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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Almanaque Heróis do Anime nº 01


Foi como voltar ao tempo ler o recém lançado Almanaque Heróis do Anime cuja primeira edição é  dedicada aos Cavaleiros do Zodíaco, mais necessariamente 20 anos atrás, quando revistas impulsionadas pelo sucesso  do anime, de início visando o público infanto-juvenil, guerreavam nas bancas sua predileção. Sérgio Peixoto, editor chefe de revistas como Japan Fury e Animax, é um dos redatores principais e seu conhecido nome acabou dando uma forcinha para a divulgação que o projeto precisava. Ao todo o impresso possui dez capítulos com temas interessantes que funcionam para todas as idades e todo tipo de leitor, e o mais incrível é  que, como boas obras não morrem, ainda há muito do que se falar e aprender com os personagens de Masami Kurumada, desde que, obviamente, aja interesse nisso. É só lembrar da mais nova aventura dos heróis no cinema, Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, para ter uma ideia do quanto os defensores de Atena ainda se mantém ativos. Porém, tendo em vista que com a maturidade podemos enxergar além da superfície e entender o quanto os personagens são ricos e bem construídos em sua moral e disciplina, além de nos fazer lembrar com carinho dos felizes momentos de boas épocas, hoje os Cavaleiros são personagens bem mais interessantes para quem o assistia na Rede Manchete do que para a molecada que conheceu primeiro a série Ômega, por exemplo, a leitura do almanaque funciona melhor como um excelente passatempo de saudosismo do que veículo de esclarecimento. Os capítulos foram planejados em obedecer uma sequência orgânica, embora as quatro cabeças dos diferentes autores tropeçassem em redundância. O último capitulo, considerado enfadonho, porém informativo, foi deixado por último, o leitor pode simplesmente parar nele sem prejuízo na leitura, a não ser de conhecimento histórico. Trata-se de um estudo informal das armaduras medievais que serviram de inspiração para as usadas no seriado, mas mesmo não fugindo do tema a explicação de Fernando Metti pode reduzir significativamente o prazer que o leitor menos hardcore teria atravessando páginas que se mantinham apenas no campo de animes e mangás.
Apesar de um guia completo, o achei um pouco curto, não que fosse preciso se estender mais que o necessário, mas para quem foi cria das revistas repletas de spoilers dos anos 90 esperava-se que ao menos as sagas consideradas obscuras para além do capítulo 114 fossem destrinchadas, já que houve uma pausa imensa que fez o público perder o interesse (e no meio tempo abandonar a infância) até anos mais tarde recobrá-lo novamente, ainda que por mera curiosidade. Ainda com relação às revistas dos anos 90 tivemos a impressão que, fosse naquele tempo, cada capítulo renderia uma edição interessante.
A única coisa que me incomodou é que parece que o almanaque foi redigido às pressas.Cada erro grosseiro de gramática, concordância, raciocínio e de atenção mesmo, isso sem contar uma informação errada que deixaram passar. E é essa revisão preguiçosa minha principal crítica ao trabalho. De qualquer maneira, recomendo a aquisição do livrinho, já esperando que tenha próximos números e torcendo para que caprichem mais no acabamento.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dragon Ball Z : A Batalha dos Deuses

Texto publicado na revista Mais Mulher de Votuporanga - SP

Akira Toriyama cumpriu sua promessa



A até então mais recente incursão da saga do mangaká Akira Toriyama aos cinemas, Dragonball Evolutions ( 2009, James Wong ) deixou muitos fans de cabelo em pé ao mexerem livremente na mitologia da série, incomodando inclusive seu criador, que não obstante decidiu que aquela não seria de forma alguma a versão cinematográfica final. Disposto a limpar a imagem de sua saga, Toriyama convenceu-se a lançar A Batalha dos Deuses, que não se trata de uma adaptação live-action e sim um novo longa Dragon Ball ressuscitando os personagens. A série possui mais de dez longas de animação, mas após 24 anos do término do anime, a nova aventura foi muito bem recebida por aqueles que sentiam falta de Goku e sua turma. Roteirizado e dirigido por Yusuke Watanabe juntamente com Masahiro Hosada, foi com alívio que recebemos a notícia que o próprio Toriyama produziria e acompanharia o projeto do início ao fim, mas não tinha o que dar errado, a Toei Animation produziu um mimo caprichado para fans eruditos e para a garotada otaku de hoje em dia que, afinal, seria difícil conseguir entrar na onda dos animes atuais sem passar por Dragon Ball. Foi representante da categoria longa de animação merecidamente no Festival de Cinema do Rio e São Paulo 2013.

