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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Entrevista com Carlos ´´Nightividade``
Carlos Natividade, da TV FETICHE.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Círculo de Fogo - Crítica
Texto saído na Revista Mais Mulher de setembro/ 2013
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Os Monstros de Guillermo del Toro
Guillermo del Toro sem
dúvida é uma escolha acertada para a direção de Círculo de Fogo, embora alguns
torcessem o nariz por não conseguirem o imaginar dirigindo uma aventura sci-fi nos moldes de Transformers, que
tirando o visual tem muito pouco em comum. Acontece que o cineasta mexicano é
fan confesso de monstros, devemos lembrar de clássicos como Hellboy, O
Labirinto do Fauno e Mutação, sem esquecer também que a arte em seus filmes é
um primor. Cotado para dirigir O Hobbit, que coescreveu, e a adaptação do livro
Nas Montanhas da Loucura, projeto abandonado devido ao lançamento de Prometheus
nos cinemas, que também se baseava na obra, só agora Del Toro assume a cadeira
de direção depois de Hellboy II – O Exército Dourado (2008). Enquanto isso
acumulava funções de roteirista, produtor e consultor em outras produções.
Enfim, Círculo de Fogo é o filme pelo qual Del Toro sempre sonhou. Sua infância
nos anos 60 foi marcada pela ascensão de produções japonesas que conquistavam o
mundo afora, de monstros como Godzila a heróis prateados que se tornavam
gigantes, como a família Ultra. O gênero Tokusatsu como é conhecido tais séries
(do japonês Tokushu Kouka Satsuei, que significa ´´filme de efeitos
especiais``) perdura até hoje e foi um dos principais fatores influencia de sua
carreira artística. Círculo de Fogo (no original Pacific Rim, uma região do
norte do Oceano Pacífico conhecida por frequentes terremotos a alta atividade
vulcânica) conta a história de criaturas gigantes de outra dimensão que
atravessam uma fenda do oceano para nosso planeta, os chamados Kaijus, como são
conhecidos monstros gigantes no Japão, ameaçando a humanidade e devastando tudo
que veem pela frente. De onde vieram e quais são seus objetivos é um mistério,
mas pouco importa, já que a premissa do filme é divertir todas as faixas de
público em pouco mais de duas horas de ação e efeitos especiais, além de
homenagear os clássicos filmes e seriados japoneses que fizeram parte da
infância de muita gente. Porém, o roteiro sem profundidade pode incomodar o
espectador mais radical. Charlie Hummam interpreta Raleigh Becket, um dos
pilotos de Jaegers, robôs colossais usados como arma de combate contra os
Kaijus, desenvolvidos pelo governo mundial. Seu sistema de controle depende da
interação direta dos movimentos de seus pilotos, uma só pessoa não pode
suportar toda carga neural causada pela conexão com o Jaeger, por isso duas
pessoas, cada uma representando o equivalente a um lado do cérebro, o controla
simultaneamente, e quanto maior a capacidade de sincronização dos movimentos da
dupla, melhor sua eficiência em combate. Com a morte de seu irmão em uma
batalha, o insubordinado Becket passa anos afastado, Jaegers são destruídos, e
enfim ele é convocado novamente pelo Comandante Stacker (Idris Elba,
Prometheus) a pilotar um dos poucos Jaegers que restaram. Em seu novo refúgio
conhece novos companheiros de combate, entre eles personagens que estão ali
apenas para dar tempero à história, oferecendo rivalidade infantil e
apresentando crises existenciais e familiares, um dos mais interessantes é o Dr
Newton Geiszler, interpretado por Charlie Day, que faz uma dupla de cientista
com Gottlieb (Burn Gorman), responsável pelo alívio cômico. Numa divergência
com seu colega, Geiszler tem uma ideia absurda que faz com que Stacker, sabendo
que não teria nada a perder, o mande para o mercado negro em busca de pedaços
de cérebro de Kaijus para conclusão de suas experiências. Conhece assim o
traficante de carcaças com o sugestivo nome de Hannibal Chaw (Ron Perlman, o
Hellboy). Perlman faz uma brilhante participação e seu personagem rende
momentos divertidos. Mako Mori (Rinko Kikuchi, Babel) é uma treinadora que
acaba se tornando a copiloto de Becket, a terceira personagem importante do
longa. Em meio a inegável rivalidade com pilotos e Jaegers de outras
nacionalidades, era indispensável a participação de alguém de olhinhos puxados
na equipe dos heróis, a mesma pessoa que, num momento em que as coisas não
estavam bem, apresentou uma solução familiar a quem já assistiu muitos combates
como aqueles; os Jaegers tem espada. Como Becket, Mako tem um passado
atormentado, e pior ainda, de quando era uma menina indefesa. Juntos, Becket e Mako
devem superar seus traumas e medos para seus cérebros ficarem livres para
sincronizarem seus ataques com precisão no combate aos terríveis Kaijus,
contando no momento certo com o sentimento de amizade e heroísmo de Stacker, a
tanto adormecido.
