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terça-feira, 3 de março de 2015
Shuriken Sentai Ninninger - Primeiro episódio - Legendado
Muito em breve o segundo episódio legendado, nesse mesmo canal.
Acesse:
http://naburuto2013.blogspot.com.br
http://www.animeyokai.com.br
Que tal assistir também ToQger enquanto aguarda novos episódios de Ninninger?
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Maskman, o último maior sentai antes da maldição Power Rangers
Último sentai a passar em terras brasileiras (as demais caíram numa maldição e se tornaram Power Rangers) o esquadrão Defensores da Luz Maskman foi apontado por muitos como o melhor sentai já produzido pela Toei Company, mas tenho minhas dúvidas. Estive revisitando a série e pude perceber o quanto ela é fraca em comaparação a outras do gênero, tecnicamente falando. Para começar, estreou num período em que o gênero já estava saturado no mercado nacional, portanto não teve lá boa audiência embora tenha rendido venda de variados brinquedos. Os protagonistas não eram tão carismáticos, o seriado não trazia nada de tão novo, apenas o fato de cada um dos cinco heróis serem especialistas em um tipo de luta, utilizando técnicas de combate diferentes, e o mecha original (Great Five) ser composto por cinco veículos, ao contrário dos outros sentais em que geralmente eram por três. Treinados e apadrinhados por Chefe Sugata (interpretado por Hayato Tani, então apresentador de um programa de provas insanas) que os ensinou a desenvolver o Poder Aura, os cinco guerreiros a princípio aparecem envolvidos em corridas de Fórmula 1, Takeo como o piloto bambambam e os demais como seus assistentes, até que sua namorada Miho o adverte que o Império Subterrâneo Tube almeja atacar a Terra sob o comando do malígno Rei Zehba, atrapalhando uma corrida e quase sendo atropelada. Miho na verdade é a Princesa Ian, correspondente infiltrada que acaba se apaixonando por Takeo e traindo Tube, sendo a seguir tirada de Takeo e congelada numa prisão criogênica eterna como punição. Antes disso Miho entrega para ele seu colar, o brasão da sua família real, que Takeo passa a usar pelo resto da série se lamentando por ser a única coisa sua que sobrou,cuidando com todo zelo, mesmo que durante umas batalhas tivesse que remontá-lo. Além disso, o casal pega emprestada algumas referências ao clássico Cinderella. O flashback de Takeo trazendo os sapatos para uma Miho descalça e desajeitada era exibido sempre que batia uma nostalgia no rapaz, e já no primeiro episódio quando a moça o alerta da ameaça de Tube quase sofre um grave acidente e seu sapatinho voa longe, se mantendo solitário e vulnerável separado de seu corpo,que por sinal é o mesmo com que Takeo a calçou, ilustrando toda carga dramática da cena.É dado assim o pontpé inicial para as batalhas entre os filhos do Poder Aura contra o Império Subterrâneo Tube nos 51 episódios seguintes.Além de Takeo, outro personagem que merece atenção especial é Akira (Blue Mask). Apesar de ter apenas 16 anos o moleque tem a corda toda. Sua especialidade é o kung fu e tem muita habilidade com as espadas, mas o mais engraçado é o jeitão imaturo dele que deixa as cenas bem mais interessantes, geralmente os azuizinhos desse tipo de seriado são assim mesmo. Akira ficou um tempinho malvado inclusive, encarnando o Espadachim Subterrâneo Ulas, guerreiro lendário que os habitantes bonzinhos do mundo subterrâneo acreditavam ser do bem, atacando seus amigos a mando de Tube.De resto, nada que já não tenha tido em sentais anteriores, como um representante da cor preta que se interessa por mulheres mesmo permanecendo liso do primeiro ao último capítulo, e duas moças graciosas, a Yellow e a Pink, e na minha humilde opinião a Yellow é muito mais sexy. Lembrando que a Pink herdou uma arma que em seriados passados pertencia a Goggle Pink, o Mask Ribbon.

