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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quadrinhos nacionais: Celton




´´Lacarmélio Alfeo de Araújo é um quadrinista de rua da cidade de Belo Horizonte, também conhecido pelo nome do seu mais famoso personagem, Celton.

Visto freqüentemente pelos sinais da cidade, com sua moto e sua grande placa amarela com os dizeres Leia Celton, Lacarmélio é uma lenda e uma personalidade hoje em Belo Horizonte. Homenageado pela 4a edição do Festival Internacional de Quadrinhos em 2005, ele já recebeu diversas condecorações de Belo horizonte. Ele também expôs seu trabalho na primeira edição da Mostra Mineira de Zines em 2005

Desde 1998, o autor, que já foi até assunto do Globo Repórter, já lançou 15 edições, que totalizam cerca mais de um milhão exemplares vendidos.´´.

Fonte: Wikipédia.

Muita vontade de conhecer esses quadrinhos, pena que só tem circulação por lá. Grande exemplo para os quadrinhistas nacionais.
 





quarta-feira, 24 de julho de 2013

Esquálidus no limbo dos personagens Disney



Muita gente pode não saber, mas nem todos os amigos de Mickey Mouse tem tanta fama e glamour, ou pelo menos não por muito tempo. É o caso de Esquálidus (Eega Beeva ou Eta Beta, há controvérsias), personagem que nem americano é, criado pelo estúdio Disney da Itália em 47. Esse personagem obscuro que eu acho simpático apesar de parecer uma vítima de febre amarela é a concepção do ser humano do futuro (eu hein) encontrado numa caverna pelo Mickey quando procurava abrigo para escapar de uma tempestade. Em suas primeiras histórias só se comunicava através de gestos e pouco depois era conhecido por falar a irritante linguagem do P, iniciando toda palavra com essa letra, ou seja, ao invés de Mickey Mouse a criatura falava Pmickey Pmouse. A Disney italiana queria passar a mensagem às crianças de que dinheiro não é tudo, por isso a idealização de nossa raça lá adiante deveria ter alergia a dinheiro e ser mais amigo do próximo, tornando-se assim o melhor amigo do Mickey depois do Pateta. Como habilidades especiais ele tinha superforça, levitava, atravessava paredes, era extremamente criativo, não tinha sombra (!) e viajava no tempo, tanto que foi parar na então época contemporânea em que Mickey vivia. O saiote que usava era como um Bat-cinto e dentro dele podia armazenar o que se pudesse imaginar, em sua dieta incluía borracha e palha de aço, e assim como seu amigo Mickey tinha o Pluto, ele também tinha seu mascote, o cachorro, ou melhor, o gazecaradràursa (sério mesmo, a raça do bicho) Pflip, igualzinho a ele. 


















Apesar de todos esses predicados o personagem não vingou. Quando eu ainda era bem moleque cheguei a ter em mãos uns gibis do Mickey em que o que justamente me chamava atenção era esse curioso personagem que não se via em nenhuma outra produção Disney, restrito apenas a Turma do Mickey, exclusivamente os gibis. Mais outras historinhas com ele iam me cativando, o personagem era bem fofinho, mas hoje em dia encontramos muito pouco material sobre ele, é quase como se tivesse caído no esquecimento. É de se reconhecer que o personagem não foi pra frente, contudo até teve gibis próprios e edições especiais das revistas Disney da Abril dos anos 80. Não é o personagem mais feio da Disney, mas talvez até mesmo por não ser ianque tenha sido subjugado e  banido das historinhas atuais, a não ser que ele possa ser visto, num caso nem tão remoto assim, em seleções das melhores historinhas Disney que eu acho que é o ponto forte das publicações atuais. Como apaixonado por personagens obscuros que fogem da mesmíce e merecem uma atenção melhor que sou, foi divertido caçar informações do amigo impopular do Mickey que ainda não havia conseguido escapar totalmente de minha mente. E se rolar, que o personagem seja aproveitado futuramente, apresentado para a garotada de hoje em dia. 



Se você não conhecia o personagem ou quer relembrar um pouquinho, fique aí com imagens da nossa concepção padrão Disney do futuro que nos ensina que a aparência física é o que menos importa afinal. 


















segunda-feira, 29 de abril de 2013

Crítica: Oz - Mágico e Poderoso


Texto publicado na Revista Mais Mulher de Votuporanga - SP













Publicada há mais de 100 anos, O Mágico de Oz do teosófico americano L. Frank Baum é um exemplo de obra que não merece ser mexida nem continuada, do contrário se estaria cometendo um insulto. O que ajudou a manter a popularidade em meio a crianças e adultos do mundo todo foi a encantadora versão para o cinema de 1939 com Judy Garland no papel de Dorothy, menina órfã do Kansas que vai parar através de um tornado na terra mágica de Oz, fazendo amizades e ganhando boas lições de vida. Várias adaptações vieram desde então, peças teatrais musicais, animação, elevando seu grau de popularidade a pessoas de todas as idades igualando-se a O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry, mas a história nunca foi modificada, tendo sua mensagem propagada até os dias atuais. No entanto em 1985 uma tentativa infrutífera dos estúdios Disney de gerar uma continuação, O Mundo Fantástico de Oz, dirigido por Walter Murch, provocou indignação dos admiradores da obra original e sobretudo da própria companhia que a lançou (MGM), que não aprovou a sequencia. Nesta sequencia não oficial, uma Dorothy interpretada por uma criança de verdade (Fairuza Balk) e não mais uma adolescente recusa-se a aceitar não ter mais voltado à terra encantada e adoece, mas por fim acaba voltando da mesma maneira que no filme original, reencontrando de relance os amigos que fez por lá.

