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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Entrevista com Carlos ´´Nightividade``
Carlos Natividade, da TV FETICHE.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Figurinos ´´arrasa quarteirão`` da Lady Gaga
Em novembro a cantora estará pela primeira vez em nosso país, fazendo apresentação dia 11 no Morumbi em São Paulo e também no Rio, embora não tenha data definida. Dá até vontade de ir se outros fatores importantes não implicassem na minha desistência. Não tanto pela música, considero essa loura bizarra como musa inspiradora, se encaixa perfeitamente em meus gostos por mulheres, e é absurdamente difícil encontrar uma mina cheia de personalidade, estilo, carisma e energia como ela. Seu gosto em se vestir a deixam um tesão à parte, é o tipo de mulher que ousa e provoca ao mesmo tempo, e sua identidade única é tão forte que acaba ditando moda, tanto entre mulheres quanto entre homens, que babam a cada segmento novo lançado por ela. Pensando nisso vamos tecer uns comentários crentes sobre os figurinos excêntricos da Stefani Germanotta.
Esse material de renda de sutiã não seria tão brochante se não cobrisse o corpo dela todo, mesmo que transpareça a calcinha também vermelha e a ausência de sutiã. Cobre a cara dela também, o que é uma droga, parece que é qualquer pessoa que está debaixo desse disfarce. E essa coroa feia alta? Tudo que salva é a cor, que combina com ela.
Esse chapéu de caipira fica feio em qualquer pessoa, menos na, é claro, deusa Lady Gaga. Aliás, nela fica até um tesão.
Figurino quadriculado, fica até normal se pensarmos nas roupas que ela costuma usar. Sem essa cara de Marilyn Manson que ela está fazendo fica mais ainda. Falando nisso, sempre achei que a Lady Gaga fosse o Marlyn Manson do pop mesmo. E essa bolsa a deixa com pinta de patricinha.
Uau, que sexy essas perninhas de fora com essa tanguinha! Essas ombreiras pontudas ficam estilosas nesse terninho combinado com o maiôzinho dela... estilo clássico com estilo férias, sempre com muita sensualidade. E o óculos de sol e a bolsinha que ela não esqueceu compõem o aspecto clássico. Adoro as caras e bocas que ela faz, e adorei o tom platinado do cabelo e a franjinha.
Vestido estilo abelha high tech que só a Lady Gaga consegue combinar. O material do vestido, o estilo das listras e as ombreiras é que tornam o visual high tech. A diva pensou bem em não abandonar os óculos escuros. Esse estilão só fica bem nas loiras, por isso amo elas.
Vestido espelhado de quadradinho, também forma estilo high tech, e o desenho então é de um capricho sem igual, nem preciso falar que a musa merece usar em primeira mão essa peça que dentro de algum tempinho será adotado por outras moças despeitadas para chamar a atenção. Se todo homem for que nem eu, vão fazer um sucesso danado.
Esse vestido me faz lembrar uma musiquinha : ´´Sentada na calçada de canudo e canequinha / tchuplec tchuplin eu vi uma bonequinha / tchuplec tchuplin fazendo uma bolinha / tchuplec tchuplin bolinha de sabão`` a bonequinha em questão é a musa aí da foto. E fazendo bolinha fica ainda mais encantadora, nos remete à infãncia.
Fuzila eu com esses peitinhos!!!!!!!!! Mas nessa foto com essa posição aí, faz parecer que ela é que está sendo fuzildada.
Esse acessório que a loura usa no cabelo parece um capelo. A composição da roupa está do jeitinho que gosto, blusa transparente, saia apertadinha apesar de longa, sem contar que adoro a cor preta. O material da blusa parece meia calça, e o design dos braços dão um charme adicional ao conjunto. Nem preciso falar dessa carinha de safada, né?
Esse chifrinho fica muito engraçado, mas nada que atrapalhe a vontade de agarrá-la. Acho que nem vou falar da roupa, e sobre chifres faremos mais comentário adiante. Fazendo um comentário adicional, graças a Deus Lady Gaga não é daquelas louras que querem ter uma fase morena.
A Chapéuzinho Vermelho que me dá vontade de virar Lobo Mau, mas sem comer a vovozinha. Embora que, nessa foto começamos a perceber que a musa é menos magra do que imaginamos, mas isso só a torna uma moça normal, e gostosa além da normalidade apesar disso.