Vilões
Quanto aos vilões, Anagumas é o melhor. Tem mais de 300 anos, mas mesmo assim o velhinho é o monstro mais poderoso, inteligente e conhecedor profundo do universo malígno. Infelizmente morre igual a um monstro de um episódio qualquer, mas foi o merecedor da honra de ser o último a ser agigantado pelo monstro elétrico Okelamp, monstrinho não menos carismático, que toda vez que executava sua função resmungava ´´Eu tô cansado`` bem ao estilo Gyodai.
os outros vilões são bobos e insossos, aquelas duas minas insuportáveis (Igan e Fuumin), uma espécie de Buba dos Changeman chamado Barrabás (em um episódio aparece a mãe dele. Ninguém imaginava que aquelas criaturas maléficas tivessem mãe, não é mesmo?) e um projeto do The Flash com pinta de diabão, que assim como o herói americano é um super velocista, e ainda cospe fogo pela boca a exemplo de outros colegas vilões, mas a sua magia é bem mais caprichada. Mas o que mais eles tem é estilo mesmo. Apesar de terem um time definido, são seres nefastos do mal, e o mal não é unido. Portanto vivem brigando na maior rivalidade, sem dar valor à amizade e sem hesitar em pisar uns nos outros para conseguirem o que desejam. E assim surgiu o Cavaleiro Ladrão Kiroz, outro vilão estiloso, de cabelos vermelhos e óculos exóticos, com o poderoso golpe Crescent Screw no qual ele gira sua foice provocando uma espécie de furacão, técnica aprendida enquanto esteve banido no Inferno vendaval. Assim que o novo vilão chega começa uma rivalidade não só com o pessoal do mundo Subterrâneo, mesmo que assim como ele todos pretendessem acabar com os Maskman (o que é de praxe em todo seriado sentai), mas também com Red Mask, pois seu plano é ter a princesa Ian todinha para ele em um trato feito com Zehba. Ele até que teve uma gatinha se oferecendo para ele no episódio 33, mas o bobão a decepcionou e não aproveitou a oportunidade. As pegações, aliás, até que foram com razoável vontade esboçadas nesse seriado, chegou a quase rolar um beijo entre Keiko (Pink Mask) e um monstro subterrãneo transmutado em humano, o que, considerando o gênero e o ano (1987/1988) foi muita coisa. Pena que red Mask também é um banana, provou que é só garganta e não aproveitou Miho como devia quando enfim foi descongelada nos episódios finais. Quanto aos monstros subterrâneos, grande parte formada por monstros compostos, duas partes que se completassem fundindo-se em uma, tinham visual caprichado e ninguém podia botar defeito, de repente só no Rei Zehba, o imperador de Tube, que escondia um grande segredo, ser filho do primeiro monstro terrível que transformou o então povo pacífico do Mundo Subterrâneo em oprisioneiros de guerra, adotando a seguir um regime tirânico e traiçoeiro. Num dos episódios finais mostra que mesmo seu pai sendo um tremendo sacana (o pai, aliás, era quem botava ovo) se deixou ser devorado pelo filho em seus dias finais, o alimentando com a pura carcaça malígna e destrutiva que lhe daria forças para ser o novo Imperador do Mal, cruzes! A cena até hoje é impressionante, bonita até, bizarra e comovente ao mesmo tempo. Contudo,o figurino de Zehba não era dos melhores, parecia algo como papelão usado em fantasia de carnaval, uma imensa manta a lhe cobrir o corpo e um braço fino de manequim que ele segurava o tempo todo para aumentar a extensão de seu membro, com as mãos em volta de uma bolinha (!?) que não desgrudava para nada.
