quinta-feira, 29 de novembro de 2012

True Story


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os Dragões da Vida Real



Engana-se aquele que pensa que dragões são seres mitológicos que só existem no mundo da ficção, um admirador de répteis como eu deve saber e valorizar isso. Ao contrário do Papai Noel, dragões existem sim, só não voam nem cospem fogo, e são naturalmente grandes, mas também nem tanto. É o chamado Dragão de Komodo, que como o nome bem diz vive na ilha de Komodo e adjacências, da Indonésia. Vendo as fotos percebemos o quanto o bicho é bonito, mas tal como a criatura da fantasia não é nem um pouco dócil, o que faz eu me contentar, um profundo interessado pelo grupo dos répteis, somente em tê-lo visto no zoológico, já que nunca teria coragem de me aproximar dessa espécime. Parentes próximos dos dinossauros, sendo que existiam bem antes do surgimento do homem na Terra, esse gigante lagarto só foi descoberto em 1912 por cientistas ocidentais. São rápidos e fortes como em sua retratação no universo ficcional do ocidente, ao contrário do ´´dragão serpentina`` oriental, símbolo de sorte e prosperidade. São atraídos por cheiro de corpo em estado de putrefação, podendo senti-los com seu olfato super aguçado em até 7 km de distância, se alimentam de carniça e estão no topo da cadeia alimentar das regiões onde vivem, pois não existe predador para essa criatura que chega a 3,5 metros de comprimento e atingem até 125 kg. Quando pegam suas presas costumam matá-las com a força brutal de suas garras ou mesmo come-las vivas, não sem antes cortá-las em pedacinhos, dando preferencia à língua e às entranhas, que lhes são as partes mais apetitosas. Embora não tenham asas não pense que são menos eficientes em sua versão real, pois são velozes o suficiente para alcançar um humano na corrida, e sim, também se alimentam de pessoas, e são bastante gulosos por sinal.


Mesmo que a princípio você consiga escapar de um ataque depois de levar uma única mordida (o que pode ser uma dor lancinante pior que mordida de Pit Bull), saiba que a saliva do animal causa uma baita duma infecção que matava anos atrás, hoje podendo ser curada graças ao avanço da medicina. Mas para isso precisa de socorro imediato, caso contrário a parte afetada pela infecção causada pelas bactérias da boca do lagarto começa a necrosar, e o cheiro atrai o bicho que o encontra onde estiver, já debilitado o suficiente para não conseguir escapar, e o faz em pedacinhos enquanto o devora, começando talvez pelas suas vísceras e sua língua. Não se baseie na imagem fofinha do Yoshi. Quero ver algum ser do universo da capa e espada montar ou treinar um desses. Eragon é para os fracos. E você, continua achando que ele parece uma lagartixa de parede?



Parabéns para você

Esse aí de cima é Krakatoa, hoje com 12 anos, comemorando seu oitavo aniversário no zoológico St. Augustine Alligator farm, da Flórida. Esse chapéuzinho do Bob Esponja ficou uma graça. E esse bolo de carne com cobertura de ratinho então... Sopra as velinhas, bebê.

Estrela de cinema


Esse aí é Raja, dragãozinho que participou de 007 - Operação Skyfall, que vive num zoológico de Londres, devorando uma abóbora de Halloween. Apesar da fama esses bichinhos podem ser flagrados em momentos bem fofos como esses.


