terça-feira, 18 de setembro de 2012

True Story


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

5º Mostra Unifev



5º Mostra Unifev (Centro Universitário de Votuporanga) realizado no dia 12 de setembro de 2012. Destaque para o curso de engenharia mecânica (acho que é isso) que fez a apresentação que mais gostei com seus robôzinhos.

Se preferir, assista no Vimeo.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Blog em recesso


Ficarei um tempinho em confinamento trabalhando em projetos particulares. 
Mas logo logo o blog volta com mais novidades, não deixe de acompanhar. Até mais.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Resurge - Crítica

Texto publicado na Revista Mais Mulher





O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Sem dúvida o melhor filme de herói do ano, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge encerra a trilogia de Christopher Nolan com chave de ouro. Com quase três horas de duração o longa vai além das expectativas e ainda nos deixa com um gostinho de quero mais. Dos acontecimentos do último longa para cá (O Cavaleiro das Trevas, 2008) oito anos se passaram e Gothan já não precisa mais do homem morcego, estando ela agora em vigor da lei Dent, decretada após o promotor da cidade Harvey Dent (Aaron Eckhart) ter se tornado um símbolo ao ser morto, recaindo sobre Batman o injusto fardo de seu algoz. Mesmo assim, com o sentimento de dever cumprido, Bruce Wayne (Christian Bale) resolveu pendurar o uniforme de morcego. É aí que entra em cena Bane, encarnado por Tom Hardy (Guerra é Guerra!), um ameaçador terrorista repleto de testosterona e massa muscular que, com sua voz potente e chiada a La Darth Vader cujo som sai através de sua máscara não fica devendo nada para o Coringa de Heath Ledger, que não foi citado neste último longa. Está certo que Bane pode não ter o carisma do palhaço assassino, mas é bem mais destrutivo e sai no braço pra valer com o homem morcego, sendo ele a principal motivação para o aparentemente enferrujado Bruce voltar à ação, para descontentamento de uns e contentamento da maioria. O inimigo do Batman foi criado já nos anos 90 para uma estratégia de alavancar as vendas da editora Dc Comics. Em um dos títulos o vilão deixa o herói paraplégico, o que rendeu, numa solução adaptada e resumida, uma sequencia de arrepiar a espinha no novo filme de Nolan. No entanto não é a primeira vez que o bombadão pôde ser visto num filme do Batman. Em Batman e Robin (1997) de Joel Schumacher, Bane foi interpretado por um ex-lutador de luta livre e sua origem era bem diferente dos quadrinhos; um cientista louco usou um presidiário para um experimento, e este acabou adquirindo músculos infláveis (!) através de tubos conectados ao pescoço, pouco cérebro e coloração de pele esverdeada, limitando-se a ser o guarda-costas de Hera Venenosa (Uma Thurman). Por coisas como essa foi a adaptação que mais gerou críticas e revoltas por toda vida cinematográfica do homem morcego. Além de Bane o longa conta com outros personagens interessantes, como Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada) como Selina Kyle / Mulher Gato que a saga estava precisando, a personagem feminina mais importante (e também a mais fálica) depois de Rachel (Katie Holmes/ Maggie Gyllenhaal). Apesar de seu charme natural a personagem passa longe de Silvia Pfeiffer em Batman : O Retorno (1992), mais folclórica e de maior durabilidade em nosso imaginário coletivo, mas se a função desse novo Batman era imprimir doses de realismo e drama, a Selina Kyle de Hathaway caiu como uma luva, embora nada se explique de sua mitologia; a alcunha de ´´Mulher Gato`` sequer existe. Joseph Gordon Levitt faz John Blake, um jovem policial que vê na imagem de Bruce Wayne o exemplo que buscava dês de os tempos de orfanato, ministrado pela fundação Wayne, e aos poucos vai provando ser um personagem importante resultando numa surpresa aos fans antigos no final. Gordon Levitt trabalhou em outro grande filme de Nolan, A Origem (2010) que, aliás, conta com participação de muitos nomes da nova saga do cavaleiro das trevas. Outro nome dos quadrinhos a estar presente é Miranda Tate (Marion Cotillard), milionária filantrópica forte candidata a interesse amoroso de Bruce, e apesar da aparentemente participação sem importância torna-se uma das peças-chave para o desenrolar  da narrativa. De veteranos ainda contamos com as excelentes participações de Gary Oldman como o cúmplice exclusivo do demônio interior de Bruce, Comissário Gordon, Morgan Freeman, que não saiu de cena com seu Lucius Fox mesmo depois de muito tempo de sumiço do morcegão, e por último, o personagem tão querido quanto o principal, o Alfred de Michael Caine, o verdadeiro pai de Bruce. A trilogia andava devendo um conflito natural entre os dois, ainda mais agora que Bruce decide retornar à atividade tempos depois de se aposentar, e assim Alfred opta pelo que podia até ser doloroso, porém a escolha certa; deixar a mansão de Bruce. O personagem fica muito tempo afastado chegando até a fazer falta, deixando os espectadores se perguntando onde ele estaria, sinal de que o mordomo de fato é importante.
A história é longa, mas não faz o espectador perder o fio da meada nem quando o herói fica longe do desenrolar dos acontecimentos. O roteiro é bem amarrado e coeso, assinado por Nolan e seu irmão, Jonathan Nolan. O considero o melhor de toda trilogia, embora quem não aprecie momentos densos possa achar que certas partes soem enfadonhas e didáticas, sobretudo a respeito dos planos malignos de destruição de Gothan, que para mim são essenciais. O diretor não erra a mão em referências aos gibis e as cenas de ação foram muito bem construídas, magistralmente a ausência de trilha sonora em uma delas deixa o clima ainda mais realista. E já chovendo no molhado, Bane é de dar medo, desde que aparece na sequencia do avião no início do filme, dando uma prévia do grande inimigo que estava por vir. O único fail foi não ter sido explicado a origem do uso da máscara (sabemos que o gás que ele inala era uma espécie de morfina, mas não o que ele tinha e porque), mas é um detalhe perdoável. O final, no entanto, não me satisfez por completo. Mas também não é o tipo de final que agrade gregos e troianos, há espectadores por gostos apoteóticos, outros por gostos de realidade palatável, e a saga infelizmente não se encerra podendo se enquadrar por igual nos dois casos.
Bat Gadgets: Por toda cine-série Batman foi o rei da bugiganga, graças a seu amigo Lucius Fox que entendia de tudo trabalhando no setor de ciências aplicadas nas empresas Wayne. Não faltavam equipamentos que Bruce quisesse, alguns deles ele levava em seu indefectível cinto de utilidades do morcegão. Pelos três filmes o homem morcego já teve o Tumbler (Bat Móvel, agora se assemelhando a um tanque. Caveirão é fichinha), Batpod (espécie de moto extraída do Tumbler), pistola magnética, periscópio flexível de fibra ótica, visores infravermelhos e de outros vários tipos, celular de sinal criptografado, bomba adesiva, Bat-Nave, aparelho ultrasônico de atração de morcego, Bat-Grample, etc.