Surge um Novo e Poderoso vilão

Cada temporada de Dragon Ball é marcada pelo surgimento de um inimigo bem mais poderoso que o anterior, e claro que em A Batalha dos Deuses não poderia ser diferente. A pergunta que fica é; existiria um inimigo mais poderoso que Majin Boo? A resposta é sim, e esse inimigo é nada menos que o deus da destruição Bills, uma espécie de gato humanoide rosado, que desperta de um sono de muitos anos no qual sonhava estar em um ferrenho combate com um deus Super Sayajin. Após saber que Freeza, o guerreiro mais poderoso que conhecera fora derrotado, decide desafiar seu vencedor para pôr em prova seu poder, acreditando ser esse o deus Super Sayajin de seu sonho, Son Goku. Acompanhado por outro personagem interessante do longa, seu fiel escudeiro Wiss, que mais tarde é revelado ser bem mais que isso ( e não é o que você possa estar pensando )se infiltra na festa de aniversário da Bulma, palco principal das atrações espevitadas da história, ficando cara a cara com Vegeta, que faz de tudo para distrair seus caprichos de revelar ser quem realmente é e destruir o mundo caso não tenha seu desejo atendido, gerando muita confusão, momentos cômicos e descobertas gastronômicas de abrir o apetite. O humor, aliás, é um dos principais ingredientes, sempre presente na série nas formas mais bizarras possíveis, só que dessa vez consegue superar até mesmo a premissa das cenas de combate, o que, quem sabe, pode ter sido uma boa opção; a dramaticidade das lutas e a violência dos golpes hoje não chocariam mais ninguém e tudo não passaria de uma tendência apelativa e infantilóide. Mesmo com poucos novos personagens, com exceção de alguns, marcam presença personagens importantes de toda série, lembraram até do primeiro inimigo oficial de Goku, o Imperador Pilaf e seus comparsas, Mai e Shu, numa versão rejuvenescida, mas ainda às voltas em planos mirabolantes para reunir as Esferas do Dragão. Para deleite dos fans antigos, os sayajins se unem mais uma vez para a derrota de um grande inimigo em comum, mas uma peça fundamental para a solução do problema precisa ser encontrada, sendo depois descoberta de maneira sentimental.



A Batalha dos Deuses é o longa de animação que Dragon Ball merece, mesmo o tempo de projeção não sendo muito longo. Os fans se mantêm apegados a tudo que é material relacionado a mais famosa obra de Toriyama e aqui o autor faz questão de respeitá-los tal como faz questão de lamber a cria, em homenagens aos personagens que passaram pela saga, situações clássicas e fidelidade quanto às suas caracterizações. Além disso, as cenas de combate não deixam a desejar apesar de não serem mais aquele enojado derramamento de sangue. E uma novidade nos é apresentada, as cenas em computação gráfica alternando em determinados momentos com animação tradicional, o que não faz muita diferença, mas não deixa de ser uma preocupação com o que oferecer de diferente. Para os fans antigos é uma excelente película que veio para matar saudade, deixando um gostinho de quero mais. Provavelmente irá fazer aqueles que não acompanharam as aventuras pela busca das 7 Esferas por Goku e Cia correr atrás dos episódios. Ao que tudo indica, infelizmente talvez seja essa a concepção ideal de Toriyama de uma versão cinematográfica final para sua obra. Ao menos ele saiu satisfeito. E nós também.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Chaos: O Guerreiro Z mais underground de Dragon Ball



A série Dragon Ball tem muitos personagens esquisitos, isso é fato, mas um em especial, merecedor de destaque por se tornar um guerreiro Z, é o Chaos, personagem que nunca teve lá muito sentido, mesmo assim é um dos meus candidatos a favorito de toda saga. Sua raça é desconhecida embora muitos teimem que é humana, mas como é possível um garoto (aliás, anão, já que nunca cresce) ser completamente pálido, com mancha vermelha em cada lado da bochecha e de poucas palavras? Está sempre caracterizado como uma espécie de palhaço, parece um parente do Penadinho, com certeza não é humano, mas vamos combinar que é fofinho. Aos poucos fui aprendendo a gostar da figura, mais necessariamente quando ele encontra Kuririn no 22º torneio Tenkaichi Budokai, não resistiu e apontou para o garoto com aquele seu jeitinho inocente o chamando de ´´polvo``. Foi tão fofo e engraçado que nem sei como o cara conseguiu se irritar. Caiu na pilha legal. Chaos se defendeu de volta provando que ao contrário de seu adversário não era totalmente careca, pois ainda tinha um fio de cabelo.