A Produção
Como dito desde o princípio,
a intenção de Guillermo del Toro não era fazer uma refilmagem de um clássico,
nem fazer paródia, e nem mesmo uma homenagem, e sim uma releitura de uma
mitologia que o acompanhou por anos e anos. De fato, tirando a premissa original,
Círculo de Fogo é um blockbuster americano
como qualquer outro, particularmente senti falta de outros elementos que
lembrassem a cultura nipônica e de uma trilha sonora envolvente, daquelas que
grudam no ouvido e trazem a lembrança do filme para sempre. No geral, é um
filme muito bem produzido, seus efeitos especiais são perfeitos, os Jaegers e
os Kaijus se movimentam de acordo com sua estatura dando impressão de
realidade, e para adequá-lo a todas as classificações, não há pessoas sendo
esmagadas ou destroçadas (com duas exceções, sendo que uma delas nem é tão
nítida). Os efeitos em 3D, exigência do estúdio, contrariou o que Del Toro
tinha em vista para seu lançamento, e não é para menos. Numa estratégia caça
níquel quiseram fazer pensar que o uso do efeito tridimensional deixaria tudo
mais encantador, esquecendo que o filme por si só já tem um espetáculo visual a
oferecer. Estamos falando de um filme de Del Toro, onde com a direção de arte,
cenografia e maquiagem se faz milagres.
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sábado, 24 de novembro de 2012
Ted Um Ursinho da pesada
Texto saído na Revista Mais Mulher de novembro/ 2012
A estréia de Seth
MacFarlane na direção de longas de cinema provou ser o que todo mundo já
esperava, o animador sabe fazer um bom humor em qualquer mídia. Com uma
premissa muito bem escolhida para que seu primeiro longa emplacasse, Ted é um
ursinho de pelúcia companheiro e falante que cresceu junto com seu dono, e,
porque não, adquiriu personalidade própria, humor ácido, maus hábitos (a função
de todo bicho de pelúcia é a companhia, não a educação) e mau humor. Quem é acostumado
com o universo bizarro onde se ambientam as séries animadas do criador, como
Uma Família da Pesada, American Dad e The Cleveland Show, sabe que é comum a
idealização de MacFarlene por seres falantes inusitados, como o ET Roger e o
peixinho dourado Klaus de American Dad, e o cachorro Brian e o bebê superdotado
Stewie de Uma Família da Peasada (no original, Family Guy), e o mais curioso, a
verossimilhança em que os personagens são retratados nas histórias, como se
interagir com um cachorro falante de comportamento humanóide fosse como
interagir com uma pessoa do sexo oposto, por exemplo. O que tornam esses
personagens diferentes do urso do filme é que nele o autor até que explica a
razão da verossimilhança, numa solução simplificada e clichê, mas bem que ficou
bonitinho; o solitário garoto John (Mark Wahlberg, o Vencedor) cansado de ser
rejeitado por todas as crianças do seu bairro, ganha um urso de pelúcia na
noite de natal e fica contente com o brinquedo que até dizia uma frase quando
apertado. Desejou que o brinquedo falasse com ele de verdade no instante em que
uma estrela cadente atravessava os céus, e num típico momento de milagre
natalino o pedido é atendido. Ted e John (mais alguém ligou o nome do
protagonista ao ´´dono`` do Garfield?) tornam-se melhores amigos e apesar do
susto inicial dos pais do garoto, passaram a aceitar sua existência no mundo
real, até mesmo para o bem do garoto. O urso (que ganhou a voz do próprio Seth
MacFarlene e foi concebido através de truques de captura de movimento) vira uma
espécie de celebridade, mas foi caindo no esquecimento com o passar do tempo,
embora as pessoas continuassem acostumadas a vê-lo como uma pessoa normal.