sábado, 24 de novembro de 2012

Ted Um Ursinho da pesada


Texto saído na Revista Mais Mulher de novembro/ 2012



















A estréia de Seth MacFarlane na direção de longas de cinema provou ser o que todo mundo já esperava, o animador sabe fazer um bom humor em qualquer mídia. Com uma premissa muito bem escolhida para que seu primeiro longa emplacasse, Ted é um ursinho de pelúcia companheiro e falante que cresceu junto com seu dono, e, porque não, adquiriu personalidade própria, humor ácido, maus hábitos (a função de todo bicho de pelúcia é a companhia, não a educação) e mau humor. Quem é acostumado com o universo bizarro onde se ambientam as séries animadas do criador, como Uma Família da Pesada, American Dad e The Cleveland Show, sabe que é comum a idealização de MacFarlene por seres falantes inusitados, como o ET Roger e o peixinho dourado Klaus de American Dad, e o cachorro Brian e o bebê superdotado Stewie de Uma Família da Peasada (no original, Family Guy), e o mais curioso, a verossimilhança em que os personagens são retratados nas histórias, como se interagir com um cachorro falante de comportamento humanóide fosse como interagir com uma pessoa do sexo oposto, por exemplo. O que tornam esses personagens diferentes do urso do filme é que nele o autor até que explica a razão da verossimilhança, numa solução simplificada e clichê, mas bem que ficou bonitinho; o solitário garoto John (Mark Wahlberg, o Vencedor) cansado de ser rejeitado por todas as crianças do seu bairro, ganha um urso de pelúcia na noite de natal e fica contente com o brinquedo que até dizia uma frase quando apertado. Desejou que o brinquedo falasse com ele de verdade no instante em que uma estrela cadente atravessava os céus, e num típico momento de milagre natalino o pedido é atendido. Ted e John (mais alguém ligou o nome do protagonista ao ´´dono`` do Garfield?) tornam-se melhores amigos e apesar do susto inicial dos pais do garoto, passaram a aceitar sua existência no mundo real, até mesmo para o bem do garoto. O urso (que ganhou a voz do próprio Seth MacFarlene e foi concebido através de truques de captura de movimento) vira uma espécie de celebridade, mas foi caindo no esquecimento com o passar do tempo, embora as pessoas continuassem acostumadas a vê-lo como uma pessoa normal. Hilária a narração de Patrick Stewart nos lembrando que o processo de esquecimento faz parte da vida de qualquer celebridade, incluindo aí umas alfinetadas em alguns famosos.

Comédia romântica

Está certo que Seth MacFarlane é Seth MacFarlane, seu humor negro e bizarro vai marcar suas obras para sempre, assim como as citações desfavoráveis às celebridades americanas, piadas politicamente incorretas, momentos grotescos e escatológicos, além de comentários de mau gosto que compõem a linha tênue que separa o aceitável da agressão aos bons costumes. Porém a trama gira em torno da relação amorosa de John e Lori (Mila Kunis, Amizade Colorida), um namoro que após completar quatro anos faz John pensar qual seria o passo mais importante a ser tomado com a relação. Lori, por sua vez, já sabe qual; pedir para Ted sair de sua casa. É aí então que o rapaz se vê num dilema, casar com a mulher que ama ou ficar para sempre com seu melhor e único amigo de infância, que além de tudo ainda o ajuda a combater a fobia de trovoadas.
O longa é bastante criticado principalmente em relação à censura, mas quem conhece as animações citadas sabe que Seth MacFarlane foi bastante mutilado por Hollywood. Nos seriados ele era bem mais radical. É um filme adulto, ninguém discute, mas eu diria até que ele tem um apego popular, funciona para diferentes camadas de público. Transita pelo infantil fofinho que todos nós vimos (ou ainda vemos), pela típica comédia besteirol americana e pela comédia romântica açucarada. Aliás, no fim o que sustenta é o recheio da comédia romântica de bom costume e das mensagens de filmes de companheirismo masculino, além da vazão à nossa criança interior e a lição que fica para a resistência dos adultos em se manterem sempre jovens por dentro. É mais que uma comédia, e talvez a maior preocupação de certos deputados seja serem lembrados que o perfeito não existe.