Apareceu pela primeira vez no anime no episódio 84 quando ele e seu companheiro Tenshinham eram grandes picaretas que enganavam o povo de uma aldeiazinha, quando um terrível porco voador invadia suas terras e ameaçava causar grande destruição, para depois posarem de heróis espantando a criatura e exigindo benefícios em troca. Mas era tudo fachada, um golpe combinado entre os três. Mais tarde os dois discípulos do Mestre Tsuru encontram-se novamente com os do Mestre Kame, seu maior rival, nas eliminatórias do 22º Tenkaichi Budokai. Chaos, dotado de poder telecinético, sabota os resultados do sorteio das lutas de modo que Tenshinham enfrentaria Yamcha, e Chaos Kuririn. Mestre Kame, como todos devem saber, participou escondido com uma nova identidade, Jackie Chun. Desde o primeiro combate Chaos mostrou que sua esquisitice não estava só na aparência, o próprio Goku dizia ao assistir sua luta com Kuririn ´´Ele é muito estranho``. Como no funk lá, o cara não andava, deslizava, e se comprometia a desafiar a lei da gravidade ficando parado no ar pelo tempo que quisesse, sem contar que podia também paralisar o adversário o deixando indefeso a seus ataques. Além disso era extremamente ágil e liso como quiabo, evitava os golpes que era uma beleza. Mesmo não saindo no braço, executava com maestria a técnica ameaçadora Dodonpa, golpe tão destrutivo como o Kamehameha, lançado pelo dedinho indicador. Kuririn penou um bocado para evitar os raios. Por sorte, teve a malícia de pregar uma peça no branquelo o fazendo se atrapalhar com raciocínios complicados de cálculos, e o manolo só conseguia fazer contas com os dedos, momento este em que aproveitou que estava desconcentrado ocupando seus dedinhos para se dar bem no combate. Depois do torneio, quando revelado que Mestre Tsuru treinava Tenshinham e ele para serem assassinos como seu irmão morto por Goku, Tao PaiPai, percebem que estavam do lado errado e passam a acompanhar os heróis dali em diante. Tao Paipai retornaria no 23º Tenkaichi Budokai numa versão cibernética, tentando se vingar de Chaos e Tenshinham por terem desistido dos ensinamentos de seu irmão Tsuru, mas seu retorno é vergonhoso e é derrotado deploravelmente por Tenshinham, embora tenha dado um pau em Chaos. 


Sumido por um bom tempo, o anãozinho albino volta à série participando da saga dos Saiyajins. Depois de passar por fervorosos treinamentos com Kami-Sama, Chaos se junta a Tenshinham e Yamcha no combate a Vegeta e Nappa, se sacrificando ao se explodir com Nappa, ocasionando sua morte. Apesar do sacrifício de Chaos, Nappa consegue escapar numa boa. No ´´Outro Mundo`` passa a ser treinado ao lado dos também derrotados Picocolo, Yamcha e Tenshinham pelo Mestre Kaioh, e na saga de Freeza, quando este convoca as Forças Ginyu após perder seus parceiros em combate, Chaos tem seu retorno triunfal derrotando Gurdo, um alienígena de poderes psíquicos. 
Condecora-se até o fim da série como um Guerreiro Z, porém, vamos combinar, é o mais esquisito de todos. Além de tudo, sem querer zoar, o mais ineficiente. Se definiu como um assistente do Tenshinham, voiyeur dos combates e mascote de equipe. Mas se tornou um cozinheiro de mão cheia enquanto ficava na casa do Mestre Kame sem fazer nada. Junto com seu carisma, é uma das coisas que salvam o personagem. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Madenka, o One Piece brasileiro