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http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2012/09/a-era-do-gelo-iv-critica.html



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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

True Story


Vergonha Alheia Records


Sabe quando você é moleque e é doido para montar uma banda de rock, tem uns amigos que tocam algum instrumento e juntos gravam um CDzinho o mais bubblegum possível? Eu também tive meu tempo assim. Mexendo nos meus CDs antigos acabei reencontrando essa querida pérola com o gostinho bom da adolescência que não volta mais, e não podia deixar de compartilhar com vocês. Talvez algumas músicas vocês já conheçam, de homenagens que já fiz com colagem de imagens em formato de videoclip, como Destrua TudoAbaixo os Playboys, Loucura Bélica, e a mais recente que postei, A Trégua, embora não fosse acompanhada por um clip. Não se impressione com a qualidade da gravação, com a ausência da bateria e do microfone falhando algumas vezes, e se eu ainda não o desencorajei a ouvir saiba que algumas das músicas são berradas para que ninguém desconfiasse que não tinham letra. Mas vá, até que não era tão ruim assim, né?




















quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Blog parado durante o feriado


Devido à ´´parada`` o blog vai ficar sem atualização nos três dias seguintes. Talvez eu ainda poste alguma coisa antes, mas não é provável. De qualquer maneira voltaremos segunda feira com mais novidades. Até.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pelezinho, o personagem datado de Maurício de Souza