A Nova Versão

A nova versão da Disney dirigida por Sam Raimi (Evil Dead, trilogia Homem Aranha) traz James Franco no papel de Oscar Diggs, mágico dono de um circo pequeno, criterioso e excêntrico, que ao fugir de uma briga embarcando num balão é tragado por uma tempestade ao mundo encantado de Oz. Não se trata de uma continuação e nem de um remake, e sim da origem do tão procurado mágico de Oz, contando quem é e como foi viver ali, com a preocupação, já em seu título que não faz menção ao mago (o título original é Oz: The Great and Powerful) de preservar os encantos da obra original, de modo que soa mais como uma homenagem, um retorno ao mundo encantado que descobrimos na infância, do que uma tentativa de se lucrar em cima da obra. Não podia ser diferente, numa tendência atual de se levar às telas novas roupagens de clássicos literários infantis e infanto-juvenis, adaptando-os à uma nova realidade, O Mágico de Oz já estava precisando ser lembrado. Além de James Franco o longa traz mais três nomes importantes, as bruxas Theodora, interpretada por Mila Kunis, que se apaixona por Óscar, Evanora, irmã de Theodora, interpretada por Rachel Weisz, e Glinda, interpretada por Michelle Williams, e apenas uma delas vai ajudar Oscar em sua nova empreitada neste mundo novo. James Franco precisou ter aulas de ilusionismo para encarnar o personagem com perfeição e passa o filme todo com apenas um figurino, um terno de três peças. Infelizmente os efeitos especiais dos dias de hoje e a linguagem cinematográfica atual acabam não fazendo jus à magia do filme original.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Matéria na revista Mais Mulher, de Votuporanga - SP

Motoqueiro Fantasma

Mesmo longe de ser um dos filmes mais aguardados de 2012, o longa cumpre bem seu papel.

Não é exagero afirmar que a sequencia da aventura do motoqueiro demoníaco teve sua projeção ofuscada no ano de seu lançamento. Só para esse ano teremos ainda os aguardadíssimos Homem Aranha, MIB – Homens de Preto III, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, Os Vingadores, Sombras da Noite, Star Trek II e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, e para o pobre Motoqueiro, herói pequeno, ainda mais quando o primeiro filme não empolgou tanto, restou apenas como escolha alternativa para aqueles que gostam do personagem ou que simplesmente procuram uma saga menos pretenciosa, por assim dizer. Não é a primeira vez que a Marvel alimenta falsas expectativas com adaptações de heróis menos populares para as telas, foi assim com Demolidor – O Homem sem Medo (2003, dirigido por Mark Steven Johnson) sucedido por Elektra (2004, Rob Bowman), um fiasco ainda maior, e o único filme do Justiceiro a ir para as telas (2004, Jonathan Hensleigh) que tiveram sua maior popularidade em DVDs. Entre as produções atuais, o Motoqueiro se equipara a Lanterna Verde, porém sem repetir os erros de excessos de CGI num enredo banal, ao menos o motoqueiro teve sua continuação, o que será pouco provável para o personagem da DC Comics. Sem contar que foi concorrente direto de grandes produções como John Carter: Entre Dois Mundos e Anjos da Noite – O Despertar. Contudo, a saga do motoqueiro em chamas estava devendo uma continuação e cumpriu o seu papel, em um roteiro despretensioso, mantendo uma bilheteria mediana até o momento, mas que se manteve fiel às raízes do personagem na medida do possível, e mesmo em um filme para toda família não foi desonrado ou descaracterizado. Ao menos isso.

