quinta-feira, 10 de maio de 2012

Fato venérico

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fliv - Festival Literário de Votuporanga



O Festival Literário de Votuporanga esteve em sua segunda edição do dia 1 a 6 deste mês. Período curto, mas que trouxe grandes artistas da literatura nacional, entre eles João Paulo Cuenca, Mario Prata e Marcia Tiburi, que eu tive chance de assistir. É um evento que reúne, além dos debates, fórum de dança, oficina de letras, workshop, shows, oficina de modelagem em jornal para crianças e exposições de livros.









terça-feira, 8 de maio de 2012

O humor na Tv se renova a todo instante

Assista ao finzinho da matéria do Cqc em que um dos repórteres tenta dar umas ´´aulinhas`` para a drag Leo Áquila desemboiolar de vez, depois assista o vídeo abaixo, Dia de Macho, quadro extinto do Pânico dos tempos da Rede Tv e compare os dois quadros.







Se a ideia é boa, por que não pegar emprestada?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Putanesca Games - Capitão América e os Vingadores



Em homenagem ao filme Os Vingadores em cartaz nos cinemas vamos relembrar dos joguinhos antigos para Super Nes, nos tempos em que um bom e velho scroll lateral nos deixava feliz da vida.

A Terra dos Meninos Pelados





Tudo bem, é uma obra infantil esquisita pra caramba. Não só pelo título um tanto quanto pedófilo ou de filme pornô gay, mas pela historinha e seus personages. O livro foi lançado por Graciliano Ramos no final dos anos 30 e adaptado para um seriado de quatro episódios na Globo no finzinho de 2003 e começo de 2004, que contava a história de um menino chamado Raimundo que não tinha cabelos e seus olhos eram um de cada cor, sendo assim vítima de bullying. Cansado dos maltratos dos colegas de Quadrangular, cidade onde mora, começou a idealizar um mundo onde as pessoas eram iguais a ele, onde tinha amigos, onde ninguém tinha cabelo na cabeça e os animais e as plantas falavam. A história pode até ser bonitinha, mas os meninos do seriado pareciam até as crianças de hospital do câncer que dão um dó danado na gente. Quem sabe foi escrito pensando nisso, que uma criança pode ser dona de seu próprio universo des de que não ligue para a diferença na qual convive e mande às favas coleguinhas preconceituosos, de repente o autor já vivenciou ou presenciou situação parecida, incluindo aí doenças graves. Mas era impossível não imaginar o protagonista como vítima de um quadro de câncer, e imaginar a historinha de Raimundo com seus amiguinhos únicos é de fazer qualquer adulto derramar lágrimas, quem dirá uma criança. É a história infantil mais triste que já conheci, não pelo fato de Raimundo não ter cabelo na cabeça e ter um olho preto e outro azul, mas por, inevitavelmente, ter a mente direcionada para as crianças que fazem quimioterapia, por mais que alguém tente convencer que o autor não pensava nisso. 
Esse seriado me veio à mente ao assistir ontem no Pânico na Band a moça que raspou a cabeça visitando um hospital que tratava de câncer infantil ao lado de Sabrina Sato, isso porque a partir do seu novo visual e da situação que protagonizou tendo suas belas melenas raspadas em rede nacional foi gerada discussão na Internet e até mesmo na mídia impressa se isso era correto ou não, já que tocando em miúdos ´´embarangaram`` a moça, e o programa se aproveitando da situação e ao mesmo tempo tentando contornar as indignações quiseram passar uma pseudo lição de moral ao mostrar um médico repetindo o discursso que provavelmente não cansava de repetir às crianças, ´´uma pessoa sem cabelo é mais bonita do que com, já que assim dá para ver seu rosto tal como realmente é, livre de molduras que só servem para enfeitar mas que não acrescentam nada``. Claro que ele não disse com essas palavras, essa fala bonita é minha, mas o conceito é o mesmo. Eu até concordaria com ele se não achasse que beleza, ao menos numa mulher, é importante. Não que os cabelos transformem qualquer mulher numa gata, mas é uma arma de bastante poder de sedução.
O Raimundo da historinha, mesmo aparentemente um garoto triste, é espirituoso pacas, em vez de idealizar um mundo no qual era igual todo mundo, preferiu um em que todo mundo era igual a ele, e para mim isso o torna menos coitado.
Resumo da ópera, é uma história infantil, mas acabou passando lição de moral para mim também. Eu tava aqui todo infeliz só porque estou tendo problemas de calvície, vê se pode.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Albergue, Parte III - O elemento surpresa é o principal ingrediente