Infelizmente a Ação Magazine  não vai para frente. Problema de distribuição terrível, atrasos, o site fora do ar e quando se pensava que a publicação enfim foi para o saco eis que leio por aí que vai ter um terceiro número (veja só, a primeira edição é de 2011). Resta saber onde, quando e se. O que é uma pena, pois o almanaque contava com publicações legais, como Madenka, para mim a melhor seriezinha da Ação por mais que  tivessemos pouquíssimo contato com ela.  Produzida pelo mangaká piauíense Will Walbr, a série conta a história de Madenka, um menino com dons especiais que vive no norte ou nordeste do nosso país, não sei ao certo, uma mistura de mundo real com os mitos originários dessa terra, como Saci Pererê, entre outras coisas, que trabalha como feirante para Batála, um porco do mato que nas horas vagas também é seu mestre e enxerga nele o potencial que o garoto não quer enxergar, recusando as propostas de largar sua Terra e seus amigos para acompanhá-lo numa jornada. No primeiro capítulo ele enfrenta uma criatura que roubou os olhos de uma loba sexy com o naipe da Lara Croft, sobrinha de Batála, incentivado por seu mestre, já que desde o princípio não queria ser mais do que ele mesmo. Além disso o garoto joga num time de futebol da região apesar de não ter muito talento com a bola. 
Mas pelo andar da carruagem vai ser difícil acompanhar as aventuras desse herói do Mangá nacional. De linguajar característico da região, traços de personalidade própria que muitas vezes carrega influências não só de mangá mas que é até melhor assim, dando mais liberdade visual de expressão, o enredo original  e publicado num almanaque que fazia questão de seguir o padrão nacional de leitura sem essa frescura de virar pelo avesso, Madenka tinha de tudo para se tornar a melhor versão de uma série shonem 100 % brasileira. 


sábado, 10 de dezembro de 2011

Ação Magazine - A Shonem Jump brasileira


Pintou nas bancas uma novidade para quem gosta de mangás, Ação Magazine, revista que publica quadrinhos nacionais baseados no estilo japonês. Traz também artigos de games, eletrônicos, só que quem vai comprar quer saber mesmo é dos quadrinhos. Na primeira edição tem história do Madenka, esse garoto simpático aí da capa, que vive no nordeste, é feirante e treina com seu patrão da barraca para se tornar um herói, seu maior sonho, e também faz parte de um time de futebol da região mesmo não sendo lá muito habilidoso com a bola, uma sobre boxe (Jairo) e Tunado, estilão Velozes e Furiosos. A premissa da revista é seguir os passos da Shonem Jump e publicar histórias inteiramente nacionais ambientadas em nossa terra, ir mantendo as de maior sucesso e cancelar as de pior aceitação, mas ao contrário do ´´catálogo telefônico`` Shonem Jump, Ação Magazine tem apenas 160 páginas, mas por um bom preço. Tomara que a empreitada encabeçada pelo jornalista Alexandre Lancaster vá para frente. Vida longa aos mangakás nacionais! É uma excelente iniciativa feita por e para os apreciadores do gênero.

sábado, 23 de abril de 2011

Você sabe o que é pafu pafu?


Foi no animê Dragon Ball que descobri uma perversão nova. Não que eu já não conhecesse uma ´´espanhola``, mas foi no desenho animado com os personagens do japonês Akira Toriyama que descobri que outra variação dessa pudesse ser interessante, o curioso é que a mina deve ser bem dotada de busto. Esses japas são mesmo um povo criativo. O velho tarado Kame (sempre repito, isso é pedofilia) sempre chantageava a ninfeta Bulma, exigindo a técnica ´´Pafu pafu`` em troca do que fosse que ela precisasse. Censurado não só nas imagens como, capítulos à frente também na dublagem, ao pedir ao mestre o relógo encolhedor já um tanto desconfiada, Bulma fazia o gestual Puff Puff com as mãos, enquanto em sua singela voz se queixava que o mestre sempre ´´exigia dinheiro`` em troca. Ele nunca pediu dinheiro à Bulma, aff.
No geral, a saga Dragon Ball foi recheada de picardias, humor negro, escatologia, descobertas infantis e sexuais, canibalismo, violência e maus exemplos. Contudo, no mangá não foi censurado um quadrinho sequer. Assista abaixo a reunião de alguns fotogramas impuros da animação.