Esses Cacos são uns sacanas, cobriram todo o corpinho da musa, mas isso significa que o mais influente dos Muppets sabe o que é bom. Interessante e cômico esse vestido todo feito de sapinhos, me faz lembrar o Palomino, meu sapo de pano de estimação, que se for igual o dono ia adorar ser uma peça componente desse vestido.
Enfim um jeito em que não estamos acostumados a vê-la. Mesmo estilo senhora, tiazinha, ela não perde a sensualidade, fica com um charme e um encanto diferente, mais comportado, mais clássico, e sempre chique. Essa mecha preta no cabelo até que fica legal. O vestido, o colar e a bolsa a deixam com um ar fino e elegante, mas sem deixá-la cafona, valorizando assim nossa musa. E nem chama tanta atenção. Ela devia andar sempre assim na rua.
Aquele vestido de renda de sutiã e calcinha de novo, agora rasgado em cima. O rosto da musa agora aparece, embora em parte pintado com essa tintura vermelha para combinar com a roupa, e esse sol atrás da cabeça a deixa com uma pinta nada a ver. Só gostei de poder ver a calcinha vermelha através dessa roupa ridícula.
Pretinho básico (para ela) de quadris beeeem largos faz lembrar aquele modelo de corsete doido que ela adora usar, que veremos mais adiante. Está linda assim, essa franjinha me agrada e esse lacinho na cabeça também.
Falando em lacinho, que lação esse na cabeça da Stefani. Mas saiba que é um figurino em homenagem à peronagem Hello Kit, que fazia aniversário de 35 anos. Ficou meigo, e a cantora é tão bonequinha quanto a personagem, é quase uma Barbie que tomou chá de cogumelo
Ainda em homenagem à Hello Kit, mais fotos utilizadas na divulgação do CD Fame. Essas Hello Kit cobrindo o corpo da diva lembra o vestido de Caco dos Muppets. Vai dizer que ela não está parecendo uma bonequinha nessa foto, uma princesinha Disney? E esse trono a deixa ainda mais majestosa. Se botassem uma morena nessa foto já não teria tanto efeito.
Estilo endemoniado, a mina botou chifrinho na cara (sim, na cara, não só na testa como malucos comumente usam, como também nas maçãs do rosto) e nos ombros. Claro que os implantes eram de mentirinha, não era subdermal, até parece que a loura ia se estragar desse jeito, mas ela deu um puta susto quando apareceu assim pela primeira vez. Se ficou bonita? Olha, pode ser que não, mas como dizia aquela música: ´´Eu quero essa mulher assim mesmo / baratinada... alucinada... intoxicada... descabelada... despenteada``
Chapéu extravagante esse, olhando para essa lagosta na cabeça da musa não se consegue nem reparar na mãozinha amarela da pulseira. Ainda compõe um óculos. Fica parecendo uma super heroína, mas qual nome se chamaria, Mulher Lagosta? Melhor não dar essa ideia para certas pretensas artistas brasileiras.
Taí uma exterminadora. Adorei essa pinta futurística, sempre tive fetish por ficção científica, robôs, máquinas, futuro distante, outros planetas, somando tudo isso com uma bela loura cheia de estilo como essa.... é, essa mina é mesmo de outro planeta, muito mais que um avião, uma nave espacial. Imagino que não tenha características robôticas como frieza e movimentos duros, imagino que tais características que tenha sejam energia demasiada, pique, e aguentar muita coisa (uia!)
Repara bem na cara dela. Consegue ver os chifrinhos na cara e nos ombros? Ossinhos pontudinhos esses, não? E aí, como acha que ela realmente fica? Não gostou, dá pra mim. Esse cabelo ruivo tá legal, mas só de vez em quando, viu?
Mais um vestido de pinta futurista. O legal das roupas dela é que não fica devendo nada para as escolas de samba do Brasil. Se ela chegasse aqui no carnaval, ia amar.
Não gosto quando ela teima em esconder a cara. Esse pano preto ficou parecendo véu de viúva. Nesse figurino não tem nada que preste, igualmente se tratando do cabelo.
Agora sim. Roupinha sexy, carinha sexy também. E não chama tanta atenção. A mina tem mesmo bom gosto e boas escolhas em se vestir. Não consigo imaginá-la de pijama.
