terça-feira, 15 de outubro de 2013

Percy Jackson e o Mar de Monstros - Crítica

Texto disponibilizado na Revista Mais Mulher de Votuporanga - SP


Desde o lançamento de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (2010, Chris Columbus) no cinema, a série dos jovens guerreiros do Olimpo foi logo apontada por público e crítica como a sucessora de Harry Potter, porém, ao contrário da adaptação dos livros de J. K. Rowling, Percy e seus amigos não tiveram o resultado almejado, e grande parcela das bilheterias se deu fora de seu território nacional. Mesmo assim, seus livros continuam fazendo sucesso entre o público jovem e mereciam uma nova chance de transpor seus personagens para as telas, sem deixar de lado a primeira vez. Mesmo para aqueles que não leram um livro sequer de Percy Jackson e os Olimpianos, não é difícil saber que se trata de uma adaptação livre da mitologia grega pela imaginação do escritor Rick Riordan. Nesta segunda aventura Percy, embora mais calejado, tem sua autoestima diminuída em relação à sua importância entre seus amigos e o acampamento Meio - Sangue, se sente rejeitado por seu pai Poseidon (ou Netuno, se preferir), começa uma rivalidade com sua colega Clarisse (Leven Rambin, Jogos Vorazes), filha de Ares, o deus da guerra, que não cansa de provocá-lo e para piorar descobre que tem um meio irmão também filho de Poseidon, que aparentemente recebe mais atenção do pai, e o que é pior, é um ciclope, raça de inimigos que tentaram invadir o acampamento anos atrás ocasionando a morte de Thalia, filha de Zeus, que a transformou em uma árvore criando assim uma barreira de proteção para o acampamento. Sua nova jornada começa quando Dionysus (Stanley Tucci, Jogos Vorazes, Jack, o Caçador de Gigantes), diretor do acampamento, organiza uma busca pelo Velocino de Ouro, um manto místico, para reviver Thalia quando a barreira criada por Zeus ao redor do acampamento começa a se enfraquecer. Para pôr à prova toda sua habilidade de Meio-Deus, Percy se reúne mais uma vez com seus amigos Grover (Brandon T. Jackson) e Annabeth (Alexandra Daddario), mas agora com a ajuda de Tyson, seu meio irmão ciclope atrapalhado vítima de preconceito, sobretudo por Annabeth, que tem a chance de provar que nem todo ciclope é malvado. Como o titulo sugere, a aventura ganha substância em territórios marítimos, em batalhas contra criaturas gigantes e seres abissais, mais necessariamente no Triângulo das Bermudas, território arrepiante por natureza se formos lembrar de toda historinha envolvendo o lugar, apesar disso, em se tratando de água, Percy e seu meio irmão não poderiam ficar mais à vontade.















O Olimpo Nunca Esteve Tão Jovem

Se no filme anterior as estrelas eram apenas Percy, Annabeth e Grover, neste temos um autêntico desfile de rostinhos jovens e bonitos, incluindo até mesmo o vilão da vez, Luke Castellan (Jake Abel), filho de Hermes, interpretado por Nathan Fillion, que faz uma caracterização divertida como um deus que também pode ter um filho problemático. As situações do filme o fazem confundi-lo o tempo todo com os do Harry Potter, tal qual uma receita de bolo para filmes jovens de fantasia atuais, com direito a criaturas místicas que fazem toda diferença, seja carismáticos zumbis marinheiros, fofinhas como o ser marítimo Hippocampus ou monstros horrendos como Cronos e ciclopes gigantes. Como não podia ser diferente, o diretor Thor Freudenthal (O Diário de Um Banana) soube conduzir a desfechos como superação de diferenças pessoais, sentido da amizade e importância de trabalhos em equipe. O filme em si é bom até para quem já não tem a idade do público alvo, claro que desde que saiba o que esperar. Só no Brasil ficou na liderança de filmes mais vistos arrecadando milhões nas primeiras três semanas, mas lembrando que isso nunca significou qualidade. Nos EUA, teve bilheteria mediana. Será que os jovens olimpianos merecem uma outra chance no cinema? De qualquer forma, a certeza que fica é que está longe da franquia ser um novo Harry Potter.