Mechas e maquinarias de combate
Maskman foi o primeiro sentai a usar mais de uma basuca. A primeira, Bomba Projétil, que por alguma razão inexplicável Red Mask precisava usar uma mochila para dispará-la, foi destruída pelo Cresecent Screw, substituída a seguir pelo Jato Canhão, armamento simpático construído por um time de cientistas que ninguém sabia que os Maskman tinham à disposição, e que de vez em quando o exibido Red Mask a usava como prancha de surfe à la Surfista Prateado. Me doía o fato de que para usarem a basuca ser preciso estar os cinco juntos, e essa ser a única forma de destruir os monstros. E se já não era mais novidade, tiveram também mais de um robô. Quando great Five foi para o saco (não uma destruição tão dramática como a do Flash King dos Flashman) a Pink Mask tinha tomado um pau e não pôde pilotar sua parte correspondente do robô, e aí fica uma pergunta que não quer calar: Quem pilotou o Helicóptero Mask que se converteria numa das pernas do Great Five? O Great Five levou um sacode e sua perda pôde perfeitamente ser atribuída a ausência da Pink. Chefe Sugata dizia ´´Abandonem o robô, usem a saída de emergência que eu lhes mostrei.`` e aí fica outra dúvida: Que saída de emergência seria essa? Não foi apresentada aos espectadores. Enfim, acabaram pegando o Land Galaxy enquanto Great Five era restaurado, robô de origem conturbada ao ser associado a morte de seu cientista criador, colega de Chefe Sugata desde a época em que ´´trocavam figurinhas`` sobre o projeto Maskman. Land Galaxy tem uma
maneira maos ágil de se converter de veículo para robô, é quase como o Titan Jr dos Flashman, um tipo de caminhão. Embora tivesse design menos estiloso que Great Five,tem bons golpes, é duro na queda e eficiente em combate, sua Corrida Espartana é um barato à parte, uma pérola gigante de criatividade e primor, só vendo para crer.Great Five não ficou muito tempo como sucata e logo os Maskman podiam reservar entre um robô e outro como faziam os Flashman, mas por alguma razão desconhecida Land Galaxy acabou sendo o mais usado, tornando-se a primeira opção, inclusive para descer a lenha no Rei Zehba agigantado. Isso porque era apenas um quebra galho. Talvez os defensores da Luz estivessem cansados e só quisessem saber de novidade. Ainda quanto às armas, era divertidissimo quando os Maskman giravam sua Magnum Laser em punho ao autêntico estilo cowboy,. Chupa essa Alex Murphy!

Conclusão
Seriado que não chamou muita atenção, apenas mais do mesmo, no entanto merece respeito ao se dispor a apresentar uma coisa ou outra inédita, como heróis que buscam seu poder na fonte da meditação e nos gestos curiosos das mãos que em alguns momentos rendiam piadas.A transformação também era diferente de tudo que tinhamos visto. Algumas ideias e personagens eram interessantes, mas foram miseravelmente aproveitados, como o Mask verde (Mask X1), a primeira versão de um Maskman que abandonou o projeto após ter tido sua namorada arrancada de seus braços por Tube quase como Takeo perdeu Miho. O herói, que estava começando a ter uma grande amizade com Red Mask apareceu apenas em um único episódio, e com uma explicação bem simplória perdeu seus poderes. Ora, então aqueles relógios (morfadores)eram desnecessários? Muita gente, incluindo eu, torcia para que ele aparecesse nos últimos episódios unindo sua força com as dos Maskman contra o fim do império malígno de Tube. Sem contar que os próprios Maskman, tal como personagens de outros sentais, tem profundidade rasa e são bem poucos explorados, detalhe que só melhoraria anos depois em Jetman. Alguns personagens do elenco de apoio, embora sempre presentes, tiveram sua importância subestimada, como as gatinhas que auxiliavam Sugata como suas secretárias, sobrando apenas uma no final, e em alguns episódios nos perguntávamos onde elas foram parar, chegando até a nos esquecer delas. Mas tem um ponto muito positivo, pelo menos para nós brasileiros, por ser o último sentai verdadeiro a vermos na Tv aberta. Ao menos os Maskman que assistimos, gostamos e criticamos nos deu a última oportunidade de vermos um produto genuíno que os americanos tanto invejaram. E foi oscilando na Tv aberta até 1999, período em que a Rede Manchete começava a ir pro saco. Ainda bem que temos a nossa amiga de sempre Internet.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Power Rangers reformulados
Versão realista dos Power Rangers. Gostei. Alguém podia adaptá-los para o cinema ao nível de um filme da Marvel.
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sábado, 24 de março de 2012
Novo sentai na área
Dia 4 de abril vai ser lançado no Japão o sentai Akibaranger, que pelo visto parece ser uma grande comédia. Os apreciadores do bom e velho sentai não aprovaram essa nova série que enfocará o público adulto como alvo, apesar de ter uma cara de tentativa infrutífera de outros países orientais lançarem sua versão. Confira o trailer e tire des de já a sua má impressão. De qualquer maneira é melhor que um Power Rangers da vida.
