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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Difícil ser diferente


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Entrevista com Carlos ´´Nightividade``



Carlos Natividade, da TV FETICHE.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Somos Tão Jovens - Crítica

Texto publicado na revista Mais Mulher de Votuporanga - SP
























O que já é tradição no cinema brasileiro são biografias de artistas que fizeram nome por gerações em nossa terra, na maioria das vezes baseando-se em histórias repetidas inúmeras vezes por vasta bibliografia acumulada pelos anos, e em se tratando de Renato Russo, desde muito tempo objeto de estudo, estava mais do que na hora de ser produzida uma obra que não fosse simplesmente documental sobre sua persona. Para isso foi escalado Thiago Mendonça (o Luciano de 2 Filhos de Francisco) para encarnar o ídolo numa ficcional cinebiografia tocada por Antonio Carlos da Fontoura, que havia dirigido o péssimo Gatão de Meia Idade e roteirizado por Marcos Bernstein (Central do Brasil) baseado numa das biografias famosas do cantor. O filme já começa com o jovem Renato acometido por uma doença que o deixa entrevado na cama numa era sem Internet e pouco antes do boom do rock nacional a explodir em Brasília, fazendo o inteligente rapaz passar seus dias lendo e escutando rock, sua paixão. Aos poucos vai aprofundando seus conhecimentos por seu gênero musical predileto, descobrindo novas bandas e acompanhando o surgimento do movimento punk que foi chegando com tudo pelo mundo afora, sempre acompanhado de sua melhor amiga Ana (Laila Zaid, atriz que fez fama em Malhação), que na verdade é um mix das amizades coloridas que fizeram parte da juventude do rockstar, e amigos músicos futuros que ajudariam a compor o cenário musical em Brasília da segunda metade dos anos 70 e início dos 80, essencial para o rock nacional atual, com bandas que perduram até hoje. Citação a bandas estrangeiras como a inglesa Sex Pistols famosa por trazer o movimento punk para uma projeção mundial, não poderia deixar de existir. O Renato de Thiago Mendonça carrega uma expressão caricata numa interpretação preocupada em trazer para o papel todo seu maniqueísmo e comportamento peculiar no modo de falar e agir, o que pode ter soado exagerado, mas nada que incomode, sendo que para um filme feito para gerações antigas e atuais, que sequer conheceram o artista vivo, o ´´personagem`` desperta empatia e sua projeção foi muito bem humorada, e afinal, não é a concepção do artista que incomoda. O roteiro, por si só, é totalmente enxuto e politicamente correto, a despeito do que foi o filme do Cazuza, interessantíssimo objeto de estudo. Somos Tão Jovens poderia facilmente ser confundido com Malhação, por exemplo, uma dramaturgia preocupada sim em mostrar a trajetória do músico, mas igualmente preocupada em jogar para baixo do tapete aspectos relevantes, mas obscuros, como envolvimento com drogas pesadas, promiscuidade, depressão e a tentativa de suicídio de Renato, fato que o deixou impossibilitado de continuar tocando baixo. A bissexualidade do artista foi levemente arranhada e apesar de termos o conhecimento de que a proposta do filme é apresentar sua trajetória só até o momento em que sua banda em questão, Legião Urbana, deslancha para o sucesso, devemos lembrar que foi seu comportamento promíscuo e sexualidade polivalente irresponsável de longo prazo que o levou a adquirir a DST que lhe ceifaria a vida em 1996. O Renato do filme é um bom filho, bom irmão e um original professor de inglês, que de vez em quando dá uns ataques de rebeldia para cima de seus pais, mas nada que o difere de um garoto normal. Mas é interessante ver outros músicos originados na época retratados no filme, como o Dinho Ouro Preto (Ibsen Perucci) e o que mais achei curioso, não necessariamente de maneira positiva, o Herbert Vianna (Edu Morais), que mais parece uma paródia de programa humorístico de tão caricato. Em suas aparições o personagem está sempre deitado ou sentado, provavelmente para aproximá-lo de sua imagem de hoje de forma bem humorada, caprichando no seu jeito peculiar de falar, gírias e gestual, deixando a gente acreditando que nem o próprio levou na esportiva a imitação, ops, a interpretação. Philippe Seabra, vocalista e guitarrista do Plebe Rude, faz uma participação especial como o prefeito de Patos de Minas cidade onde acontece o primeiro show do Legião. Agnaldo Timotéo, outro músico da época, mas sem ligação com o movimento, também foi lembrado, de forma depreciativa apesar de debochada.