Que é isso? Um ninja? Já sei, uma roupinha sadomasô. Já disse que não gosto dela escondendo o rosto. Nesse caso deve voltar para casa escolher uma roupa melhor.
Apesar de não mostrar a cara, essa roupa até que é legal, usa uma máscara espelhada (caso se perguntem, não sei o nome desse material, não sou viado). Mesmo assim não gostei. Só ficou boa a pose, saindo da água toda molhadinha... (opa.)
Já que vai usar um modelo que esonda a cara, a menos deixe os furinhos bem grandes para sua linda carinha não sumir. Agora não está mais parecendo tããão véu de viúva, ficou só de redinha na cara, e eu dou o braço a torcer para esse figurino, que ficou estiloso.
Mais um modelito high tech espelhadinho, e os peitinhos pontudos ficaram um arraso. Os triângulos espetados outrora nos ombros, valorizaram os seios da diva, dando um tom futurista erotizado e ameaçador.
Agora ela parece estar dando uma de fada. Vestidinho de fios de cobre, postura imponente e tenra, essa estrelinha na mão, nos faz desejar ter mais chance com a fada madrinha do que com a princesa encantada.
Nesse aqui ela tá uma fofa. Nos lembra ursinhos de pelúcia e cachorrinhos poodle. Repara bem no que ela tá segurando, me parece que é uma bolsa em formato de bichinho. E a cor do vestido combina com a cor do cabelo loiro. Tá uma graça, mas não me excita. E o calçado dela acho que não combinou.
Nossa, como esse figurino engorda. Nada conta o vestido, a cor e o material de fato são muito bonitos, o problema é esse ´´chapéu-barba`` que a engorda tanto que a deixa parecida com um inimigo dos jogos do Megaman.
Estilo rebelde, roqueirinha (aliás, sempre achei a Lady Gaga Rock´n´Roll total, bem mais que a Avril Lavigne), essa jaqueta de couro e os acessórios somados com a calcinha de oncinha a deixam um tesão. E essa bota aí, hummmmm... Tá certo, vou calar a boca e limpar a baba.
Ela não está fantaseada de personagem de Alice no País das Maravilhas? Não sei ao certo qual, mas me parece que ela está comprimentando a Rainha de Copas. Seja qual for, esse vestido vermelhinho tá um tesão nela, a cor cai muito bem em louras, e representando uma passagem de um conto bizarro infantil, a viagem é bem aceita. A Lady Gaga merece mesmo ser considerada um personagem de conto da carochinha, mas claro, personagem dos mais belos.
Nessa aqui ela tá fantaseada de Fantasma da Ópera, dá só uma olhada no acessório tampando o olho esquerdo. Só considero aceitável ela esconder o rosto quando fantaseada de um personagem que de fato é assim. E nessa foto ela beija o Caco, reafirmando sua paixão pelo sapo dos Muppets. Ou seria o Kermit? No meu tempo era só Caco.
Essa aí é animal. Segurando a alçinha da bolsa com a boca, barriguinha de fora (tá certo, um pouquinho saliente, mas ainda dá para encarar) calcinha preta e meia calça rasgada. E olha a carinha dela de bitch e as tatuagens à mostra. Gostei.
Não sei porque, mas nessa aqui ela ficou parecendo uma noiva. Provavelmente o vestido dela no casamento seria uma coisa assim. Chapéu bizarro, mas com cereteza ela já usou piores.
Essa é para matar o papai. Ela tá gostosa pacas nessa aqui. Olha o corpinho, a elasticidade, o figurino moderno e cheio de aberturas para poder se deliciar com cada centímetro de pele bem tratada através dos buraquinhos. Essa pose erótica de atriz atleta de filme pornô é de arrasar. Ficou parecendo também com a mina de Aeon Flux.
Essa aqui é bizarra além da conta. Esse ninho de passarinho na cabeça a deixa parecida com o Rolo, personagem de Maurício de Souza.
Hummm.... apesar desse cabelo diferente (peruca?) e desses dois pares de chifre na cara, eu encarava. Por que será que ela tem tanta fixação por chifres, será influência dos parceiros infiéis? Apesar disso, essa roupinha transparente aí de seda de meia calça, com adereços para ´´esconder`` as partes que gostamos e as mãozinhos tampando os seios fazem machos de verdade botar sangue pelo nariz como nos mangás. Considerando também que nos peitinhos já vem alças para aparar as mãos cansadas que seguram as mamas. Mortal!