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Heróis da Tv - Hero Club

Se o Brasil nunca foi um país lá muito próspero de heróis, que tal se pensarmos numa reinvenção, que desse jeito sim tivesse feito sucesso? Trata-se de versões criativas dos heróis japoneses antigos com direito a toda liberdade, já que o pessoal da Toei Company, estúdio responsável pela produção dos tokusatsus e super sentais, estava bem longe, provavelmente sem conhecimento dos nossos quadrinhos publicados pela Abril Jovem. Segunda iniciativa de levar os heróis de nossa infância aos quadrinhos, a primeira foi lá pelos idos de 1989 em um gibi da editora Ebal que publicava versões adaptadas dos episódios das séries, mesmo com uma ou outra alteração e alguns cortes, mas quem era moleque na época se amarrava e não perdia um número sequer, e na onda dos gibis vieram revistinhas de passatempo, álbum de figurinhas e revista pôster que durou até a febre passar. Um tempo depois pinta nas bancas uma novidade que me encantou de primeira, uma edição em formatinho que trazia o Jaspion na capa lançada pela editora Abril Jovem. Era um Jaspion reinventado, com personagens novos e vilões bizarros, meio americanizado, em sua forma cívil o herói era meio mauricinho, menos bonachão como era na TV e o gibi contava com histórias depois da derrota do Império Satan Ghost, nada de pássaro dourado, professor Nambara e seus filhos Kenta e Kanoko, nada do Edin velhinho, nada de Miya, a Anri era a maior gata e não dava aqueles curto-circuitos e tics defeituosos que ela tinha no seriado. Além da história do Japion o gibi também tinha uma dos Flashman, o desenho era fiel e o que eu mais achava maneiro, as historias eram inéditas. Nem preciso dizer que comprava os números seguintes, mas como eu era bem moleque dependia da minha mãe me dar dinheiro, e dependendo, se fosse bonzinho e me comportasse, ganhava revistinha, e claro que eu escolhia quase sempre as da Hero Club, alcunha adotada pelos gibis do Jaspion como uma sub-editora. Dependendo da edição também vinha história dos Changeman, Flashman, Maskman e Boomerman (aquele cara do bumerangue amigo do Jaspion hehe, acho que os produtores do seriado nunca imaginaram tanto destaque para ele), os personagens eram mais bombados que nos seriados e era comum um participar da aventura do outro em interessantes crossovers, criando-se assim um universo novo, o universo dos heróis japoneses tal qual um universo Marvel ou DC, por exemplo, e o que é melhor, criado por brasileiros, ressuscitando os antigos heróis da TV Manchete já que fazia uns aninhos que a moda passou e a criançada já estava saturada de reprises. É de encher de orgulho, né não? Só que o roteiro, a maior parte deles feita por Marcelo Cassaro e Rodrigo de Goés, inovava tanto que o herói ficava praticamente irreconhecível. Usava os habituais armamentos e equipamentos do seriado, até mesmo Daileon marcava presença, só que o desenho do robô gigante era rústico demais e em pouco lembrava o do seriado. Tinha feições grotescas e ficava em poses humanizadas, e o mais engraçado, conforme o desenhista ia mudando ia ficando cada vez mais feio, mais simples, a ponto do leitor achar que o desenhista tinha dificuldade e preguiça de desenhar o robô. O uniforme espacial do herói e da sua companheira Anri estilo Star Trek foi uma boa elaboração. Embora os desenhos não fossem ruins, Jaspion era outro personagem que sofria modificação ao passar por diferentes desenhistas, o herói já foi moreno, loiro, ruivo, já teve cabelo cacheado e já foi cabeludo, só faltou mesmo aparecer um Jaspion negro, mas, se um Peter Parker, por exemplo, também já sofreu transformações nas mãos de grandes desenhistas como John Romita, Steve Ditko e Gil Kane, é natural que cada autor desse seu toque ao personagem. Hoje seria provável que o herói ganhasse traços mangá. Um vilão inventado especialmente para as histórias do gibi que até hoje não me sai da cabeça é Nimbus, uma espécie de guerreiro imperador musculoso e robusto, de armadura espinhosa e cabelo moicano. Como o público alvo dos heróis dos tokusatsus são em sua maioria infantil, o roteiro também não era lá essas coisas, hoje relendo a gente percebe isso, mas a iniciativa teve seu saldo positivo. A Abril Jovem será lembrada como a maior editora que lançou gibis importantes de heróis nos anos 90, e com isso a Hero Club colaborou também, tendo mais títulos vendidos que uma Panini Comics.