E para você que  quer conhecer ou relembrar o que é um Pafu pafu....








sexta-feira, 18 de março de 2011

Gibis Street Fighter e Mortal Kombat


















Em 93 surge uma novidade nas bancas, o gibi desenhado em estilo mangá do jogo clássico Street Fighter, pela editora Escala. A princípio, como ainda não eram febre os mangás no Brasil, os desenhos eram considerado toscos e as historinhas, mais toscas ainda, mas mesmo assim foi uma novidade bem recebida pelos gamers da época, principalmente entre os mais novinhos. Anos mais tarde fui descobrir que os gibis eram piratas, ou seja, não eram licenciados pela Capcom, o que justificava um atraso enorme entre um número e outro, que só durou três edições, sendo que a seguinte, que na capa tinha os Street torturando o Dalsin (infelizmente o Google não me ajudou a achar a  capa da primeira edição) foi lançada como sendo o primeiro número, o que significava que a verdadeira primeira edição não tinha mais nada a ver com as que viriam depois. Bom, talvez fosse a número zero. Enfim, a publicação era tão tosca que a cada edição que surgia nas bancas nos fazia pensar que cada uma delas eram lançadas por desenhistas/editores diferentes. 

Um ano depois pintou nas bancas o primeiro grande gibi sério do jogo de luta, que na época chamava-mos o formato de ´´americano`` por ser maior que as outras, com uns desenhos mais adultos, porém de traços que deixavam os personagens mais feinhos, com o Vega (o último chefão, caso você seja daqueles que o chama de Bison) comicamente falando: ´´Dessa vez vamos detonar, ahhhh``. Como todo guri da época, comecei a acompanhar a nova série, publicada por americanos e lançada por aqui também pela editora Escala. Mas essa nova série também só chegou ao terceiro número, e já no último tivemos uma surpresa ao ser justificado pelo Capitão Ninja, mascote das publicações de games da editora, o porque do cancelamento da série. A série seguia uma linha meio brutal, viril, nada de estranho se considerado o fato de ser baseada num game de luta, onde o chefão final,o líder da Shadaloo (eu insisto que é Vega o nome dele) manda dois de seus sanguinários capangas liquidarem Ryu, o atual campeão Street Fighter, por ter humilhado Sagat e causado a queimadura em seu peito, mas ele não era do tipo valentão, lutava por esporte, essas coisas, e apenas duas pessoas na vida desse solitário e zen homem o fariam lutar; sua namorada Chun-li e seu melhor amigo Ken. Mas Ken também estava em outra, não levava o torneio Street Fighter a sério e se meteu a ser ator, o que fez aumentar ainda mais sua popularidade. Enquanto saía de uma boate foi surpreendido pelo carinha do boxe (agora sim, ´´Mike`` Bison, e não ´´Mister``, embora uns e outros ainda o chamem de Balrog) que é derrotado, e pelo implacável Sagat, que enfim o aniquila e o escalpela como um pele vermelha, enviando seu escalpo para Ryu em seguida. Embora a série parecesse ter muito desdobramento pela frente, a vingança do Ryu e a aparente morte de Ken, a Capcom não gostou nada do roteiro e decide enviar um fax para a editora pedindo o cancelamento da série. Tendo direito a uma última edição para justificar o fim abrupto da saga aos leitores, e sendo que a maioria dos personagens não tinham aparecido, o roteirista entupiu o ´´derradeiro final`` com um autêntico desfile de Streets, cada um deles aparecendo em duas páginas corridas para ao menos agradar os fans já revoltosos, com direito a uma personagem nova, Nida, aluna de Sheng Long que foi envenenado pela Shadaloo, desejosa de vingança do injustamente acusado Ryu, e a participação especial de um herói da Malibu Comics, editora que publicava esse gibi Street em seu país de origem, o Furão, um personagem cabeludo que estampava a capa em um combate com E. Honda. As linhas finais do discurso aclamado do Capitão  Ninja dizia assim: ´´... para você leitor, não se sentir trapaceado, eis aqui um resumo do destino que o roteirista estava programando para o personagens...`` e logo após os resumos, vinha uma novidade, o gibi do jogo de luta mais popular de todos o tempo ia continuar tendo uma série em quadrinhos, dessa vez por uma editora japonesa, lançada em estilo mangá, colorido, e como o próprio Capitão Ninja dizia, ´´...com muita ação e pouco papo, ao contrário da versão americana.`` E assim a saga que acompanhava-mos nos quadrinhos se encerrava com essa promessa, sem data estipulada. Promessa que durou muito meses, e nunca foi cumprida, já que a tal edição japonesa subiu no telhado, embora tivessem mostrado uma capa de um Ryu de cabelos arrepiados. Mas o gibi Street voltou, e com força total, com os personagens do Super Street Fighter estampados na capa. No editorial dizia-se que o ´´gibi do game mais quente da atualidade`` não podia terminar, e que os gibis sairiam nem que a própria editora tivese que desenhar os quadrinhos, e assim aconteceu, em um gibi inteiramente nacional que não ficou devendo nada para produções estrangeiras. Eu achei melhor assim, uma versão brazuca, admirei a iniciativa dos roteiristas e desenhistas da Escala, entre os que consigo me lembrar tinha o Alexandre Nagado, e com traços influenciados pelo mangá, com personagens que nunca tinham aparecido antes, os quatro que deram as caras em Super Street Fighter. Na quinta edição, segunda da versão nacional, contava uma história com uma Cammy gostosíssima, cheia de curvas e cheia de energia, que dava boas bordoadas no adversários, não é a toa que Balrog (o da garrinha, se liga) ficou caidinho por ela. E numa segunda historinha da edição tinha uma versão sinistra de uma suposta continuação da série americana cancelada, na qual, durante uma investigação, Chun-li alerta Ryu de que um suspeito sondava o possível corpo de Ken na noite do crime, um sujeito de procedência indígena (T. Hawk), e que provavelmente o teria socorrido, e a história terminava com Ryu indo atrás do pele vermelha. 