Leia também

Círculo de Fogo


Saga Velozes e Furiosos


Somos Tão Jovens

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2013/07/somos-tao-jovens-critica.html

Homem de Ferro III - Robert Downey Jr se despede do herói metálico

http://orgulho-nerd.blogspot.com.br/2013/06/homem-de-ferro-iii-critica.html


G. I Joe - Retaliação: Uma Sequência com cara de reboot
Oz - Mágico e Poderoso

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2


Ted, um Ursinho da Pesada

Resident Evil Retribuição

Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge



A Era do Gelo IV

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2012/09/a-era-do-gelo-iv-critica.html



Os Vingadores

Jogos Vorazes

Gigantes de Aço – Um animê filmado


Conam, o Bárbaro - O cimério revive no cinema após um hiato de 27 anos


Capitão América, O Primeiro Vingador

As Relíquias da Morte - Parte 2: O fim de uma era


Se beber, não case! - Parte II


A Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles


As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada

http://orgulho-nerd.blogspot.com/2011/02/cronicas-de-narnia-viagem-do-peregrino.htm






quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Círculo de Fogo - Crítica

Texto saído na Revista Mais Mulher de setembro/ 2013

Os Monstros de Guillermo del Toro




















Guillermo del Toro sem dúvida é uma escolha acertada para a direção de Círculo de Fogo, embora alguns torcessem o nariz por não conseguirem o imaginar dirigindo uma aventura sci-fi nos moldes de Transformers, que tirando o visual tem muito pouco em comum. Acontece que o cineasta mexicano é fan confesso de monstros, devemos lembrar de clássicos como Hellboy, O Labirinto do Fauno e Mutação, sem esquecer também que a arte em seus filmes é um primor. Cotado para dirigir O Hobbit, que coescreveu, e a adaptação do livro Nas Montanhas da Loucura, projeto abandonado devido ao lançamento de Prometheus nos cinemas, que também se baseava na obra, só agora Del Toro assume a cadeira de direção depois de Hellboy II – O Exército Dourado (2008). Enquanto isso acumulava funções de roteirista, produtor e consultor em outras produções. Enfim, Círculo de Fogo é o filme pelo qual Del Toro sempre sonhou. Sua infância nos anos 60 foi marcada pela ascensão de produções japonesas que conquistavam o mundo afora, de monstros como Godzila a heróis prateados que se tornavam gigantes, como a família Ultra. O gênero Tokusatsu como é conhecido tais séries (do japonês Tokushu Kouka Satsuei, que significa ´´filme de efeitos especiais``) perdura até hoje e foi um dos principais fatores influencia de sua carreira artística. Círculo de Fogo (no original Pacific Rim, uma região do norte do Oceano Pacífico conhecida por frequentes terremotos a alta atividade vulcânica) conta a história de criaturas gigantes de outra dimensão que atravessam uma fenda do oceano para nosso planeta, os chamados Kaijus, como são conhecidos monstros gigantes no Japão, ameaçando a humanidade e devastando tudo que veem pela frente. De onde vieram e quais são seus objetivos é um mistério, mas pouco importa, já que a premissa do filme é divertir todas as faixas de público em pouco mais de duas horas de ação e efeitos especiais, além de homenagear os clássicos filmes e seriados japoneses que fizeram parte da infância de muita gente. Porém, o roteiro sem profundidade pode incomodar o espectador mais radical. Charlie Hummam interpreta Raleigh Becket, um dos pilotos de Jaegers, robôs colossais usados como arma de combate contra os Kaijus, desenvolvidos pelo governo mundial. Seu sistema de controle depende da interação direta dos movimentos de seus pilotos, uma só pessoa não pode suportar toda carga neural causada pela conexão com o Jaeger, por isso duas pessoas, cada uma representando o equivalente a um lado do cérebro, o controla simultaneamente, e quanto maior a capacidade de sincronização dos movimentos da dupla, melhor sua eficiência em combate. Com a morte de seu irmão em uma batalha, o insubordinado Becket passa anos afastado, Jaegers são destruídos, e enfim ele é convocado novamente pelo Comandante Stacker (Idris Elba, Prometheus) a pilotar um dos poucos Jaegers que restaram. Em seu novo refúgio conhece novos companheiros de combate, entre eles personagens que estão ali apenas para dar tempero à história, oferecendo rivalidade infantil e apresentando crises existenciais e familiares, um dos mais interessantes é o Dr Newton Geiszler, interpretado por Charlie Day, que faz uma dupla de cientista com Gottlieb (Burn Gorman), responsável pelo alívio cômico. Numa divergência com seu colega, Geiszler tem uma ideia absurda que faz com que Stacker, sabendo que não teria nada a perder, o mande para o mercado negro em busca de pedaços de cérebro de Kaijus para conclusão de suas experiências. Conhece assim o traficante de carcaças com o sugestivo nome de Hannibal Chaw (Ron Perlman, o Hellboy). Perlman faz uma brilhante participação e seu personagem rende momentos divertidos. Mako Mori (Rinko Kikuchi, Babel) é uma treinadora que acaba se tornando a copiloto de Becket, a terceira personagem importante do longa. Em meio a inegável rivalidade com pilotos e Jaegers de outras nacionalidades, era indispensável a participação de alguém de olhinhos puxados na equipe dos heróis, a mesma pessoa que, num momento em que as coisas não estavam bem, apresentou uma solução familiar a quem já assistiu muitos combates como aqueles; os Jaegers tem espada. Como Becket, Mako tem um passado atormentado, e pior ainda, de quando era uma menina indefesa. Juntos, Becket e Mako devem superar seus traumas e medos para seus cérebros ficarem livres para sincronizarem seus ataques com precisão no combate aos terríveis Kaijus, contando no momento certo com o sentimento de amizade e heroísmo de Stacker, a tanto adormecido.