Aborto Elétrico

Aborto Elétrico foi a primeira banda de Renato. Numa época em que ele ainda era Renato Manfredini Jr, o jovem cheio de planos e pretensões artísticas conseguiu reunir um time musical formado por Flávio Lemos (Daniel Passi) e pelo problemático e sensível sul africano Petrus (Sérgio Dalcin), bem parecido com o roqueiro inglês Billy Idol, o primeiro dos três a ter um fim pelo uso demasiado de drogas, tendo seu distanciamento reduzido no filme por sua partida à sua terra para prestar serviço militar obrigatório. Mais tarde, substituído por Fê Lemos (Bruno Torres) o Power trio passa a tocar pelos festivais de rock da cidade influenciando outros jovens a formarem grupos mesmo sem saberem tocar, pois afinal de contas ´´para se ter uma banda punk não é preciso saber tocar``. O jovem Renato que carregava música e poesia no sangue, influenciado pelas próprias frases de efeito que proferia as transformando, mais tarde, em versos de composições de sucesso, se desentendendo várias vezes com seus companheiros de banda, numa delas totalmente arrasado pela morte de John Lennon, resolve se afastar e seguir carreira solo, fazendo shows somente acompanhado de seu violão se apresentando como O trovador Solitário, cantando futuras canções de sucesso como Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, sendo recebido com escárnio até retomar suas atividades grupais. Aborto Elétrico se diluiu nos grupos Plebe Rude e Capital Inicial e Renato conheceu os parceiros que o acompanhariam pelo resto da vida, Marcelo Bonfá (Conrado Godoy), e Dado, interpretado pelo próprio filho do músico, Nicolau Villa-Lobos, que tiveram participação curta aparecendo lá no finalzinho da projeção, mas como parte do elenco não era composta por atores e sim por músicos, inclusive o próprio Thiago cantou sem auxílio de cantores profissionais, não faria mal substituir atuações rasas por canjas musicais, a verdadeira essência da obra. Ter a sensação de testemunhar o processo de criação de cada música e a opinião dos envolvidos, aliás, algumas delas, já que a carreira do grupo é razoavelmente grande, é uma experiência agradável até para quem não é fan.

Em suma, é um filme para toda família e seu didatismo histórico apenas atesta isso. A direção de arte é impecável, reproduz bem a ambientação dos anos 80 com capricho. Fiquemos com essa generosa imagem do ídolo nacional, que nada tem de enganadora, talvez protetoramente omissiva. Mas pudemos ter contato com o que de fato importava. E já que o Renato está com essa corda toda, podemos acreditar de bom grado que Faroeste Caboclo será, senão um filme que agrade gregos e troianos, pelo menos uma nova obra prima do cinema nacional. 


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segunda-feira, 22 de abril de 2013