Cara de volta da balada (ou como naquele comercial de barbeador, cara de ontem), que por acabar sendo pega fazendo coisa ilegal, talvez por tentar dirigir sob efeito, foi levada para a delegacia e fichada. Parece também uma puta acabada, esgotada, no bom sentido, claro. O mais curiosos não é nem isso, mas esse vestido que deixa seu quadril largo pra caramba, mas eu insisto que esse visual é excitante. Liga não, aquariano tem gostos excêntricos mesmo.
A cara dela tá legal, o cabelo também, a ausência do sutiã mais ainda, mas essas luvas do Pinguim de Batman: O Retorno é que quebra.
Lady Gaga com três cabeças? Aceitável. Mas a melhor é a do meio, a original, e o figurino que ela usa, roupinhas íntimas e calientes derruba o queixo. E quer saber, suas duas cabeças gêmeas não deixam a foto feia, apesar de estarem maquiadas de muito mal gosto, mas veja bem, imagina uma Lady Gaga em dose tripla na sua cama?
Essa é clássica. Já não bastava ser um pedação de carne, ainda revestiu o corpitcho saboroso com carne de vaca, provavelmente de segunda linha. Deve feder. Meus cachorros é que iam gostar quando ela passasse perto, ia ficar nuazinha, aí sim melhorava.
Essa agora é satânica. Um demônio high tech. Ficou sexy, eu pegava. A cor da fantasia ficou legal. Cadê o Kaikeucho pra meter o pau (no sentido dele) nessa mina aí?
Para fechar, um modelito meigo, uma borboletinha sexy. Uma borboleta encantada, de asinhas de cristal, que deu um puta visual, lembrou até a Rainha Branca de Nárnia em seu universo de gelo. Vem voar para meu mundo real, saindo da fantasia, vem. Até parece né?
Então é isso. Lady Gaga é minha demônia favorita. Melhor que a Xuxa.
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Rio – Um grande acerto da animação atual
Matéria minha publicada na revista Mais Mulher de Votuporanga - SP
Ainda no início do ano fomos presenteados por uma novidade de nossa terra, a animação em 3D Brasil Animado, dirigida por Mariana Caltabiano, onde dois personagens, um empresário e um cineasta fazem um tour cultural pelo nossa país. Contudo, o filme não atingiu a expectativa. Dizem por aí que a animação foi feita às pressas para rivalizar com a do também brasileiro Carlos Saldanha (Co-diretor de A Era do Gelo, Robôs e diretor de A Era do Gelo 2 e 3), Rio, que meses depois chegou às telas ocupando merecidamente o posto de animação mais rentável do ano até então. Prestando uma homenagem à sua terra, o que já era tempo considerando que as animações desde sempre ocupam um cenário predominantemente norte-americano, Rio consegue superar animações recente como Gnomeu e Julieta no quesito identificação e criatividade. O próprio título, Rio, simples e direto, já dá uma idéia da grandeza de espírito ao exportar para o mundo as histórias que só nós podemos contar. A história conta a fábula da arara azul sugestivamente batizada de Blu (em sua versão original dublada por Jesse Eisenberg, de A Rede Social, e na versão brasileira por Gustavo Pereira), espécime em extinção, que, além disso, não sabe voar. Capturada por traficantes de animais e indo parar na gélida terra de Minnesota nos EUA, a ave é adotada por Linda, adaptando-se ao clima local e às mordomias da dona, até ser descoberta pelo ornitólogo Túlio (Rodrigo Santoro) que a designa para acasalar com sua única representante fêmea viva, Jade (voz original de Anne Hathaway e em sua versão brasileira de Adriana Torres), encontrada num cativeiro em sua terra natal, o Rio de Janeiro, e perpetuar a espécie. A então ave mal acostumada tem dificuldade de adaptação com outros animais, até mesmo com o sexo oposto, o fazendo sofrer em redescobrir suas raízes e o valor da união ao se tornar novamente presa do maior predador natural, o homem.