A Produção


Como dito desde o princípio, a intenção de Guillermo del Toro não era fazer uma refilmagem de um clássico, nem fazer paródia, e nem mesmo uma homenagem, e sim uma releitura de uma mitologia que o acompanhou por anos e anos. De fato, tirando a premissa original, Círculo de Fogo é um blockbuster americano como qualquer outro, particularmente senti falta de outros elementos que lembrassem a cultura nipônica e de uma trilha sonora envolvente, daquelas que grudam no ouvido e trazem a lembrança do filme para sempre. No geral, é um filme muito bem produzido, seus efeitos especiais são perfeitos, os Jaegers e os Kaijus se movimentam de acordo com sua estatura dando impressão de realidade, e para adequá-lo a todas as classificações, não há pessoas sendo esmagadas ou destroçadas (com duas exceções, sendo que uma delas nem é tão nítida). Os efeitos em 3D, exigência do estúdio, contrariou o que Del Toro tinha em vista para seu lançamento, e não é para menos. Numa estratégia caça níquel quiseram fazer pensar que o uso do efeito tridimensional deixaria tudo mais encantador, esquecendo que o filme por si só já tem um espetáculo visual a oferecer. Estamos falando de um filme de Del Toro, onde com a direção de arte, cenografia e maquiagem se faz milagres.