FemForce - Muito mais que Meninas Super Poderosas


Fem Paragom
Alizarim Crimson

FemForce pode ter sido a primeira equipe só de super heroínas a ganhar notoriedade nos quadrinhos, isto é, no mundo lá fora, pois a publicação não circulou por aqui. O gibi foi publicado pela primeira vez em 1985 pela AC Comics, contando com artistas como Bill Black, Stephanie Sanderson e Mark Heike trazendo personagens das décadas de 40 e 50 que acabaram caindo no domínio público e outros criados especialmente para a série. FemForce (Federal Emergency Mission Force, fazendo um jogo de palavras já que a sigla também pode significar feminino) é uma equipe formada durante a Segunda Guerra Mundial  comandada pelo General Gordon e sediada em Orlando, na Flórida. Os membros são a Senhorita Victória, cuja identidade é Joan Wayne, dotada de poderes como Super Força, capacidade de voar e invulnerabilidade, She-Cat, alter ego de Jéssica Hunt, uma moça que foi possuída pelos poderes de uma estátua da Birmânia de um gato demônio chamado Sekhmet, adquirindo assim poderes como Super Força e agilidade, e seu uniforme a deixou com a cara da Feiticeira Escarlate de Os Vingadores, Bulleteer Azul (Laura Wright) que a princípio não tinha poderes, combatendo o crime como uma guerrilheira mascarada, mas após sofrer um ferimento fatal foi resgatada pelo feiticeiro Azagoth, que lhe conferiu poderes como ficar gigante, tornando-se assim a poderosa feiticeira Nightveil.
Nightveil também apresentou à equipe a heroína Synesthesia (Silva Synn), dotada de poderes psíquicos , dom de voar e provocar ilusões, mas apesar de ser bem poderosa Synn é uma ´´loira burra`` e seus poderes costumam dar errado nos piores momentos devido a sua baixa capacidade de concentração. A equipe original também conta com Rio Rita, mais conhecida por Rita Farrar, espiã espanhola neta da atriz brasileira Senhorita Rio,  uma antinazista criação de 1942 para a revista Fight Comics. Seus inimigos são o Mandíbula de Ferro, as amazonas gigantes, dinossauros, Lady Luger, uma sexy nazista alemã, a feiticeira Alizarin Crimson, o Comando Negro, Garganta, uma giganta que vive sob cuidados da equipe e que em certos pontos instiga a pena do leitor, Mortalha, Preto Sudário e o Grande Deus Capricórnio. Conforme as edições iam avançando mais e mais personagens foram se popularizando, como Stardust, alter ego da doutora Mara, uma dissidente política do planeta Rur, composto unicamente pelo gênero feminino, Tara Fremont, a ´´garota selvagem``, que tem o poder de aumentar seu tamanho e conversar com animais, Colt (Valencia Kirk), que não tem poderes mas é especialista em artes marciais, armas, vigilância, espionagem e tecnologia, uma mistura de Batman com Zorro, só que numa versão apetitosa, Firebeam, espírito de uma mulher morta que pode controlar o fogo, e tantas outras como a mulher libélula Dragon Fly, a ´´sapatão`` Fem Paragon, Thunder Fox, personagem de quadrinhos que ganhou vida, Kitten, a mulher gatinha, e mais três que faço questão de destacar, a belezura da Yankee Girl (Lauren Mason), uma campeã americanizada que ganhou seus poderes das mãos de magos durante a Segunda Guerra, suculenta e majestosa, embora ícone do país do Tio Sam é uma das minhas favoritas juntamente com Rayda (Dyna Morisi), moça que ganhou seus poderes elétricos durante uma tempestade no deserto do oriente médio, sendo carinhosamente batizada por suas colegas de equipe como ´´dínamo humano`` por poder absorver grande quantidade de energia em seu corpo e descarregar enormes explosões como relâmpagos. Seu traje de borracha não condutora de eletricidade foi desenvolvido com a finalidade de proteger as pessoas a seu redor. Entre outras habilidades a heroína fala muitas línguas e trabalha como atriz e dublê. E para fechar a gatinha Buckaroo Betty não merece deixar de ser mencionada. Elizabeth Fury é uma moça durona do Texas do velho oeste que acabou roubando o posto do xerife quando seu marido foi morto injustamente. É tragada para o então presente através de uma viagem maluca temporal e se envolve em missões com a FemForce. Mais tarde Senhorita Victória sai da equipe e sua filha Jennifer ocupa seu lugar. Antes disso a heroína tinha  adquirido personalidade criminosa como a vilã Rad após receber uma overdose da fórmula V-45 que aumentava sua força, a tornando uma terrível ameaça. Colt também já chefiou a equipe, sob desígnio do General Gordon.

Kitten

Lady Luger


















Outras mídias

Muitíssimo pouco conhecido aqui no Brasil, FemForce parece também não ter outra vida fora dos gibis, a não ser, claro, em vídeos e animações feitos por fans, sempre americanos. Podemos dar uma olhada nesse vídeo do Youtube em que numa animação pobre de efeitos, porém com boa vontade e carinho, Blue Bulleteer apresenta suas amiguinhas da FemForce.

Quanto a fan filmes você pode encontrar um monte por aí, mas um que particularmente me chamou atenção foi um que pode ser considerado original, Nightveil - The Sorcerer´s Eye, filme tosquíssimo de baixo orçamento e uma puta cara de filme pornô. Só a carinha da atriz Maria Paris que interpreta a Nightveil nos deixa com esse pensamento. É um filme curtinho de 2008 dirigido por Bill Black e roteirizado por John JG. Para os fetishistas o filme até que é uma boa pedida. Mas que dá uma vergonha alheia assistindo, ah isso dá.


Os quadrinhos são tão pouco conhecidos aqui no Brasil que é dificilimo trocar uma ideia até mesmo com quem curte quadrinhos. O jeito é procurar nas importadoras ou nos sebos antigos. Mesmo na Internet é difícil encontrar material em português.Vai que um dia, quem sabe, uma editora não traga o gibi para cá. Mas uma coisa é certa, é o gênero que ousou popularizar o Girl Power entre aqueles que pensavam que usar a cueca por cima da calça era coisa de homem. E viva as mulheres, principalmente as formosas!!!!!































terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Filme pornô com historinha, Fetish ou perda de tempo?





















