sábado, 30 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Los Gatos Negros
Desmistificando os boatos de que os gatos pretos são ´´do mal``.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
A Volta do Filho Pródigo
Desde sempre considerado um patrimônio da Rede TV, João Kléber foi uma personalidade cult do comecinho dos anos 2000, mesmo que negativamente. Numa época que o Google era o Yahoo os únicos resultados encontrados com o nome do apresentador eram páginas criadas por hatters, quase todas desenvolvidas pela HPG (lembra dessa?) com titulos como ''Eu te odeio João Kléber", ''Morte ao João Kléber" entre outras coisas do gênero. Quando o país parecia não mais precisar dele o apresentador fez o que muita gente agradeceria, se ausentou da Tv brasileira. Passando um bom tempo em Portugal apresentando versões de seus programas que já eram de qualidade duvidosa por aqui, isso lá por 2005 quando seus programas campeões de baixaria e até então supra-sumo do mau gosto da Tv aberta não conseguiam mais se erguer depois de tanto processo e acusações de todo tipo. Em 2011 a mídia fez questão de nos lembrar de sua existência quando este se tornou participante do reallity A Fazenda. Fora do mundo artístico acabou retornando este ano para a emissora que o ''consagrou", que também não anda lá muito bem das pernas, numa tentativa cega de dar uma reestabelecida. Hoje João tem de volta seu quadro sem conteúdo Teste de Fidelidade no formato de programa nas noites de domingo, reprisado na madrugada de sábado para domingo. Sinceramente não achei uma escolha despropositada, a emissora não tinha mais o que perder e afinal, o apresentador sempre foi mesmo a cara da Rede TV, não consigo imaginá-lo em outro canal, tanto que foi nesse que ganhou projeção. Mal e porcamente comparando, é como se o Gugu retornasse ao SBT. Acontece que, apesar dos tempos serem outros, João Kléber retornou com o mesmo espetáculo popularesco e grosseiro de mais de dez anos atrás, será essa a melhor alternativa de uma emissora gerar receita e correr atrás do prejuízo? Num país em que os altos índices de audiência transitam entre atrações como BBB, novelas e A Fazenda no horário nobre, parece que a resposta continua sendo sim. Mas nem sempre as atrações apresentadas por João Kléber eram de toda ruins. Lembraremos agora dos tempos em que o apresentador contribuía de forma satisfatória para a história da Tv brasileira.
Te Vi na TV
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| Freak Show |
Apesar das verdades ditas, sinto admiração ao João Kléber. Para mim ele é aquele cara legal dos tempos de adolescência, e essas palavras vem de ninguém menos que alguém que tinha entre seus 16 à 21 anos quando morria de rir com seus programas de humor. Claro que ele é um tremendo de um chato e um picareta, mas fazia o papel dele, era como uma espécie de Sérgio Mallandro de tempo tardio, não eram poucas as situações bizarras que expunha ao público, suas pérolas clássicas, comportamento peculiar sem noção e tentativas desesperadas contextualizadas, a maioria das vezes sem sentido nenhum, de prender audiência, o que acabava me gerando uma certa identificação. Nunca tinha conhecido um apresentador tão ousado, bizarro e sem noção desse jeito. Quando a Rede TV ainda engatinhava, que eu consigo me lembrar com carinho e me dá até peninha pensar em como ela está agora, mas sempre torcendo por ela (lembra do programa da ex-paquita Sorvetão? E a Adriane Galisteu apresentando o Superpop?) João Kléber apresentava um programa segundas à noite chamado Te Vi na Tv, mais tarde rebatizado por Eu Vi na Tv, com a banda Karnak como o Quinteto Onze e Meia. À tarde apresentava um programa diário chamado Canal Aberto, que viria a se tornar Tarde Quente, esse sim de baixíssimo nível e atrações grotescas, escancaradamente vulgar e apelativo. Em um deles um homem aparentemente normal dizia nunca ter namorado e a platéia tentava adivinhar o porque. Pouco depois, não lembro em qual dos dois programas, o quadro de maior sucesso Teste de Fidelidade, que viria a perder a credibilidade quanto a sua legitimidadee quase com a mesma velocidade que caiu no gosto popular, mas não tardou a saturar o espectador. Mas o mais interessante em sua carreira na Tv, ao menos na minha opinião, eram as pegadinhas. Eu me amarrava em ver aquilo. Tendo início de forma discreta já nos primórdios do Te Vi na Tv, as pegadinhas da casa foram se popularizando com o passar do tempo até tornarem-se o grande triunfo da emissora, chegando ao ponto em que Eu Vi na Tv acabou se tornando um programa só de pegadinha. Os atores se dividiam entre o Marquinhos, aquele gordão que sempre se disfarçava dono do bordão híper famoso "O que, o que, o que, o que", Renê, um coroa alto e magro cuja maior habilidade é dar gritos e assustar pessoas, naquelas clássicas em que a graça mesmo são as reações