção e outra, sempre lucrando cada vez mais com seus seriados. A qualidade do design dos heróis, dos monstros, das naves, dos equipamentos e até dos efeitos, sem dúvida superam as dos Changeman. Ah, e sabe a dublagem do seriado? É com as mesmas vozes de A Volta dos Mortos Vivos, clássico de Dan O` Bannon de 85, pode conferir.

Mag era a mais importante aliada

Kerao aprende a importância da amizade

Flash King é destruído

Operação Gran Titan


sábado, 12 de novembro de 2011

A pior versão de Power Rangers

Você que não gosta de Power Rangers e acredita que eles estragaram o verdadeiro Super Sentai, se prepare para mais uma bomba; você ainda não viu o que de pior essas adaptações tem a mostrar. Esses malditos plagiadores caem ralo abaixo de uma só vez sem freio e sem cinto de segurança.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Carimbos Power Man


Uma vez quando estava dando uma olhada na seção de brinquedos de uma Lojas Americanas da vida (ainda adoro olhar brinquedos) encontrei o que a molecada de antigamente também adorava; carimbos de super heróis. O que eu vi foi do Ben 10 e eu pensei que tinha sumido esse brinquedo, nunca mais tinha visto. Talvez seja mais fácil encontrar em papelarias. Me bateu saudade de uma coleção que eu tinha e adorava, Power Man. Na embalagem tinha desenhos de personagens baseados nos heróis super sentais que era moda na época, mas não obedeciam um uniforme padrão, cada um deles, além das cores diferentes tinha detalhes em seu uniforme que o outro não tinha, e um robô enorme de corpo inteiro que era mais ou menos do tamanho do comprimento da caixa, mas todo prateado, quadriculado e com uma espada na mão, também contrariando o estilo dos robôs gigantes coloridos dos seriados sentais. Além disso tinha um número igual de vilões, todos monstros, e em se tratando destes a criatividade era ainda maior, tinha umas criaturinhas interessantes, algumas claramente chupadas dos monstros dos seriados, como um todo amarelo que parecia o monstro Miya do Jaspion, mas tava valendo. Claro que os desenhos não eram lá essas coisas, pareciam  feitos por um ilustrador amador de embalagem de brinquedo pirata, mas como a marca Power Man foi criada apenas para os carimbos aproveitando-se do que era febre na televisão, a molecada não ligava. Pena eu não ter encontrado a foto da embalagem ou dos carimbos para postar aqui. 


A maioria dos carimbos da minha época era da Grow, e era comum encontrar da turma da Mônica, baseados nos desenhos Disney e alguns da Barbie, para os meninos tinham os de super heróis. Desse do Power Man as peças eram fininhas em comparação às das outras coleções, tinha um adesivo do personagem de corpo inteiro sem sobras para os lados da estrutura do carimbo e ficavam em pé como autênticas peças de RPG se tirasse a almofada da parte de baixo, eu costumava usa-las para criar aventuras legais com os personagens, já que tinha um número generoso de heróis e monstros. As gravuras do carimbo muitas vezes contrariava o desenho. Na maioria dos personagens a gravura era de rosto, mas havia um ou outro que era de corpo inteiro, e nisso uma criatura que tinha um desenho estiloso era reduzido perdendo consistências significativas de sua anatomia monstruosa e no final acabava não parecendo mais tão amedrontador. Outro caso é a quanto ao personagem robô. O rosto da gravura do carimbo era arredondado e humanizado, diferente do rosto da figura do adesivo e da que estampava grande parte da caixa, ele era todo quadriculado e tinha cara de robô mesmo. Mas detalhes que um garoto da época, mesmo reparando, não ia achar menos interessante o brinquedo. Na caixinha também tinha um pequeno estojo verde que eu me lembro muito bem, que vinha com uma almofada de tinta, que também lembro ter ficado decepcionado por não haver tinta até minha mãe explicar que tinha que umedecer com álcool antes de sair dando carimbadas por aí. Só sei que guardei os carimbos do Power Man por um tempão, com o estojo da almofada de tinta, com todas as peças e com a caixa que mais tarde eu usava para esconder meus materiais pornográficos, bem abaixo da estrutura de papelão que eu preservava para encaixar as peças de carimbo.
Como não encontrei nenhuma figura dos carimbos Power Man que fosse, inseri nesse post imagens de outras coleções que traduzem bem o espírito que os Power Man me passavam na época.
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