Hilária a narração de Patrick Stewart nos lembrando que o processo de
esquecimento faz parte da vida de qualquer celebridade, incluindo aí umas
alfinetadas em alguns famosos.
Comédia
romântica
Está certo que Seth
MacFarlane é Seth MacFarlane, seu humor negro e bizarro vai marcar suas obras
para sempre, assim como as citações desfavoráveis às celebridades americanas,
piadas politicamente incorretas, momentos grotescos e escatológicos, além de
comentários de mau gosto que compõem a linha tênue que separa o aceitável da
agressão aos bons costumes. Porém a trama gira em torno da relação amorosa de John
e Lori (Mila Kunis, Amizade Colorida), um namoro que após completar quatro anos
faz John pensar qual seria o passo mais importante a ser tomado com a relação. Lori,
por sua vez, já sabe qual; pedir para Ted sair de sua casa. É aí então que o
rapaz se vê num dilema, casar com a mulher que ama ou ficar para sempre com seu
melhor e único amigo de infância, que além de tudo ainda o ajuda a combater a
fobia de trovoadas.
O longa é bastante
criticado principalmente em relação à censura, mas quem conhece as animações
citadas sabe que Seth MacFarlane foi bastante mutilado por Hollywood. Nos seriados ele era bem mais radical. É um filme
adulto, ninguém discute, mas eu diria até que ele tem um apego popular,
funciona para diferentes camadas de público. Transita pelo infantil fofinho que
todos nós vimos (ou ainda vemos), pela típica comédia besteirol americana e
pela comédia romântica açucarada. Aliás, no fim o que sustenta é o recheio da
comédia romântica de bom costume e das mensagens de filmes de companheirismo
masculino, além da vazão à nossa criança interior e a lição que fica para a
resistência dos adultos em se manterem sempre jovens por dentro. É mais que uma
comédia, e talvez a maior preocupação de certos deputados seja serem lembrados
que o perfeito não existe.
Seth
MacFarlane é Seth MacFarlane
Lori exige que Ted
passe a morar em outra casa não por menos, o urso é um péssimo exemplo para
John. O rapaz cresceu imaturo, sem um direcionamento de vida, e embora trabalhe
é extremamente irresponsável, prefere ficar em casa vendo TV, bebendo, usando
drogas ilícitas e falando besteira com seu ursinho companheiro, em um total
estado de conformismo, recusando-se a aceitar que outras coisas podem ser mais
importantes. Com certeza em algumas nuances muitos homens se identificam com
John, o que torna o filme, apesar de ser uma comédia romântica, muito mais
atraente para o público masculino, bastando lembrar o gênero de companheirismo
masculino no qual este ganha corpo. Mas apesar de nos apresentar um John sem
perspectivas, constantemente lembrado de que precisa melhorar, Ted sem dúvida é
o protagonista. Facilmente reconhecido pelo DNA de seu autor, é o ursinho de
pelúcia junkie e mulherengo que
conduz o fio narrativo e faz o filme acontecer. Isto se mostra desde que ele
deixa de ser simplesmente um pertence de John para ter uma vida independente,
trabalhando e vivendo sozinho num apartamento. Mas a amizade de Ted e John não
diminui e os dois promovem juntos farras e curtições, mesmo que isso prejudique o emprego e o namoro de John. Como de
praxe em seus seriados, Seth MacFarlane não poupa referências à cultura pop,
tampouco dos anos 80, período em que John e Ted passaram a infância, citando
como exemplo ET, o Extraterrestre, Alf, o Eteimoso, Ted Ruxpin, um dos muitos
xarás do urso, e a mais substancial do longa, o seriado e o filme do Flash
Gordon, trazendo o ator Sam J. Jony para uma participação. Até Peter Griffin é
citado por Ted (Mila Kunis inclusive é dubladora de Meg, filha do casal Griffin
de Uma Família da Pesada). O urso também critica a Hasbro, empresa de
brinquedos, por não ter sido fabricado exatamente como desejava.