Des de que o mundo é mundo, punheteiros apreciadores de filmes ´´adultos`` como eu preferem cenas de ação a enrolação, e quando as preliminares estão chatas partimos logo para o rala e rola do jeito que não podemos fazer na vida real. Até mesmo no Xvideo ou no Redtube arrastamos a bolinha direto para o engate. Então o que dizer sobre as ´´produções mais caprichadas`` da indústria pornô, com locações mais detalhadas, figurinos, atuação teatral e roteiro? E em se pensando de paródias de blockbusters e de seriados televisivos, algumas tem até efeitos especiais. Se por um lado detestamos filme com historinha que mais parece com novelas ou filmes que passam na madrugada da Band não merecendo a classificação pornô e sim erótico, por outro o público que curte Buttman, Rocco Siffredi e Jean-Yves LeCastel muito provavelmente é o mesmo que curte produções que são parodiadas pela indústria de filmes adultos. Existem até diretores especializados em adaptações pornográficas, citando como exemplos importantes Axel Braun e Lee Roy Myers, os equivalentes ao nosso J. Gaspar, diretor da extinta Brasileirinhas, que trabalhava com filmes mais sofisticados enquanto M. Max filmava o coito em seu estado natural como tanto amamos. Só que essas produções, apesar do capricho, não são de grande orçamento, tudo funciona na base do truque, da ilusão, com cenários simples, mas com bom acabamento, fantasias cafonas e elementos cênicos paupérrimos que se tenta iludir com pinturas. Quanto aos efeitos especiais não é nada que um mero usuário  de um Premiere Pro CS6 não possa dar um jeito, mas o que vale mesmo são as gostosas e as cenas de fazer babar, pois no final é isso que importa. Não há mal nenhum em fantasiar com uma Mulher Gato num traje de couro justinho, uma Mulher Maravilha em roupas de Látex, heroínas de saia curtinha, com uniforme coladinho no corpo realçando suas curvas, seus glúteos, corselet apertando o tronco fazendo seus belos seios saltarem para fora, mas a atuação risível e a tirada de sarro em torno de alguns personagens deixam a produção com cara de comédia, e para mim filmes pornográficos não foram feitos para rir. Com certeza muita gente pega alguns desses para rir, lembrando da bizarra, porém clássica versão de Os Simpsons, Smurfs, American Dad com direito ao Roger (sem comentário) e acredite, até uma do Beavis e Butt Head produzida em 95 que vocês darão uma conferida a seguir.  Só não me perguntem quem é o ativo e o passivo.








Claro que tem também uns equivalentes blockbusters nas produções XXX (caso você se perguntava o que significava esse triplo X nos títulos dos filmes, saiba que cada um deles representa um ´´X -Rated``, ou seja, uma classificação do quão extremo é. O de três X é a maior), é o caso da paródia de Star Wars. Considerada a produção de orçamento mais alto da indústria dos filmes adultos, o filme também foi campeão de vendas, em apenas dois dias vendeu o estimado a 20 mil DVDs. Ao contrário de muitas, esta sim foi uma produção luxuosíssima, dizem por aí que os cenários e a recriação do universo idealizado por George Lucas não deixou nenhum fan botar defeito, se saindo muito aquém das expectativas para uma paródia pornô. Sob a direção de  Axel Braun para a produtora Vivid, a produção foi um exemplo de como dedicação e paixão pelo que se faz pode levar ao reconhecimento e muita grana, ouso dizer que Axel é o que podemos chamar de James Cameron dos filmes adultos. As empresas que mais costumam investir nesse tipo de produção são a Hustler, Devil´s Film, Pink Lotus, New Sensations, Adam e Eve, Smash Pictures, Good Night Media, Full Spread Entertainment e Vivid. Como já sabemos, dirigido primordialmente para o público masculino, é comum usarem pessoas fetish da mídia para o público que de forma ou outra nutrem fantasia por elas, já que as reais celebridades não estariam disponíveis para esse tipo de exposição. A Good Night Media lançou Kate Pervy, se validando da imagem da cantora americana Kate Perry para uma produção recheada de fantasias e aventuras sexuais , e a Hustler, que para mim é a melhor depois da Private, lançou um filme com a versão da já erotizada cantora Lady Gaga, com o clichezado título This Ain´t Lady Gaga (que se traduziria como ´´Essa não é Lady Gaga``. Frase que costuma anteceder títulos desse filão). O Problema é que as atrizes principais nem sempre se parecem com as moças que ´´interpretam``, creio eu que fans onanistas das verdadeiras celebridades prefiram homenageá-las assistindo apenas seus videoclips.