diversas ao susto, e tantos outros que não lembro o nome, mas a trupe era grande, fazia divertidas brincadeiras com falsos pesquisadores, gays, bêbados e gostosas, rendendo com isso processos por parte de grupos conservadores que se sentiam ofendidos, quando a tolerância à piadas começava a se radicalizar. Quando esse quadro de humor estava chegando ao seu auge um ator demitido botou a boca no trombone, garantindo que as pegadinhas eram armadas, as ''vítimas" seriam pagas pela já mísera quantia de cinco reais e orientadas a reagirem com empurrões e pontapés, além da clássica verbalização "Tá me tirando?" de sotaque paulistano, já que eram todas gravadas em São Paulo, mas desde que as pegadinhas foram inventadas essas acusações tornariam-se típicas. Certa vez reparei que no início do programa umas letrinhas passavam correndo quase em fuga no rodapé formando os dizeres que procuro reproduzir da maneira mais fiel possível: ''Brincando na rua: As pessoas sabem que estão participando de uma brincadeira, só não sabem qual é a brincadeira". Pelo que interpretei, a questão estava respondida, os atores postos na rua falavam a verdade. Para mim não existia meio termo. Além disso, com a popularidade alta das pegadinhas e o bordão ''O que, o que, o que, o que?" consagrado nacionalmente era difícil imaginar que ''as vitímas"" (eu preferiria dizer ''os pedestres"", mas vai que ninguém entende) não reconheceriam os atores e seus maneirismos. Mesmo assim assistia sempre que podia e morria de rir com elas. E quer saber, mesmo na época eu pensava de um jeito que seria diferente do de grande parte das pessoas, para mim o que valia era a piada, o quadro de humor, mais ou menos como quando a gente assiste a uma esquete cômica com roteiro e direção, mas sem ser demagogo o suficiente de não reconhecer que eu tinha um pinguinho de esperança que a pegadinha fosse real. Enfim, elas fizeram tanto sucesso que até o Canal Aberto virou um programa só de pegadinha, com o diferencial de que este só exibia pegadinhas que já tinham ido ao ar em Eu Vi na Tv, até a emissora se empolgar e passar a exibir no Canal Aberto, numa ação inteligente ou não, pegadinhas também inéditas. Eu preferia quando passava apenas no programa de segunda à noite, tinha reprise no sábado e a espera era mais prazerosa e recompensadora, demasiada exibição acabou deixando a transmissão saturada, mas nada que me fizesse enjoar, e por anos e anos acompanhei, como multidão de jovens, as brincadeiras e travessuras da trupe dos programas apresentados por JK.

Teste de Fidelidade, apesar do apelo discreto, não imagino que tenha força para bater de frente com as atrações dominicais do horário. Quem sabe se voltassem com pegadinhas as coisas não passariam a ficar mais interessante. De qualquer maneira a emissora não poderia ter tido uma opção melhor do que o apresentador João Kléber para ocupar o espaço vago da grade. Pena não terem lembrado de chamá-lo para capitanear o SNL Brasil enquanto ainda não era tarde.
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sábado, 23 de março de 2013
Indulto de Natal
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sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Pub Informal - Semelhança entre A Lenda de Beowulf e O Senhor dos Anéis
Eduardo Banks explica a semelhança entre o poema anglo-saxônico A Lenda de Beowulf e o clássico literário O Senhor dos Anéis, do mestre J.R.R. Tolkien
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O Hobbit - Crítica
Lá e de Volta Outra Vez
Agora sim um novo O Senhor dos Anéis digno de merecimento
Des de que a trilogia O Senhor dos Anéis encerrou em 2003 com O Retorno do Rei, não faltou palpites sobre qual adaptação ocuparia o espaço deixado pela Terra Média mitológica de Tolkien, onde uma certa As Crônicas de Nárnia ousou pisar, mas sem dúvida a merecedora de tal sucessão não podia deixar de ser a fonte, ainda pouco apresentada, da própria criação. Narrado numa leitura dinâmica e menos densa que O Senhor dos Anéis, O Hobbit é o romance que antecede a saga do anel adaptada para as telas por Peter Jackson em 2001, e que deixou fans novos e antigos carentes de novas aventuras. Restava saber se o universo tolkiano ainda tinha o que oferecer ao cinema, e a resposta é mais do que óbvia. Quem já leu ao menos um livro de O senhor dos Anéis sabe que a criatividade de Tolkien é uma fonte inesgotável e nem de longe todos seus elementos puderam ter seu encaixe merecido em três filmes, o que no caso de O Hobbit o problema foi justamente o inverso. Enquanto os três últimos filmes tiveram suas histórias mutiladas, modificadas e condensadas sem trazer prejuízo à saga, O Hobbit peca por esticar uma trama razoavelmente ligeira num filme de quase três horas, e que ainda vai além; em dezembro desse ano será lançado A Desolação de Smaug, e em 2014 o desfecho Lá e de Volta outra Vez.