Um tempo depois chegou o gibi dos Cybercop também pela Hero Club, dessa vez um pouco mais fiel ao seriado. Depois foi a vez de Black Kamen Raider e Spielvan, esses dois eu gostava menos, mas comprava mesmo assim. Dessa maneira, a publicação das revistas da Hero Club passou a ter o título de Heróis da TV. O que passei a comprar religiosamente foi o gibi dos Mask Man, nova investida da Hero Club, já que o gibi do Jaspion já não estava mais sendo lançado. Mesmo não sendo a primeira vez que os Mask Man apareciam nesse novo universo dos gibis de heróis, as aventuras dos Defensores da Luz, último sentai decente que emplacou por aqui eram muito divertidas, e o ápice foi um confronto entre duas equipes queridas dos super sentais, Maskman versus Changeman. A história, que durou o gibi inteiro, apesar de ter sido bacana teve o final estragado. Isso porque ao que parecia os roteiristas não levavam muito a sério os heróis japoneses e fizeram uma gaiatisse digna dos gibis da Turma da Mônica; os heróis liam os gibis dos outros heróis da casa (!) e numa tentativa de botar uma equipe contra a outra, um vilão se deu mal ao seguir literalmente um erro de roteiro de uma das edições passadas. Outra coisa que me incomodou foi mais um desrespeito dos roteiristas que achavam que os leitores eram crianças babacas, será que sou o único a ficar incomodado com isso? Numa aventura maneiríssima na qual Jaspion foi pego numa armadilha e os Changeman ficaram sem saber como resolver a situação, a conclusão foi deixada para o número seguinte, e fiquei na maior expectativa quando comprei a próxima revista. Imaginam para quem os Changeman foram pedir ajuda? Para o roteirista e o desenhista, já que eram os únicos que poderiam ajudá-los. Parei.
Chegou a ser lançado o Almanaque Abril Jovem que publicava histórias de cada grupo e herói e o almanaque Spielvan. Ah, já ia me esquecendo dos Change Kids, gibi para crianças de versão infantil dos personagens dos Changeman, e como eu também era criança na época, adorava ler. Não que precisasse escrever isso aqui, mas nas histórias dos Changemanzinhos não tinha soldados Hiddlers, no lugar do Sargento Ibúki tinha um velhinho chamado dr Lokito e o Change Robô tinha comportamento humanizado.
Em 1994, época que os gibis Heróis da TV já estavam ficando saturados, um Almanaque Spielvan veio com uma novidade, Spielvan (Conhecido des de sempre como Jaspion 2) versus Jaspion. Não vi na época, só li agora graças a esse site http://gibitokusbrasil.blogspot.com que publica gibis escaneados dos nossos queridos heróis japoneses antigos, já tinha falado desse blog, mas não posso deixar de comentar de novo, a iniciativa do autor, Luilson Marcelino, é de tirar o chapéu. Voltando à história do Spielvan versus Jaspion, o roteiro é fraco e os desenhos bem ruinzinhos, mas talvez se eu lesse na época fosse achar um pouquinho melhor. Se bem que nessa época mesmo eu já estava deixando de ler os gibis dos Heróis da TV. Foi bom enquanto durou. Teve uma boa aceitação de público e boas vendas, mesmo que na primeira metade dos anos noventa a Abril Jovem lançasse promoções para alavancar vendas de gibis do tipo dois gibis por preço de um, alguns até de outros títulos como As Aventuras dos Trapalhões, Menino Maluquinho, Pica Pau, Tom e Jerry e alguns da Disney, e lançar junto com algumas publicações álbuns de figurinhas e brindes como bonequinhos e joguinhos de Mini Batalha Naval. Muito além do assunto desse post, os quadrinhos nacionais merecem ser valorizados e não podemos nos esquecer da importância que quadrinistas como Watson Portela, João Pacheco, Arthur Garcia e Roberto Martin tiveram ao meio. Por onde andam?