O longa também tem
momentos de aventura, vilões bizarros e até momentos tristes. Mas o final e as
mensagens que ficam não devem nada para os filmes da Disney. Quando o filme
acaba ficamos com duas certezas, a de que Seth MacFarlane é o novo Matt
Groening, e Ted foi o melhor presente de natal que uma criança podia ganhar.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
Freio de Emergência
Vez ou outra vem me bater uma saudade dos tempos de faculdade. Dia desses estive lá solicitando uma cópia do único curta em que trabalhei e não tinha visto, Freio de Emergência, mas devido a problemas técnicos a universidade já não estava mais em poder da película, e eu achei que toda a produção caprichada e minha tarefa sofrível tinham ido para o lixo. Só que o diretor tinha o curta perdido em seu computador, fez uma restauração de imagem (em suas palavras, do jeito que foi possível) e lançou no Youtube. Foi uma satisfação enorme poder assistir depois de tanto tempo, pensei que nunca fosse vê-lo. Para assistir, clique aqui. Pena que o cara não permitiu incorporação do vídeo em outros sites, provavelmente temendo que o curta se perca novamente por aí.
A seguir, gravação de alguns ensaios:
Observação: O diretor não é argentino, é chileno, podem assistir sem raiva.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Matéria na revista Mais Mulher, de Votuporanga - SP
Motoqueiro Fantasma
Mesmo longe de ser um dos filmes mais aguardados de 2012, o longa cumpre bem seu papel.

Não é exagero afirmar que a sequencia da aventura do motoqueiro demoníaco teve sua projeção ofuscada no ano de seu lançamento. Só para esse ano teremos ainda os aguardadíssimos Homem Aranha, MIB – Homens de Preto III, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, Os Vingadores, Sombras da Noite, Star Trek II e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, e para o pobre Motoqueiro, herói pequeno, ainda mais quando o primeiro filme não empolgou tanto, restou apenas como escolha alternativa para aqueles que gostam do personagem ou que simplesmente procuram uma saga menos pretenciosa, por assim dizer. Não é a primeira vez que a Marvel alimenta falsas expectativas com adaptações de heróis menos populares para as telas, foi assim com Demolidor – O Homem sem Medo (2003, dirigido por Mark Steven Johnson) sucedido por Elektra (2004, Rob Bowman), um fiasco ainda maior, e o único filme do Justiceiro a ir para as telas (2004, Jonathan Hensleigh) que tiveram sua maior popularidade em DVDs. Entre as produções atuais, o Motoqueiro se equipara a Lanterna Verde, porém sem repetir os erros de excessos de CGI num enredo banal, ao menos o motoqueiro teve sua continuação, o que será pouco provável para o personagem da DC Comics. Sem contar que foi concorrente direto de grandes produções como John Carter: Entre Dois Mundos e Anjos da Noite – O Despertar. Contudo, a saga do motoqueiro em chamas estava devendo uma continuação e cumpriu o seu papel, em um roteiro despretensioso, mantendo uma bilheteria mediana até o momento, mas que se manteve fiel às raízes do personagem na medida do possível, e mesmo em um filme para toda família não foi desonrado ou descaracterizado. Ao menos isso.
O Filme

Para quem não sabe, Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança (dirigido pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, de Adrenalina I e II e Gamer) era para se tratar de um reboot, mas acabou não funcionando. Primeiro porque o personagem Johnny Blaze/ Motoqueiro Fantasma continua sendo interpretado por Nicolas Cage (que aliás, cumpre muito bem o papel, sendo ele fan confesso do personagem), e o roteiro casa muito bem com o do primeiro filme (2007, Mark Steven Johnson), de modo que a saga fica bem amarrada e torna-se praticamente um único filme, com a exceção de Roxane Simpson, interpretada por Eva Mendes, que se recusou a participar da sequencia tendo sua função substituída pela atriz italiana Violante Placido, que entre sua importante participação teve uma química com o personagem principal.