A direção foi inicialmente cogitada para Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno), mas acabou ficando a cargo novamente de Peter Jackson para alegria dos fans puristas das últimas adaptações, e os dois assinam o roteiro em conjunto com Philippa Boyens. A ideia é repetir ou superar o sucesso da trilogia anterior, daí a necessidade de converter a história em três longos filmes reproduzindo-a da maneira mais fiel possível e o uso de novas tecnologias, onde a Weta Digital se mostra mais infalível que nunca, com uma projeção em 3D que seria conveniente já em A Sociedade do Anel (2001), embora essa mesma tecnologia tenha sido criticada por obrigar o filme a praticamente funcionar subordinado a ela, e uma filmagem atraente em 48 quadros por segundo, quando o normal seria 24. A ambientação do Condado é apresentada em riqueza de detalhes, a sequencia onde Bilbo corre pelos campos em busca de seus novos amigos é um prodígio à parte, assim como a recriação de Valfenda, nos devolvendo o gostinho dos filmes anteriores ainda mais acentuado, um presente para os fans. Nova Zelândia continua sendo o principal palco das filmagens. Assisti-lo numa tela Imax torna o filme uma experiência cinematográfica completa nos dias atuais, infelizmente ainda são poucos cinemas brasileiros que oferecem essa tecnologia, mas o Hobbit é um desses blockbusters que vieram para puxar fila. Além disso, tal como o romance que o originou, o longa tem uma linguagem mais popular e amena, para conquistar também o público infantil, procurando evitar alguns excessos cometidos em O senhor dos Anéis, como violência em demasia e tramas e sub-tramas complexas.

Personagens
Os fans da saga do anel se sentem respeitados logo no início, onde um Frodo (Elijah Wood) ainda inexperiente em aventuras interage com seu tio Bilbo Bolseiro (Iam Holm) enquanto este escreve em seu livro as suas primeiras aventuras há 60 anos atrás. Em seu primeiro encontro com Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen), o excêntrico mago convida o então mais moço hobbit a participar do que seria a maior aventura de sua vida, ajudar 13 anões a recuperar o reino de Erebor do domínio do dragão Smaug. Entre eles Gloin (Peter Hambleton), pai de Gimli, Balin (Ken Stott), filho do senhor de Mória e estimado primo de Gimli, e o valoroso guerreiro Thorin - Escudo de Carvalho, líder dos anões, todos eles encontrados mortos e arrancando lágrimas de Gimli nas profundezas de Mória em A Sociedade do Anel, e um dos grandes méritos do longa é exatamente a lembrança carinhosa da trilogia anterior. Acertando em cheio a produção trouxe de volta personagens queridos como Galadriel (Cate Blanchett), Saruman, o Branco (Christopher Lee) e Elrond (Hugo Weaving) para matar a saudade e sustentar a ligação entre as duas trilogias, personagens que entre outras coisas não são afetados pelo fator tempo. Bilbo, por sua vez, está muito bem representado em sua versão mais jovem por Martin Freeman (O Guia do Mochileiro das Galáxias), pacato e tradicional hobbit que acaba se metendo numa jornada que mudará sua vida para sempre, quase o tempo todo se perguntando se devia estar lá, desacreditado e sendo cobrado a superar seus limites, estreitando com competência o laço de identificação entre o personagem e o espectador de qualquer idade. Sem contar personagens que tiveram a chance de brilhar, como o mago atrapalhado Radagast, o Castanho (Sylvester McCoy), amante da natureza e que acaba sendo de importante serventia para os personagens principais. Mas depois de Gandalf, o personagem revivido que mais merece destaque é Gollum, reproduzido outra vez através de captura de movimento pelo britânico Andy Serkis. Personagem querido e de vital importância no universo de Tolkien, conquistou muitos fans ao longo dos últimos onze anos e teve a chance de brilhar novamente, terminando por roubar a atenção destinada ao ato final do filme. Em uma merecida participação aprimorada, um Sméagol ainda mais humanizado protagoniza uma divertida sequencia com Bilbo, com direito a um jogo de charada tal como descrito nos livros da maneira que faltava para explicar como Bilbo adquirira o anel, com o perdão em voltar atrás caso em A Sociedade tenha sido sugerido outra coisa.