Leia também

Saga Velozes e Furiosos


Somos Tão Jovens

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2013/07/somos-tao-jovens-critica.html

Homem de Ferro III - Robert Downey Jr se despede do herói metálico

http://orgulho-nerd.blogspot.com.br/2013/06/homem-de-ferro-iii-critica.html

G. I Joe - Retaliação: Uma Sequência com cara de reboot
Oz - Mágico e Poderoso

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2


Ted, um Ursinho da Pesada

Resident Evil Retribuição

Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge



A Era do Gelo IV

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2012/09/a-era-do-gelo-iv-critica.html



Os Vingadores

Jogos Vorazes

Gigantes de Aço – Um animê filmado


Conam, o Bárbaro - O cimério revive no cinema após um hiato de 27 anos


Capitão América, O Primeiro Vingador

As Relíquias da Morte - Parte 2: O fim de uma era


Se beber, não case! - Parte II


A Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles


As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada

http://orgulho-nerd.blogspot.com/2011/02/cronicas-de-narnia-viagem-do-peregrino.htm


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Zumbis do Espaço: Rock Horror Show


Para celebrar esta sexta feira 13 nada melhor que um post sobre este que é considerado o grupo de horror punk nacional de melhor qualidade, Zumbis do Espaço (não confundir com Zumbi do Mato), a trilha sonora perfeita para Halloween, dia 24 de agosto, dia dos mortos, para um Sabbath demoníaco e quem sabe até para um eventual apocalipse zumbi, um grupo temático cujas letras são inspiradas em filmes de terror, contos macabros e elementos de lendas urbanas e ficção científica. Mito de monstros e criaturas do expressionismo não poderiam ser mais justiçado no mundo da música. Formada em 1996, hoje a banda paulista conta com a formação de Tor no vocal, Machado na guitarra, Gargoyle no baixo e Zumbilly na bateria, e faz um som mesclando o que há de melhor do rock com 9 discos no currículo, a qualidade musical é incrível, eu mesmo sou fan declarado. Podemos inclusive dizer que o gênero horror rock/ horror punk foi lançado por essa criativa banda, que não fosse pelas letras cairia fácil no mainstream, honrando o cenário do rock brasileiro atual que merece mesmo uma boa reciclagem. Mas Zumbis está acima disso, faz toda a diferença a começar pelas peculiares letras que apresentam um humor negro corajoso e despretensioso beeeem distante dos pretensos rockers de hoje, e o que também admiro, todas em português.


Remontam ao verdadeiro espírito do rock, é visceral, é sujo, é escrachado e acima de tudo divertido, aprimorando o estilo sem perder o peso do primeiro ao último CD. São eles: A Invasão (1997), Abominável Mundo Monstro (2000), Horror Rock Deluxe (2001), O Mal Nunca Morre (2001, ao vivo), Aberrações Que Somos (2002), Somente Esta Noite: Aberrações ao Vivo (2003, como o nome já diz, ao vivo), Aqui Começa o Inferno (2005) e Destructus Maximus (2009), entre seus hits pérolas como Nos Braços da Vampira, Enquanto eu Defecar, Morra Morra, Mortos-Vivos do Além, Prostíbulo do Inferno II, Caminhando e Matando, Satan Chegou, O Vale das Almas Penadas, O Mal Nunca Morre, Eu Me Tornei Um Mutante, Casa dos Horrores e a sugestiva regravação de Pet Cemetery dos Ramones, inclusive o grupo andou tocando com Marky Ramone e seu grupo, The Intruders, em turnês pelo Brasil afora, e outros grandes clássicos, mas claro que com a praga do politicamente incorreto de hoje em dia não seria permitido que algumas letras passassem impunes, relegando assim o grupo às esferas do ´´rock sujo e underground``.  É claro que grupos do gênero, considerados pequenos aqui, conquistam notoriedade em outros continentes, especialmente na Europa. Mesmo assim, Zumbis do Espaço carrega consigo um diferencial que o torna especial entre tantos outros grupos insossos da mesma esfera. Aconselho que procure conhece-lo sem medo e verá que o som é bem divertido. Só um detalhe a nível de curiosidade, quando sofri um atropelamento que quase me ceifou a vida em 2006 eu levava o CD Abominável Mundo Monstro no discman na pasta, teria esse grupo amaldiçoado me dado azar? (!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

A Marca dos Três Noves Invertidos Luxúria no Coração


Sua Última Oração

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Saga Velozes e Furiosos

Texto publicado na revista Mais Mulher de Votuporanga - SP





Já considerada uma extensa franquia cinematográfica, Velozes e Furiosos anuncia um próximo filme que ainda consegue empolgar.