E não para por aí
Chegou a ver nas bancas no ano de 1995 uma edição da revista Dragão com uns heróis japoneses desenhado de sacanagem na capa com o título Defensores de Tóquio? Trata-se de um RPG inteiramente nacional cujo tema é uma paródia (ah, esculhambação mesmo) sobre os super heróis japoneses. Na época Os Cavaleiros do Zodíaco estavam estourando e é claro que não foram poupados. Também fazia parte um herói brasileiro criado para as revistas de videogame da Escala, Capitão Ninja. Quanto aos editores, adivinha quem eram? Os mesmos de Heróis da TV, e não poupavam zoação aos nossos heróis, usando frases como ´´imitação japonesa do Robocop / herói mutante com cara de gafanhoto / reprises até a fita arrebentar...`` quem é bem humorado até tem umas risadas arrancadas, mas nem todos pensam assim. Se fosse hoje, neguinho matava.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Gibis Changeman e Jaspion da Ebal
Faz anos e anos que ando procurando páginas escaneadas dos gibis antigos do meu tempo de infância dos seriados Jaspion e Changeman da editora Ebal (editora que já foi pro espaço, né?). Por sorte uma alma caridosa pôs na Net dois gibis completos, além das revistas posters e umas outras capas de revistas antigas, algumas até da Abril Jovem. Um grande achado no blog http://gibitokusbrasil.blogspot.com vale a pena dar uma conferida, uma boa lida, e até mesmo salvar as páginas, é uma raridade. Da Ebal ouso dizer que tive todas, e a maioria da Editora Abril Jovem, que ´´reinventou`` personagens como Jaspion, Changeman, Black Kamen Rider, os lançando num universo influenciado pela Marvel e Dc comics. Só não imagino como o cara conseguiu conservar essas relíquias. Vamos torcer para que o dono do site poste páginas de mais números.
Para quem não viveu os bons tempos da época dos seriados Tokusatsus que pipocavam aqui no Brasil, eu explico qual é a desses gibis da Ebal em formato americano. Na verdade se tratava de uma adaptação dos próprios episódios dos seriados, e embora o desenho não seja lá essas coisas, é uma experiência mágica para um moleque ver seu heróis transpostos ao papel e levá-los aonde quiser, e ler na praia, em casa, no supermercado, na praça, na escola... Claro que os desenhistas brasileiros faziam uma mudança aqui e ali, como um livro adaptado às telas. Os gibis em geral tinham duas histórias, uma do Jaspion e outra dos Changeman (mais tarde vieram gibis do Jiraya, Google V, Sharivan e Giban) e cada uma tinha umas dezesseis páginas, portanto para caber a aventura completa das telas tinham que adaptar, e no geral cortavam coisa pra caramba. Mas, como o tempo e as ilusões de movimento nos quadrinhos é mais pobre que na Tv, uma cena longa de ação pode ser resolvida em três quadrinhos.
E mesmo que hoje percebamos que os desenhos que tanto nos cativavam nos áureos tempos de moleque não são tããão bem desenhados e deixam a desejar, nos deixam novamente com água na boca ao relembrarmos da sensação que tínhamos ao ver chegar na banca cada número novo. Uma única dúvida que tenho é quanto ao critério de escolha do capítulo a ser adaptado ao gibi, já que as histórias não seguiam uma ordem cronológica. Será que escolhiam pelo monstro mais fácil de desenhar? E penso também como seria se em vez de fizerem adaptação criarem uma aventura nova. Mas aí já tinha o gibi Heróis da Tv da Abril Jovem, com a sub editora Hero Club, que adaptaram todo o universo dos Tokusatsu. Pena que os editores Marcelo Cassaro e Alexandre Nagado não levavam muito a sério nossos heróis nipônicos, e acabaram um dia estragando tudo. Breve farei um post sobre isso.
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