Até quem não leu o livro pode confiar que a adaptação é bem fiel. A julgar pelo tempo da projeção que permite apresentações enfadonhas, como é o caso da chegada dos anões à casa de Bilbo, passando um bom tempo comendo, bebendo e fazendo a maior bagunça, embora a sequencia rendesse momentos cômicos. Apesar disso, o ritmo da aventura não é quebrado quando resolve começar, pelo contrário, a duração apenas permite que mais e mais elementos narrativos sejam encaixados. As canções dos personagens, tão comuns nos livros de Tolkien, puderam agora ser entoadas pelas vozes dos anões, e seguindo à risca essa tradição as produções se transformariam quase em filmes musicais. Porém, a quantidade de personagens principais não permitiu uma profundidade razoável para cada um deles, restando para Thorin - Escudo de Carvalho assumir a real representação dos anões. Às vezes esquecemos que eles estão em número tão grande, só lembrando que são treze quando Gandalf faz questão de contar todos eles após passarem por apuros. Como de praxe em filme de aventura que conduz uma comitiva tão volumosa, era de se esperar que um ou outro tivesse um destino trágico nem que fosse para dar uma dose a mais de realismo, contudo, até mesmo por se tratar de uma obra ''mais família" não há morte entre os mocinhos e todos escapam ilesos não importando a dimensão do perigo. Desse modo a comitiva dos anões, esquecendo um pouco de Bilbo e Gandalf, acabam tornando-se uma massa volumosa e sem personalidade, tal como a multidão de orcs que assemelham-se à formigas, esses sim podendo ter mortes horrendas, afinal, são ''feios e malvados", ainda que sem fazer muita sujeira. Mesmo assim é interessante ver como se deu início a rivalidade entre anões e elfos, tão pouco explicada na trilogia da década passada.

Dos momentos mais tensos merece destaque a luta entre os gigantes de montanha enquanto a comitiva atravessava uma delas, e mesmo com algumas perguntas no ar sabemos que muita coisa está por acontecer, e já podemos aguardar com satisfação só de imaginar que A Desolação deve fazer jus ao primeiro capítulo da saga, e se ainda lembrarmos que Smaug, o Sauron do momento, sequer mostrou o significado de sua existência. A nova trilogia não deixa motivos a reclamar, não para os fans dos tempos da saga do anel. Ainda podemos reviver o universo de Tolkien até enjoar. Não era isso que queríamos?
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segunda-feira, 11 de março de 2013
Músicas "inéditas" do Baba Cósmica
Não tenho problema em frisar que Baba Cósmica foi para mim uma das bandas mais significativas em meu tempo de adolescência. Ainda numa era Pós-Mamônica em 1996 tive contato com esse até então Mamonas Assassinas alternativo, que era muito mais pesado e que na verdade de Mamonas não tinha nada, endossando meu gosto recém adquirido por rock. E por dois longos anos, o que é consideravelmente muito para quem está na puberdade, Gororoba, álbum de estréia da banda, encabeçou minha lista de CDs preferidos e por todo tempo a banda, que já era bem sumida, foi mantendo a minha carência por reportagens numa época que a Internet era para poucos. Mas ia divulgando o grupo à minha maneira, e para cada amigo meu que eu apresentava o som se tornava o mais novo apreciador da banda. Em 1998 ganhamos um novo presente, o segundo CD intitulado O Que Você Quiser, naturalmente mais trabalhado e apresentando a novidade de que, com excessão do baterista quebra galho, todos os integrantes cantavam, numa genuína versão pesada de boy band. Mas o grupo não durou muito tempo, continuou nas trevas da mídia até enfim se desmanchar. Mesmo assim continuei curtindo os dois únicos CDs por um bom tempo. Muitos anos depois graças a Internet pude ter acesso numa ação saudosista de umas faixas gravadas ao vivo do evento Eletro Acústico de um ano remoto, e mais recentemente ainda o blog http://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/ me fez uma surpresa que equivaleria a um presente especial, o download das duas primeiras demos do grupo (!!!), é muito e eu pagaria com dinheiro. Além de ter acesso a clássicos de Gorroba que fez minha adolescência verdadeiramente feliz em versões garagem pré-concebidas, ainda conheci músicas que não foram para frente, que foram inéditas para mim, e olha que estava carente disso há tempos. Foi como ganhar um CD novo. Imagine a delícia em saber que o grupo que você aprendeu a curtir des de seus treze anos de idade, extinto pouco tempo depois, ainda ter material a ser descoberto quase vinte anos depois, comparo isso a descobrir episódios inéditos do Chaves no Brasil. Se os caras que fazem a manutenção do site soubessem o bem que fazem para pessoas como eu, saberiam que seu lugar no céu é garantindo. Para você que curte bandas antigas, é orfão de alguma ou é um arqueólogo saudosista como eu, não deixe de dar uma conferida em http://demo-tapes-brasil.blogspot.com.br/ Tomara que o site lhe faça tao feliz como me fez, a sensação é tão indescritivelmente agradável que, se o bom ditado proclama que devemos amar o próximo, desejo o mesmo para você, caro leitor. Vai lá.