O filme já se inicia com um lindo desfile de cores, plumas, matas e paisagens exóticas, bem ao estilo do carnaval, apresentando as belezas naturais de nossa fauna e as variadas espécies de animais, que dançam em alegria contagiante ao som de um sambão. A trilha sonora, aliás, mescla ritmos nacionais com músicas americanas, e os responsáveis por isso são nada menos que Carlinhos Brown, Sérgio Mendez, John Powell e Will. I. Am, esse último membro do grupo americano Black Eyed Peas, que também dublou um personagem, Pedro, novo amigo de Blu e Jade e companheiro do passarinho amarelo Nico.
Como não podia ser diferente, o filme se desenrola nos dias de carnaval e no tumulto característico da época, as batucadas, as paqueras, os turistas, as bebedeiras, as feirinhas locais e a malandragem. Grupos de micos agressivos representam, mesmo que sutilmente, o extenso grupo de jovens moradores de rua que cometem furtos para sobreviver. Porém, por ser uma animação com grande público infantil, e dirigida por brasileiro, o filme não peca por críticas sociais construtivas ou negativas, mantendo como vilão principal os traficantes de animais, que diga-se de passagem, impregnados pelo vício de linguagem e comportamento de um traficante de drogas suavizado, e uma ave malvada, Nigel, uma Cacatua-da-crista-amarela.
Modéstia a parte, o filme é muito agradável aos olhos, sempre fazendo perspectivas de um cenário natural, já que os personagens estão voando o tempo todo. Em 3D então, fica uma maravilha. O casal desengonçado Blu e Jade acabam ficando presos um ao outro por uma corrente, e Blu, com seu medo de voar, acaba mantendo a companheira também em terra firme, sendo esse o maior problema, já que os dois ´´não se bicam``. O casal então é apadrinhado pelo tucano Rafael (George Lopez na dublagem original e Luiz Carlos Persy na versão dublada) que entre outras coisas tenta ensinar Blu a domar o seu medo e voar, e durante a tentativa nossas paisagens naturais como as praias, o Corcovado, o Cristo Redentor e as favelas não ficam de fora. Os cenários são reproduzidos fielmente, embora em uma versão ´´reinventada`` do lugar que já existe, mas que dá uma idéia muito boa da região e para o que os turistas vão encontrar, entre eles os bairros Santa Teresa e Lapa. Embora de maneira suavizada, o filme não deixa escapar um problema real de garotos sem perspectiva de vida que acabam entrando no mercado negro. Mas como é uma fábula, o filme é recheado de bons exemplos e alegria. É um filme otimista, para crianças e adultos, já que há tempos animações não é mais exclusividade para os pequenos. Os brasileiros então ficarão encantados. E os estrangeiros também.
Pontos altos e negativos
No final do filme os personagens humanos principais se envolvem acidentalmente em um desfile na Marquês de Sapucaí, o que a princípio seria um desastre, mas acabam levando a aprovação da platéia, em uma seqüencia que não foge a estereótipos mostrando ao mundo lá fora o que temos de melhor. Críticas sociais contra a violência e a pobreza, quando feitas, são de maneira tenra, cômica e infantil, o que pode ser um ponto positivo. O filme, afinal, não só fala bem do Brasil como também não empurra a sujeira para baixo do tapete, brasileiros, estrangeiros, adultos e crianças podem se encantar com essa fábula mesmo sabendo que o mundo não é perfeito. Quanto ao fato de todos os brasileiros falar inglês fluentemente bem pode ter sido um erro, mas uma boa solução encontrada para uma animação em que a maioria do personagens são animais e falam entre si quando os humanos não estão olhando, e nessa questão o encaixe do buldogue Luíz (na voz nacional de Júlio Chaves) como um mecânico de Santa Teresa foi genial, quando todos esperavam um humano. O uso de nomes tipicamente brasileiros para os personagens foi outro acerto. A sensualidade da mulher brasileira não foi sequer arranhada, nem os biquínis brasileiros que costumam ser mais curtos se fazem presentes na cena da praia, mantendo a moda dos largos biquínis americanos, não sei se tem alguma associação quanto ao público infantil ou se foi um descuido da produção mesmo. Também ficou devendo mais músicas de artistas de nossa terra. Mas no geral é um filme que fala ´´a nossa língua`` e apresenta ao mundo o que temos de mais belo, sem esquecer referências a outros filmes como A Fuga das Galinhas e Garfield.
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