Seth MacFarlane é Seth MacFarlane

Lori exige que Ted passe a morar em outra casa não por menos, o urso é um péssimo exemplo para John. O rapaz cresceu imaturo, sem um direcionamento de vida, e embora trabalhe é extremamente irresponsável, prefere ficar em casa vendo TV, bebendo, usando drogas ilícitas e falando besteira com seu ursinho companheiro, em um total estado de conformismo, recusando-se a aceitar que outras coisas podem ser mais importantes. Com certeza em algumas nuances muitos homens se identificam com John, o que torna o filme, apesar de ser uma comédia romântica, muito mais atraente para o público masculino, bastando lembrar o gênero de companheirismo masculino no qual este ganha corpo. Mas apesar de nos apresentar um John sem perspectivas, constantemente lembrado de que precisa melhorar, Ted sem dúvida é o protagonista. Facilmente reconhecido pelo DNA de seu autor, é o ursinho de pelúcia junkie e mulherengo que conduz o fio narrativo e faz o filme acontecer. Isto se mostra desde que ele deixa de ser simplesmente um pertence de John para ter uma vida independente, trabalhando e vivendo sozinho num apartamento. Mas a amizade de Ted e John não diminui e os dois promovem juntos farras e curtições, mesmo que isso prejudique o emprego e o namoro de John. Como de praxe em seus seriados, Seth MacFarlane não poupa referências à cultura pop, tampouco dos anos 80, período em que John e Ted passaram a infância, citando como exemplo ET, o Extraterrestre, Alf, o Eteimoso, Ted Ruxpin, um dos muitos xarás do urso, e a mais substancial do longa, o seriado e o filme do Flash Gordon, trazendo o ator Sam J. Jony para uma participação. Até Peter Griffin é citado por Ted (Mila Kunis inclusive é dubladora de Meg, filha do casal Griffin de Uma Família da Pesada). O urso também critica a Hasbro, empresa de brinquedos, por não ter sido fabricado exatamente como desejava.
O longa também tem momentos de aventura, vilões bizarros e até momentos tristes. Mas o final e as mensagens que ficam não devem nada para os filmes da Disney. Quando o filme acaba ficamos com duas certezas, a de que Seth MacFarlane é o novo Matt Groening, e Ted foi o melhor presente de natal que uma criança podia ganhar.

Leia também:

Resident Evil Retribuição

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Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge

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A Era do Gelo IV

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Os Vingadores

Jogos Vorazes

Gigantes de Aço – Um animê filmado


Conam, o Bárbaro - O cimério revive no cinema após um hiato de 27 anos


Capitão América, O Primeiro Vingador

As Relíquias da Morte - Parte 2: O fim de uma era


Se beber, não case! - Parte II


A Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles



sábado, 3 de novembro de 2012

True Story


Gaga Bandida

Gaga Bandida é uma cantora fake que tem uma vida e uma carreira virtual na Internet, ou, como ela mesma se define em seu blog pessoal,  ´´cantora, atriz, compositora e barraqueira virtual``. O nome, obviamente, provém do alter ego da cantora novaiorquina Stefani Germanotta. Não chega a ser uma Web Celebrity, mas é uma criação até original por lançar musiquinhas cantadas pela mulher tradutora do Google em composições disrítmicas  mas que ficam muito engraçadas. A princípio criado por uma menina de uns 15 anos e para falar mal do grupo RBR (versão brasileira de RBD), a moça parece ter gostado da brincadeira e lançou uns três álbuns imaginários, criando inclusive uma vida fictícia para a personagem, como entrevistas, ensaios para a Playboy, essa coisa toda. Confira a imagem que a mina criou para a personagem e confirme o quanto brincar de Second Life pode estimular a criatividade dos adolescentes.

E agora uma musiquinha ´´composta`` pela moça.



A base até que não é ruim  afinal ouvimos esse ´´batidão`` em muitas composições, e sinceramente acho que ela é a primeira a compor musiquinhas com o uso do Google Translate. Pelo menos ela deve escrever a letra, e isso é menos mal. Se continuar assim quem sabe ela não se torne uma funkeira de sucesso? Já é meio caminho andado. Do jeito que os adolescentes são criativos e cheios de fantasia, é provável que tenha marmanjo tocando uma bronha para a loura Gaga Bandidaça do rap /funk. Ops, da música pop/eletrônica, hahaha.


Halloween Unifev 2012


Festa de Dia Das Bruxas do curso de letras do Centro Universitário de Votuporanga (Unifev), ocorrida na quarta feira passada (dia 31 de outubro).
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