Quando o primeiro Velozes e Furiosos estreava em 2001 a Universal não imaginava que fosse lançar tantas sequencias. A premissa não tinha nada de especial e é livremente inspirada em filmes mais antigos, o que atingiu o público em cheio, especialmente o jovem masculino, é seu elemento principal, as corridas urbanas entre as super-máquinas sonho de consumo de muita gente, transformando marginalizados praticantes de racha em heróis de filme de ação, por mais controverso que fossem seus atos heroicos. Mas, como a cine-série está longe de querer influenciar a audiência, acho que não podemos reclamar. Velozes e Furiosos é o que podemos chamar de uma versão madura de Hot Wheels, não faltam elementos que o público masculino goste, e o que é melhor, os personagens amadurecem com o espectador. A rapaziada que curtia disputas ilegais e transformava seus veículos auto-motores em verdadeiros ´´cyborgs`` da estrada são conscientizados em filmes do gênero que o que ali assistem não são peripécias de ´´ases do volante`` e sim cenas meramente fantasiosas, até porque algumas daquelas manobras são tecnicamente impossíveis. Não que isso adiante alguma coisa, ao menos os filmes em questão eximem sua responsabilidade.
Velozes e Furiosos chega a seu sexto filme e ainda não é dessa vez que a série termina. Muita coisa aconteceu desde o primeiro filme, mas nem todos são familiares para os admiradores, provavelmente começaram a enxergar mais que carros turbinados e coloridos passarem voando a partir do quarto. Faremos um apanhado geral da relevância de cada um e sua contribuição para a admiração conquistada.

Velozes e Furiosos, 2001 (Rob Cohen).
Primeiro filme da série, começou nos apresentando o cenário marginalizado das corridas ilegais das ruas de Los Angeles. Paul Walker estreava como o jovem policial infiltrado Brian O´Conner, até então com cara de galãzinho de novela adolescente, disputando o posto de protagonista com Vin Diesel que faz o marrento, porém gente boa, Dominic Toretto, figura mais respeitada da região e líder de uma ´´equipe`` de corredores que praticam assalto aos caminhoneiros na estrada. Brian se afeiçoa ao bando e acaba deixando Toretto fugir, que só viria a aparecer novamente em participação significativa no quarto filme, quando já teria se passado cinco anos.

+ Velozes + Furiosos, 2003 (John Singleton).
Com novo diretor (Rob Cohen e Vin Diesel estavam trabalhando em Triplo X) essa primeira sequencia foi bastante criticada por imprensa e público, inclusive indicada para o Troféu Framboesa de Ouro de pior sequencia do ano. Do elenco original só Paul Walker retornou com seu personagem. As corridas e os veículos velozes continuaram sendo o principal atrativo, mas dessa vez, ao invés de uma equipe pé-de-chinelo de corredores de rua, Brian precisa desbaratinar os esquemas milionários do mafioso Carter Verone (Cole Hauser) em Miami, contando com ajuda de seu amigo de infância Roman Pearce (Tyrese) com quem passou a ter uma relação estremecida, personagem rejeitado por ser considerado chato demais, só aceito por retornar à franquia anos mais tarde conquistando sua apatia, e da também agente secreta Mônica Fuentes (Eva Mendes).