No sexto número, a revista passava a ter o nome de SUPER Street Fighter, fazendo jus ao novos guerreiros que surgiram na saga, e a edição abria com Tunder Hawk avisando para Bison (o do boxe) que quer entrar para o torneio Super Street Fighter vingar sua tribo. Mas não houve mais quaisquer resquício de ligação com a versão americana. Tanto que Ryu, até então guerreiro implacável, levou um pau e Ken derrotou seu adversário, não lembro qual era, talvez o Dalsin. Como era uma versão nacional, talvez a Capcom não tivesse controle e autonomia sobre nossa versão, mas mesmo assim os caras deixaram a primeira história de lado, um dos principais fatores foi ter mudado de roteirista. Acompanhei o gibi até uma edição em que os Street eram comandados em um duelo em outra dimensão por uma mulher do bem e seu irmão gêmeo do mal em um combate que ia decidir o futuro do planeta terra, uma coisa assim, maior viagem, mas era porque depois da saga do torneio, em que o torneio foi pro beléleu por os lutadores se juntarem em um bem em comum e acabaram com os planos malignos da Shadaloo, o lance era improvisar e se validar da proposta de toda saga Street, que é as lutas. Depois fui perdendo o interesse. Ah, cheguei a comprar uma versão em miniatura (se comparada com o tamanho original) com uma historinha de Fei Long, outra da Cammy e da Chun-li e uma de todos Street contra a Shadaloo.


Gibi Mortal Kombat

Seguindo a linha do gibi Street Fighter, foi lançado o gibi Mortal Kombat. Eu me amarrei nessa adaptação, com novos personagens, história dinâmica, lutas breves e mortais, com mais impacto realista, se é que me entendem. Cenários bem desenhados e fiéis, e com uma Sonya Balde gostosíssima e mortal. Os guerreiros do Mortal estavam prisioneiros no mundo de Outworld, era constante a porradaria entre eles e viviam as voltas de um livro intitulado Tao The Zan, que, dizia a lenda, realizaria os desejos de quem o lesse. Acompanhei até o número 6, por que infelizmente não conseguia achar mais, parecia que a história ia ficar mais quente ainda, já que anunciavam um combate entre os guerreiros do Mortal 1 contra os guerreiros do Mortal 2, que já começavam a aparecer. Lembro que teve uma minissérie intitulada Goro, Príncipe das Trevas, que cheguei a ter um exemplar, e uma edição mini com os guerreiros do Mortal, seguindo a linha da versão mini de Street Fighter. 

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