Músicas antigas do Baba
Ao contrário do que foi decidido já no primeiro CD, não eram todos integrantes que cantavam. Em algumas músicas tive a impressão de que o baixista Felipe também cantava, como a primeira versão de Sábado de Sol, mas não tenho certeza, de qualquer forma se for, são bem poucas. O grupo lançou duas demos, a primeira em 1994 (se os caras já eram moleques no tempo dos Mamonas, imagina os pivetes que eram na época) e a outra de 95 com apenas cinco músicas, mas em versão com mais qualidade e que realmente viriam a fazer parte do primeiro CD, incluindo a então novidade Mato, com arte de capa mais trabalhada em traços que assemelhavam-se ao estilo da capa de Gororoba. As canções ''inéditas" são:
Gugu dadá: Que banda de playboy que nada. Quem pensa isso não conhece a real essência do Baba. Em seus primórdios eles eram bem mais pesados, mais punks, lembrando até mesmo Garotos Podres e Titãs.
A História de Madalena e Pedro Guerra:: Influência ao estilo Raimundos. Me faz pensar um pouquinho em That's What I Say, de O Que Você Quiser. Quem sabe foi fruto dessa.
Namoro Severo: Essa é para o Baba o que seria para o funk o Proibidão. Um dos versos da letra é ''se ela não der, você pode estuprar". Descartada, naturalmente. Mas quando se é adolescente, não se atenta ao que se fala. Perdoados.
Zero à Esquerda: Bem punkzinho essa, e bem humorada também. Gostei. Mas se o estúdio queria jovens engraçadinhos pagando de mauricinho, essa não colava.
Musiquinha de ninar: Música bacana, só que nada que chame atenção, mas valeu. Digo e repito, o som com a voz do guitarrista e vocalista oficial Pedro Knoedt nos dá a sensação de estarmos ouvindo um terceiro CD. E o Pedro, sem sombra de dúvida, era o melhor vocalista.
E você, também curte o Baba? Então baixa aí.
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sábado, 9 de março de 2013
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terça-feira, 5 de março de 2013
Aquário do Bob Esponja
Meu atual sonho de consumo aparentemente é algo bem simples, aliás, nem tão simples assim, um aquário do Bob Esponja com todos os personagens. Não um aquário qualquer com enfeite de um ou outro personagem, mas a reconstituição total da Fenda do Bikini, com o Siri Cascudo e tudo, e é claro que os bichinhos de estimação vão ser o Bob, o Patrick, o Lula Molusco, o Sr Siriguejo, o Gary, a Sandy e até o Plankton, e os peixinhos e os demais seres aquáticos que ali estiverem serão apenas os habitantes da Fenda do Bikini. Mas para isso precisa ser um aquário grande, retangular, para caber tudo que tem direito, como os ouriços, a casinha do Bob e uns eventuais veículos como enfeites. Se você compartilha esse sonho comigo dá uma olhada nas fotos abaixo e tenha uma sugestão de como montá-lo, mesmo que as peças sejam compradas cada qual separadamente.

Personagens: É claro que não me imagino tendo apenas um exemplar de cada personagem, fantasio com ao menos dois deles, em posições diferentes, para ir alternando sua localização e a pose, afinal, ninguém fica parado por muito tempo na mesma posição. E não serve aqueles bonecos que traumatizam, que parecem que estão derretendo. Para que sejam dignos de fazerem parte da composição de nosso lindo aquário os enfeites devem lembrar os que vem a seguir.
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