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, 2006 (Justin Lin).
Quando as coisas pareciam esfriar os estúdios acharam que o universo das corridas das máquinas ´´tunadas`` podia render mais alguma coisa, e assim essa pérola foi lançada, se distanciando do primeiro filme ainda mais que o segundo, mas definindo o diretor que salvaria a franquia de uma vez. O filme conta com novo protagonista, o adolescente Sean Boswell (Lucas Black) que depois de se envolver em muita encrenca com pegas é mandado para o Japão viver com o pai, que desde já o adverte a ficar longe de carros; não dá certo. O jovem logo faz amizade com um imigrante americano e muambeiro que o apresenta aos corredores ilegais de Tóquio, entre eles Han (Sung Kang), que se tornaria personagem fixo da franquia. O rapaz descobre o drift, estilo japonês de corrida, e se envolve com a namorada do sobrinho de um dos mais perigosos figurões do crime local, vivido por Sonny Chiba, fundador da organização Japan Action Club, que visa o desenvolvimento de técnicas de luta a serem utilizadas nos filmes de ação, tendo inclusive atuado em filmes como Kill Bill. Na verdade Desafio em Tóquio cronologicamente vem depois dos eventos ocorridos no sexto filme. O que acontece é que os produtores fizeram uma coisa muito diferente e decidiram amarrar de alguma forma aos filmes que contam com a participação do elenco original. Embora esteja implícito que essa decisão foi tomada bem depois ao vermos Han em atitudes juvenis, como bancando o valentão ou temendo a fama de D. K (Brian Lee), atitudes que quem passou pelos apuros do final do sexto filme jamais teria. Han estava mais para o Dominic Toretto do primeiro filme. Não podemos esquecer que Toretto aparece no finalzinho nem que fosse para dizer que o filme contou com a participação de um personagem importante.

Velozes e Furiosos IV, 2009 (Justin Lin).
Foi a partir deste que a franquia começou a se estabelecer. Depois de cinco anos como fugitivo, Toretto continua sua vida de crimes em quatro rodas com seus parceiros, entre eles Han e sua namorada desde o primeiro filme, Letty (Michelle Rodriguez). Achando que as coisas podiam se complicar para pessoas próximas, Toretto decide se afastar, vivendo isoladamente na Cidade do Panamá. Ao ser informado por sua irmã Mia (Jordana Brewster) que Letty foi assassinada retorna para Los Angeles, ficando sabendo que a substância responsável pela explosão que resultou em sua morte era o Nitrometano. Em sua busca pelos responsáveis acaba dando de cara com Brian, que procurava um informante que lhe daria o nome de um traficante procurado, Arturo Braga (John Ortiz). Brian convence Toretto a participar da operação em trocar de ter seu nome limpo, e ambos conhecem uma importante aliada que mais tarde faria parte da equipe composta pelos mais importantes personagens da série, Gisele Harabo, interpretada pela israelense Gal Gadot. Brian e Toretto vão parar no México, e quando Brian está preste a ser assassinado da mesma maneira que Letty, Toretto o salva e recusa-se a levar a mesma vida de fugitivo de antes. É condenado a 25 anos de prisão e Brian e Mia partem ao encalço do comboio que transporta os prisioneiros, clímax que origina o início do filme seguinte.

Velozes e Furiosos V: Operação Rio, 2011 (Justin Lin).
Para ler a crítica clique aqui. Dessa vez no Rio de Janeiro, onde nossos heróis vão parar após salvarem Dom da cadeia. Numa favela carioca, Brian e Mia visitam Vincent (Matt Schulze), amigo de infância de Toretto que nunca foi com a cara de Brian. Vincent propõe um plano de roubo de carros que dá errado, fazendo-os serem acusados da morte de uns agentes. A equipe conhece Hernan Reyes, chefe do crime no Rio, interpretado pelo ator português Joaquim de Almeida, que está de olho num chip escondido em um dos carros, contendo informações valiosas sobre a segurança de 100 milhões. Com Mia grávida, Brian e Toretto decidem parar de fugir e botar a mão no dinheiro de Reyes para levar uma vida melhor dali em diante por mais que a operação fosse difícil, jurando ser a última vez que se metem em negócios enrascados. Para isso escalam antigos colegas que teriam participações importantes para o andamento do plano, são eles os latinos Tego (Tego Calderón) e Rico (Don Omar), Tej Parker (Ludacris), Han, Gisele Harabo e Roman Pearce. Luke Hobbs, um agente do Serviço de Segurança Diplomática vivido por Dwayne Johnson quer de todo jeito botar a mão na recém-formada equipe, sobretudo em Brian e Dom, mas fica ao lado deles quando o salvam de uma emboscada dos capangas de Reyes, que resultou na morte de sua equipe e de Vincent, ao menos até botar as mãos no pescoço de Reyes. Dom descobre na colega de Hobbs, a policial Elena Neves (interpretada pela espanhola Elsa Pataky) seu novo interesse amoroso. No final Brian e Toretto fazem sua tão aguardada disputa em seus veículos, deixando um gancho para o próximo filme. Personagem do segundo filme, Monica Fuentes faz uma pequena participação numa cena pós-crédito, comunicando a Hobbs que Letty não está morta e participa de crimes com outro bando. 