A história se passa nove anos após o pacto que Johnny Blaze fez com o diabo em pessoa (Roarke, interpretado por Ciaran Hinds) para livrar seu pai do câncer que corroía sua vida, sofrendo uma terrível maldição que o transforma em um esqueleto em chamas sedento por vidas humanas. Vendo o perigo que pode representar para a humanidade já que não é capaz de controlar o instinto selvagem da criatura na qual se transforma, passa a viver isoladamente na Europa oriental. A descoberta de outra pessoa que assim como ele sofre por um pacto que fez com Roarke, Nadya (Violante Placido) que além de tudo teve um filho com ele obriga o motoqueiro a usar a fera que guarda dentro de si para entrar em ação, já que Roarke quer usar a criança para encarnar em seu jovem corpo, graças a intervenção e ajuda de Moreau (Idris Elba, o Heimdall de Thor) um religioso alcoólatra que promete a ´´cura`` para o mal de Johnny Blaze caso ele ajude o garoto. É engraçada a participação de Christopher Lambert como Methodius, um dos principais mentores do culto que trata da salvação de Johnny e da criança. A participação de um vilão dos quadrinhos, Blackout (Johnny Whitworth), mesmo que modificado para se adequar ao gosto de um espectador comum, cumpre o papel da ameaça principal que todo super herói deve enfrentar, embora não seja um inimigo muito empolgante. Roarke continua sendo a maior fonte de perigo e crueldade no rastro dos benfeitores. O design do herói passou por sutis modificações, o outrora crânio fosforescente em meio a labaredas deu lugar a um crânio chamuscado, enegrecido, com dose de realismo, o personagem ganhou luvas de couro escondendo seus dedos ossudos e sua jaqueta ficou com um tom surrado, queimado e sujo, o que convém para um personagem sombrio, porém, em se tratando de um filme para toda família (ainda mais em projeção em 3D que não vou nem comentar mais) as histórias se afastam da proposta real do personagem dos quadrinhos ficando repletas de tons cômicos e com nível mais mainstream, de repente a falha mais grotesca que vem des de o início da franquia tenha começado daí. O Motoqueiro dos dois filmes de longe mete medo em alguém. Saiu até mais plastificado que Constantine e Spawn, por exemplo. Botaram até uma criança para o Motoqueiro livrar das garras do mal, Danny (Fergus Riordan), como qualquer filme clichê, deixando o personagem com mais cara de ´´amigão da vizinhança``. Resta torcer para, caso tenha um terceiro filme, não fazerem o Motoqueiro dividir o posto com Hellboy de herói demoníaco mais escrachado da atualidade.
O Personagem
Motoqueiro Fantasma é um personagem da Marvel Comics criado por Mike Ploog, Roy Thomas e Gary Friedrich em 1972. É o alter ego de Johnny Blaze, motoqueiro e manobrista que faz um pacto com o demônio em troca da salvação de seu pai, vítima de câncer. Sendo assim, ao crepúsculo ele passa a sofrer uma maldição que o transforma em um esqueleto flamejante que ronda as ruas em busca de vidas humanas para sua alimentação, mas é atraído majoritariamente pelos pecadores e criminosos. Quando consegue agarrar um desses, com seu olhar de penitência o submete a todas as dores que causou às outras pessoas. Além disso tem outros poderes, como transformar qualquer moto em uma moto em chamas capaz de correr em altíssima velocidade, super força e correntes de aço que aumentam de acordo com sua vontade.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
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Imagine que a nossa expectativa de agora fosse sentida 60 anos atrás?
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
Power Rangers reformulados
Versão realista dos Power Rangers. Gostei. Alguém podia adaptá-los para o cinema ao nível de um filme da Marvel.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
E se Walt Disney fosse descongelado?