A Private para mim é a melhor de todas. Pelo menos é a que parece levar a coisa mais a sério. A começar pela apresentação, que tira um sarro da introdução da Columbia Pictures, trocando a tradicional estátua por uma gostosa de roupa transparente, com uma música flashback de fundo que me foge o nome. O barato é pensar que cineastas criativos que poderiam estar trabalhando ao menos num sitcom dirigem essas obras que tem como destino principal o mercado de DVD (esqueça o cine pueril que você frequenta nas ruas do centro do Rio de Janeiro e costuma ver vez ou outra uma pérola dessa, não é nada tradicional). Sempre achei que cineastas de filmes adultos, e não digo só de paródias de filmes conhecidos, começavam a carreira por serem cineastas frustrados como eu, que não vendo mais caminho a seguir acabavam embarcando num mercado de baixo custo, fácil de fazer e que dá um retorno razoável. Mas é óbvio que não quero desmerecer grandes talentos, afinal a ideia, por mais pervertida que seja, merece ser celebrada. Quem nunca quis comer uma gostosa do X Mem? Quem (falo somente dos héteros) não queria comer a Lara Croft? Quem não queria comer a Alice de Resident Evil? Ops, esse ainda não vi parodiado, fica a dica. E o que falar dos bizarros, como Os Simpsons e Os Smurfs? Será mesmo que alguém fica excitado com a Marge ou a Smurfette? Como dito anteriormente, o pessoal que assiste a essas pérolas não o fazem para ficar excitado, apenas para dar umas boas gargalhadas, como se fosse um filme de comédia. Mas vai saber, tem gente que se excita até com o anão do Pânico comendo a mulherada, não seria difícil imaginarmos que onanistas se masturbariam para uma versão erotizado de As Meninas Superpoderosas. Afinal, se o mandril do Alexandre Frota pode fazer filme pornô, por que um desenho animado não pode?


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O falocentrismo feminino nos quadrinhos da Mulher Maravilha




















Como bom nerd interessado em quadrinhos antigos e mensagens ocultas que sou, não poderia deixar de dar atenção especial a uma cultura há tempos propagada aos quatro cantos da net; o conceito do falocentrismo feminino nos quadrinhos da Mulher Maravilha. A pertencente de uma tríade importantíssima para a história dos gibis de super heróis, sobretudo da DC Comics completada por Batman e Super Homem, a heroína tinha lá seus gibis em seu país de origem embora aqui só fosse exibida em histórias solo nos gibis de outros personagens ou como integrante da Liga da Justiça e do antigo Superamigos, e as capas de suas publicações não podiam ser menos curiosas em se tratando da representante do sexo feminino até então. A criação do psicólogo teórico feminista William Marston, que em um feito não menos importante foi o inventor do polígrafo (aparelho detector de mentiras) era apresentada às voltas em combate contra armas ou ameaças em formato fálico, como mísseis, foguetes, torpedos ou animais cuja estrutura se assemelhava a um cacete gigante. A amazona ora era domada por um desses equipamentos, como por exemplo em um gibi em que aparecia totalmente imobilizada e vulnerável a ataques, ora simplesmente numa posição vantajosa, dominante, não poucas vezes representada em tamanho gigante, uma alternativa dos realizadores porem a prova o significado imponente que a amazona exercia num cenário majoritariamente dominado por homens, e é claro, mexer com a libido dos mais jovens, consumistas dos quadrinhos, expondo a amazona batendo de frente ou sofrendo as consequências devidas e imaginadas ao mexer no universo masculino. Num modelo exemplar a princesa Diana aparecia exprimida entre dois arranha céus em um autêntico sanduba, mexendo com a mente pueril não só dos moleques espinhudos como também de qualquer barbado, que podia até não saber porque, mas com certeza achava tal título um puta atrativo que não poderia faltar na prateleira de HQ.





















A princesa de Themyscira pode ser considerada como um grande símbolo de poder feminino num universo predominantemente masculino, mais até que qualquer personagem feminina da Marvel. Seus quadrinhos, de uma maneira mascarada ou não, é repleto de fetichismo e temperos sexuais. A começar pela sua principal arma de combate, o lacinho dourado muitas vezes usado como chicote, resistente e indestrutível, que tem o poder de imobilizar o inimigo com maestria nos remetendo à prática de shibari/bondage, prática fetichista que consiste em amarrar, imobilizar ou amordaçar o parceiro. Além disso Diana tem uma força sobrecomum dispensando o uso de equipamentos de combate, sendo enviada a partir de adulta ao ´´mundo dos homens`` para colocar nos eixos o que estava em desordem, usando e abusando de conotações eróticas de lição e domínios corporais.

























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