                                              

Você já viu ou ouviu falar de O Albergue III? Reformulando a pergunta, você sabia que foi lançado um terceiro O Albergue? Não é difícil imaginar a resposta, mas não é para menos. Essa pérola foi lançada diretamente em Dvd, não mais contando com direção de Eli Roth, e sim de Scott Spiegel (Um Drink no Inferno 2, Meu Nome é Modesty Blase), embora Eli Roth divida autoria do roteiro com Michael D. Weiss. Esta sequencia seria apenas mais do mesmo, não fosse dois ingredientes especiais; o primeiro é que a história não mais se passa num país qualquer da Europa, e sim no próprio Estados Unidos (chega de zoar o país dos outros), mais especificamente em Las Vegas, terra da diversão, numa despedida de solteiro que acaba em tragédia, e o segundo na minha opinião é o mais importante, o elemento surpresa. O filme usa e abusa de pegadinhas o tempo todo, o que você vê e o que parece ser sofre uma reviravolta que só serve para confundi-lo ainda mais. As ´´peças`` pregadas pelos produtores que inclusive mexe com seu estado preparatório ao se deixar guiar pelas cenas, o faz se sentir trapaceado em alguns momentos, até mesmo irritado, quase perdendo a esportiva, e é exatamente isso que deixa o filme interessante. De resto não é mais nada que já não estejamos acostumados a ver nos outros filmes da trilogia, com excessão, é claro, da ausência da gangue infantil que roubava a cena nos filmes anteriores (Cigarettes! Dolar!)
As torturas já não são mais tão violentas, ou quem sabe estamos perdendo a sensibilidade visual de tanto que somos bombardeados por filmes do gênero. O ambiente de tortura ganhou um visual hi tech por assim dizer, e o que antes parecia ser um prazer oculto doentio e vergonhoso do Clube de Caça de Elite ganhou platéia e moças de biquini desfilam entre os espectadores, nos fazendo acreditar que é mais um cenário de jogos e apostas de Vegas. Vítima e algoz são separados dos espectadores por uma parede de vidro, um computador expõe alto e com som detalhes da vida da vítima minuciosamente pesquisados enquanto objetos de tortura são postos à escolha do torturador. As apostas começam, a platéia vibra, faz sua aposta e até perde dinheiro. O curto espaço de tempo em que a vítima se dá conta do que está acontecendo e clama por sua vida pela sua família é estimado, contando como acerto.
Só que o roteiro é mais bobo do que o aceitável. Toda desgraça que se abateu sobre o grupo de amigos não foi por dinheiro ou por prazeres sinistros dos membros do sanguinário clube do cão bloodhound tatuado no braço, e sim por uma garota. Sim, isso mesmo. Um amigo ´´rouba`` a garota dos sonhos do outro e o cenário apavorante na qual a galera do elenco jovem mergulha e não sai ilesa nasce a partir de uma dor de cotovelo. Além de tudo o filme foi muito mal divulgado, parece mais uma opção alternativa de quem quer continuar acompanhando as torturas doentias e bizarras mesmo sabendo que não é lá mais novidade, e que até se sai melhor que a ´´epopéia`` Jogos Mortais ao não se propor um desfecho num roteiro amarrado. O único ator de peso que participou dessa sequencia é Thomas Kretschmann (Blade II e King Kong).
Se ainda assim você quiser assistir não vou falar mais nada. Só não posso deixar de frisar um outro detalhe bem interessante que não foi arranhado nos outros filmes; o clube executa a auto destruição se as coisas não estiverem indo bem para o dono, pouco importando com os outros participantes, até os mais passivos. Mortal.

                               

                                         

            
                               

                                            

                                            

O Albergue: Parte III (Hostel: Part III)
Direção: Scott Spiegel.
Roteiro: Eli Roth, Michael D. Weiss.
Produtores: Chris Briggs, Mike Fleiss, Scott Spiegel.
Distribuidora: Sony Pictures.
Lançamento: Em dvd, dezembro 2011 (Eua) Abril 2012 (Brasil).
Elenco: Thomas Kretschmann, Kip Pardue, Jonh Hensley, Sarah Habel, Brian Hallisay
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