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Matéria minha publicada na revista Mais Mulher de Votuporanga-SP
Capitão América – O Primeiro Vingador
A Marvel está preparando de vez o território para o primeiro filme de Os Vingadores, previsto para o ano que vem. Depois de Hulk, Homem de Ferro e Thor, chegou à vez deste que é considerado o primeiro Vingador oficial; Capitão América (dirigido por Joe Johnston). Onze anos depois do fiasco do primeiro filme do herói, o que é clássico em se tratando de tentativas infrutíferas de adaptação para as telas de heróis dos quadrinhos, o soldado ganha vida na pele de Chris Evans (que também fez o Tocha Humana nos filmes do Quarteto Fantástico), rapaz franzino que não cansa de ser rejeitado no recrutamento de jovens que lutarão para defender a América no cenário caótico da Segunda Guerra Mundial. Truques de CGI e ilusão de câmera se encarregam de deixar o ator com o físico de um garoto subnutrido, mas que mesmo assim não se intimida com valentões, e tamanha coragem e determinação fizeram o cientista Abraham Erskine (Stanley Tucci) enxergá-lo com bons olhos, prevendo assim seu potencial para com as tropas americanas. O que vemos a seguir não é nada que já não tenhamos visto em outros filmes de heróis, clichês clássicos do tipo um garoto fracote de instintos heróicos tornar-se um forte e habilidoso herói, se voluntariando para um experimento secreto com o intuito de gerar uma ´´super máquina humana``, com o diferencial de ser uma aventura épica e real, porém fiel aos quadrinhos e ao universo fantasioso, adicionando o gênio maligno Johan Schmidt (Hugo Weaving), que mais tarde se revela como um segundo Adolf Hitler; o Caveira Vermelha, o melhor amigo de Steve, Bucky (Sebastian Stan), que no longa é alguém como seu irmão mais velho e uma grande fonte de motivação para que o herói combatesse com afinco o regimento nazista e os super soldados geneticamente modificados, e é claro, seu interesse amoroso Peggy Carter (Hayley Atwell), a Agente 13, militar irredutível que no decorrer do filme prova que não é tão durona assim, se mostrando uma mulher como as outras ao se apaixonar por Steve Rogers, passível de ciúme e de coração mole como manteiga, já dês de que o herói era apenas um menininho. É interessante lembrar que assim como outros filmes de super heróis, Steve Rogers não ganhou de primeira esse uniforme cinco estrelas. No ´´início de carreira`` usava um uniforme capenga, provavelmente numa referência ao antigos filmes e seriados, fazendo números musicais de propaganda e incentivos às Forças Armadas Americanas, quando o governo ainda não permitia sua participação em batalhas. Ainda numa referência ao uniforme futuro, Steve dava mostras de estar mesmo precisando de um escudo inseparável, usando tudo que via pala frente para se proteger de ataques inimigos, seja com a tampa de uma lata de lixo ou com a porta de um táxi. Mas foi Peggy que, num acesso de ciúme testou a eficácia dessa que seria a única e fundamental arma do herói. E comprovou. Não podemos esquecer a participação do cientista Howard Stark (Dominic Cooper), pai do Homem de Ferro e um dos idealizadores da experiência que consagrou Steve Rogers como o Capitão América.
O personagem criado por Joe Simon e Jacky Kirb enfrenta preconceito por parte de outros países por levar o nome dos EUA a uma ideologia super humana, como que acima de outras nações. Mas na época em que o personagem foi criado era uma tendência comum. Seguindo a mesma linhagem de personagens que elevam os costumes e o estilo de vida americano como representantes legítimos de ´´salvadores do planeta``, temos os principais grandes heróis do universo Marvel, como Homem Aranha e Super Homem, que exibiam as cores da bandeira americana em seus uniformes, mas nunca em uma referência tão aberta como no nome do personagem. Alguns países chegaram a passar o filme com títulos diferentes. O próprio ator Chris Evans teve receio que o filme pudesse ter uma má interpretação, mas acabou que o resultado final foi bem recebido. O Capitão América nada mais se saiu do que um soldado americano em defesa de seu país de origem, não um justiceiro ou terrorista em prol dos EUA como a maior potência mundial.