Muita gente que está lendo esse post não ouviu falar do personagem ou lido um de seus gibis. Não é para menos, afinal, o personagem se encontra ´´inativo`` por 20 anos. A versão mirim do glorioso jogador Edson Arantes do Nascimento, ou Pelé, como é mundialmente conhecido, foi criada por Maurício de Souza originalmente como tirinhas para publicação diária de um jornal como todos seus grandes personagens, e em 1977 ganhou seus próprios gibis e almanaques pela editora Abril. Em 1986 os personagens da  Turma da Mônica e Chico Bento migraram para a Globo, o que não aconteceu com Pelezinho, tendo sua publicação cancelada. Salvo um ou outro caso especial em que era lançado um almanaque, motivos para o personagem não ter sido lançado pela Globo não se sabe, provavelmente por acharem que não valeria a pena investir mais nele, ou quem sabe já estava ficando datado, com Pelé perdendo sua popularidade no meio da geração que se seguia, vai saber. Em 1990 graças à Copa do Mundo da Itália, foi lançado um gibi comemorativo do personagem e sua turma, o que foi um presentão para pessoas que gostam de personagens exóticos e curiosos como eu, recheado de tirinhas, passatempos e historinhas legais, pena que o Brasil não se tornou tetra naquela ocasião, mas aí já é outra história. Depois disso revistinhas com o personagem Pelezinho sumiria novamente, sendo ele publicado apenas em tirinhas no jornal O Globo, e em 91 ou 92 passou a vir estampado em algumas publicações de Maurício de Souza anúncios de um suposto Pelezinho adolescente, com seus doze anos, em um sistema de ``Disc Pelezinho`` em que a criançada ligava em um número para ouvir historinhas, dicas, essas coisas, aumentando o valor das ligações interurbanas deixando os pais de cabelo em pé, e pouco depois o personagem caiu no esquecimento de vez. Talvez tenha sido mesmo hora do personagem se aposentar, afinal, era representado por uma figura pública conhecido pelo ingrato ofício de jogador cuja vida útil é até os 30 anos de idade. Duvido que qualquer moleque de hoje que lê os gibis da Mônica saiba da real importância que o Pelé teve em seus áureos tempos de atacante do Santos, botando Neymar no chinelo. Sem contar que após vários escândalos envolvendo o ex jogador, tipo inúmeros casos em que é acusado de fazer filho e não assumir, o que, creio eu, pode ter ajudado a manchar seu nome de ídolo nacional. Por eu sempre gostar de personagens obscuros, polêmicos, secundários, porém talentosos e pouco explorados, nutria uma admiração por esse personagem paralelo à turminha da Mônica, que aliás tinha sua própria turminha, mas nunca houve algo como um crossover entre as duas, tal qual com a turma do Chico Bento, porém o Chico é considerado mais da turma da Mônica do que o Pelezinho. Um detalhe curioso é que eu me amarrava nele bem antes de saber ler. Quando bem moleque pegava os gibis da Turma da Mônica do meu irmão e via no espacinho deixado pela ausência da tirinha, que nem sempre estava presente na página final, propagandas de outras publicações de Maurício de Souza, e entre elas eu via a carinha de um menino que não era tão popular como os outros, cujo nome não conseguia identificar, o que me fez batizá-lo carinhosamente de ´´Cascão queimado``.
Turma da Pelezinho
Inteiramente baseado na infância de Edson Arantes, Pelezinho é um menino pobre talentoso com a bola, que sonha se tornar um jogador profissional. Sua turma é composta por Cana Braba, um menino gordo, bravo,  desbocado e de cabelo esquisito, Teófilo, um menino magro, alto, bonzinho e de cabelo parecido com o do Cana Braba, Frangão, o goleiro da turma (não preciso dizer o porque desse nome,né?), Bonga, a menina que dava em cima de todo mundo, Neuzinha, a japonesinha namorada do Pelezinho, Samira, uma menina narigudinha filha de árabes  e que fazia quibe que ninguém gostava, e seu cachorro Rex. Seus rivais eram João Balão e Zé, que assim como ele e sua turma também jogavam bola com eles, mas sempre no time adversário. Maurício de Souza bem que tentou fazer versão em quadrinhos de outros jogadores, como a do Ronaldinho Gaúcho, mas parece que não emplacou e o legal mesmo é Pelezinho e sua turma. 

Pelezinho adolescente que nunca li uma historinha


Samira e seus quibes flopados


Se você é fan do personagem como eu, se prepare para uma notícia agradável; o Pelezinho vai voltar, viva!! Segundo fontes de jornais e sites Maurício de Souza andou trocando ideia com o Pelé, e os dois andam estudando uma chance de transformá-lo no mascote da Copa de 2014, ainda que a Fifa proíba pessoas vivas a representarem. De qualquer maneira até lá vai ser lançado diversos produtos do personagem para promovê-lo, principalmente revistinhas em quadrinhos que na minha modesta, porém verdadeira opinião, é a melhor maneira de reciclar publicações do Maurício de Souza sem fazer uso de apelação vergonhosa como aquela tal Turma da Mônica Jovem. 

Só falta agora o Mauríco lançar uma versão mirim da Xuxa para apimentar a relação do nosso herói com a Neuzinha, já pensou? Mas devido às mudanças da época, a Xuxinha tem que vir morena. Até que ia ficar bonitinho.




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