Velozes e Furiosos VI, 2013 (Justin Lin).
É lógico que os produtores não iam deixar a peteca cair. Não chega a ser necessariamente melhor que o anterior, mas mantêm corridas alucinantes, ação e moças bonitas. É interessante pensar que assim como amadurecer com o público antigo, os personagens passam a utilizar a habilidade conquistada nas pistas para causas importantes, como o desmantelamento da organização de pilotos mercenários comandados por Owen Shaw (Luke Evans) espalhados pelo mundo, sendo um deles a ex-namorada de Toretto tida como morta, que agora, desmemoriada, não reconhece mais os antigos amigos e age em prol da organização de Shaw, os ´´clones malignos`` do elenco principal. O lado feminino ganhou mais substância com a participação da modelo Clara Paget como Vegh, uma especialista em armas, e da lutadora de MMA Gina Carano que faz uma agente especial, por incrível que pareça não devendo em nada para Toretto e Hobbs no quesito testosterona e força física, mas também sem perder a sensualidade, travando com a personagem de Michelle Rodriguez um dos melhores combates do longa. Todos os mocinhos dos filmes anteriores são reunidos em Londres e algumas participações tiveram mais chance de se sobressair, como é o caso de Roman Pierce, que consegue cumprir o papel de verdadeiro adorável cafajeste, reunindo ele e Tej é diversão na certa. Hobbs, se antes era uma persona non grata, dessa vez conseguiu se redimir tornando-se mais humano e caricato. Claro que devido a tantas sequencias explosivas e personagens, cabeças tiveram que rolar, Brian agora é um homem de família e se torna vulnerável, mas a essa altura já não faz mais tanta falta, passando um bom pedaço afastado em Los Angeles. A equipe sofre baixas e Elsa Pataky faz uma participação ínfima com o retorno de sua personagem. Mesmo assim o sexto velozes e Furiosos é exatamente como se pode esperar. O objetivo agora é agregar diversos tipos de público, do jovem a toda família, por isso, mais que nunca, a franquia é preocupada em agradar, baseando-se nos moldes atuais dos filmes de ação. Se cuida, Missão impossível!



Leia também

Somos Tão Jovens

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2013/07/somos-tao-jovens-critica.html

Homem de Ferro III - Robert Downey Jr se despede do herói metálico

http://orgulho-nerd.blogspot.com.br/2013/06/homem-de-ferro-iii-critica.html

G. I Joe - Retaliação: Uma Sequência com cara de reboot
Oz - Mágico e Poderoso

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2


Ted, um Ursinho da Pesada

Resident Evil Retribuição

Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge



A Era do Gelo IV

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2012/09/a-era-do-gelo-iv-critica.html



Os Vingadores

Jogos Vorazes

Gigantes de Aço – Um animê filmado


Conam, o Bárbaro - O cimério revive no cinema após um hiato de 27 anos


Capitão América, O Primeiro Vingador

As Relíquias da Morte - Parte 2: O fim de uma era


Se beber, não case! - Parte II


A Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles


As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
http://orgulho-nerd.blogspot.com/2011/02/cronicas-de-narnia-viagem-do-peregrino.htm


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...