Com relação aos filmes dos outros Vingadores, só perde para os dois do Homem de Ferro, esses sim geniais. O do Thor foi um mico danado, só serviu para amaciar o território. Apesar de ter combatido o regime nazista encabeçado por Hitler, Capitão América tem muito a combater no dias de hoje graças ao congelamento que sofreu assim que liquidou Caveira Vermelha (a aeronave onde estava se chocou contra geleiras), sendo despertado no dias atuais com a mesma aparência física de quando sofreu o acidente. Levando em conta o ano que foi feita a adaptação em relação às primeiras aventuras pós-segunda guerra nos quadrinhos, no cinema ele acabou dormindo bem mais. Encerrando com um final fofinho, o filme não é tão bom quanto Homem de Ferro, nem tão ruim como Thor, é o tipo de filme pipoca que quem não conhece o herói nos quadrinhos vai adorar assistir, mas que também não faz feio para quem conhece o herói de longas datas. Nick Fury (Samuel L. Jackson), sempre fazendo ponte entre os heróis no cinema, anuncia que o próximo filme vai ser um encontro explosivo na formação da super equipe Os Vingadores que a gente começou a especular há um tempão. Grande aposta para futuros filmes de heróis, ao lado do novo Homem Aranha e de um terceiro Batman, que a meu ver é o único herói da DC Comics que ainda empolga no cinema.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O passado se repete
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Sadomasoquismo em Dogville
Lars Von Trier é um cara bem pervertido. No sentido legal, é claro. O cara mandou bem em aproveitar a estonteante gata Nicole Kidman como objeto de desejos sadomasoquistas em Dogville, filme de 2003. A loira interpreta Grace, uma fugitiva de família mafiosa, e vai parar na surreal vila Dogville (sim, tem um cachorro envolvido no nome da vila e na história) e acaba servindo de fonte de realização de todo prazer sadomasoquista que os homens da região podem imaginar. Um molequinho local aproveitando-se da professora, faz o que faz para a tiazinha lhe dar umas palmadas, e vendo assim a gente percebe um embriãozinho do que será um verdadeiro sadomasô. No mesmo vídeo que vocês conferem a relação professora/ aluno malcriado que quer porque quer ganhar umas palmadas, um safadeeenho despeja na moça seu furor sádico. O filme é sexy e consegue ser clássico sem cair na vulgaridade. A escolha da atriz não podia ser melhor. Comentários à parte, é curioso no mesmo videozinho do Youtube vermos duas cenas ´´quentes``. Quanto ao aluninho, a professora acaba fazendo coisa muito pior. Mas para quem ainda não viu o filme, não quero bancar o spoiller.
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terça-feira, 5 de abril de 2011
Festival de Cinema Pipoca do Gil Lima
Destaque para Os Zumbis Nerd do Espaço Sideral Matadores de Velhinhas Lésbicas: Não importa o título, filme de zumbi é sempre foda. Mesmo que fosse Os Zumbis no Paraíso das Ovelhinhas.
As Aventuras de Sushi Miojo: Por que os animês estão na moda. Garoto de apetite feroz, que não tem medo de nada, não é muito inteligente e coleciona frutos do mar.
Acampamento Sinistro (ou Acampamento Macabro): Índio psycho, canibal e tarado que corta genitálias femininas para pendurar na parede de sua oca (fui longe nessa, hahaha).
Grande Tigre Mortal abandonado: Porque astro de filmes chineses de luta como Jackcie Chan, Jet Li, Chantilly, adoram dragões e felinos.
E Como Superei o Bullyng: Eu teria de ver o filme e ler o livro, já que não superei até hoje, snif, snif.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Filme que só passa em festival deveria ser mais barato
No meu último post tinha comentado que havia pego muito filme ruim nesse festival de cinema do Rio. Pois bem. Mas às vezes eu me surpreendo, positivamente, com algumas produções, como foi o caso de Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira, e Norberto Apenas tarde, do uruguaio Daniel Hendler. Este último é uma comédia inteligente, que passa a lição de moral de que nunca é tarde para encontrarmos o rumo certo de nossas vidas, o caminho da felicidade. No longa, Norberto (Fernando Amaral) é um homem fracassado, infeliz no trabalho e na vida conjugal, mas que descobre sua real vocação num grupo de teatro com colegas aparentemente bem mais novos que ele. Vale a pena conferir.
Mas ainda acho que o ingresso do festival deveria ter preço mais barato, não o preço de uma seção normal. Se bem que muita gente paga meia entrada. De qualquer forma é uma boa oportunidade de vermos filmes que normalmente nunca passariam aqui.
Mas ainda acho que o ingresso do festival deveria ter preço mais barato, não o preço de uma seção normal. Se bem que muita gente paga meia entrada. De qualquer forma é uma boa oportunidade de vermos filmes que normalmente nunca passariam aqui.
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