O Filme

Para quem não sabe, Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança (dirigido pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, de Adrenalina I e II e Gamer) era para se tratar de um reboot, mas acabou não funcionando. Primeiro porque o personagem Johnny Blaze/ Motoqueiro Fantasma continua sendo interpretado por Nicolas Cage (que aliás, cumpre muito bem o papel, sendo ele fan confesso do personagem), e o roteiro casa muito bem com o do primeiro filme (2007, Mark Steven Johnson), de modo que a saga fica bem amarrada e torna-se praticamente um único filme, com a exceção de Roxane Simpson, interpretada por Eva Mendes, que se recusou a participar da sequencia tendo sua função substituída pela atriz italiana Violante Placido, que entre sua importante participação teve uma química com o personagem principal.
A história se passa nove anos após o pacto que Johnny Blaze fez com o diabo em pessoa (Roarke, interpretado por Ciaran Hinds) para livrar seu pai do câncer que corroía sua vida, sofrendo uma terrível maldição que o transforma em um esqueleto em chamas sedento por vidas humanas. Vendo o perigo que pode representar para a humanidade já que não é capaz de controlar o instinto selvagem da criatura na qual se transforma, passa a viver isoladamente na Europa oriental. A descoberta de outra pessoa que assim como ele sofre por um pacto que fez com Roarke, Nadya (Violante Placido) que além de tudo teve um filho com ele obriga o motoqueiro a usar a fera que guarda dentro de si para entrar em ação, já que Roarke quer usar a criança para encarnar em seu jovem corpo, graças a intervenção e ajuda de Moreau (Idris Elba, o Heimdall de Thor) um religioso alcoólatra que promete a ´´cura`` para o mal de Johnny Blaze caso ele ajude o garoto. É engraçada a participação de Christopher Lambert como Methodius, um dos principais mentores do culto que trata da salvação de Johnny e da criança. A participação de um vilão dos quadrinhos, Blackout (Johnny Whitworth), mesmo que modificado para se adequar ao gosto de um espectador comum, cumpre o papel da ameaça principal que todo super herói deve enfrentar, embora não seja um inimigo muito empolgante. Roarke continua sendo a maior fonte de perigo e crueldade no rastro dos benfeitores. O design do herói passou por sutis modificações, o outrora crânio fosforescente em meio a labaredas deu lugar a um crânio chamuscado, enegrecido, com dose de realismo, o personagem ganhou luvas de couro escondendo seus dedos ossudos e sua jaqueta ficou com um tom surrado, queimado e sujo, o que convém para um personagem sombrio, porém, em se tratando de um filme para toda família (ainda mais em projeção em 3D que não vou nem comentar mais) as histórias se afastam da proposta real do personagem dos quadrinhos ficando repletas de tons cômicos e com nível mais mainstream, de repente a falha mais grotesca que vem des de o início da franquia tenha começado daí. O Motoqueiro dos dois filmes de longe mete medo em alguém. Saiu até mais plastificado que Constantine e Spawn, por exemplo. Botaram até uma criança para o Motoqueiro livrar das garras do mal, Danny (Fergus Riordan), como qualquer filme clichê, deixando o personagem com mais cara de ´´amigão da vizinhança``. Resta torcer para, caso tenha um terceiro filme, não fazerem o Motoqueiro dividir o posto com Hellboy de herói demoníaco mais escrachado da atualidade.

O Personagem
Motoqueiro Fantasma é um personagem da Marvel Comics criado por Mike Ploog, Roy Thomas e Gary Friedrich em 1972. É o alter ego de Johnny Blaze, motoqueiro e manobrista que faz um pacto com o demônio em troca da salvação de seu pai, vítima de câncer. Sendo assim, ao crepúsculo ele passa a sofrer uma maldição que o transforma em um esqueleto flamejante que ronda as ruas em busca de vidas humanas para sua alimentação, mas é atraído majoritariamente pelos pecadores e criminosos. Quando consegue agarrar um desses, com seu olhar de penitência o submete a todas as dores que causou às outras pessoas. Além disso tem outros poderes, como transformar qualquer moto em uma moto em chamas capaz de correr em altíssima velocidade, super força e correntes de aço que aumentam de acordo com sua vontade.

Leia também
As Aventuras de Tintim

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ação Magazine - A Shonem Jump brasileira


Pintou nas bancas uma novidade para quem gosta de mangás, Ação Magazine, revista que publica quadrinhos nacionais baseados no estilo japonês. Traz também artigos de games, eletrônicos, só que quem vai comprar quer saber mesmo é dos quadrinhos. Na primeira edição tem história do Madenka, esse garoto simpático aí da capa, que vive no nordeste, é feirante e treina com seu patrão da barraca para se tornar um herói, seu maior sonho, e também faz parte de um time de futebol da região mesmo não sendo lá muito habilidoso com a bola, uma sobre boxe (Jairo) e Tunado, estilão Velozes e Furiosos. A premissa da revista é seguir os passos da Shonem Jump e publicar histórias inteiramente nacionais ambientadas em nossa terra, ir mantendo as de maior sucesso e cancelar as de pior aceitação, mas ao contrário do ´´catálogo telefônico`` Shonem Jump, Ação Magazine tem apenas 160 páginas, mas por um bom preço. Tomara que a empreitada encabeçada pelo jornalista Alexandre Lancaster vá para frente. Vida longa aos mangakás nacionais! É uma excelente iniciativa feita por e para os apreciadores do gênero.

domingo, 1 de maio de 2011

Quadrinhos censurados - Memin Pinguin



Para quem não lembra ou não conhece a figura, Memin Pinguin é uma história em quadrinhos mexicana, criada em 1943 por Alberto Cabrera e desenhado por Sixto Valência Burgos. Aqui no Brasil o personagem andava meio despercebido, publicado na primeira metade da década de 90, considerando ser um gibi de qualidade duvidosa, publicado por uma editora não muito popular e pelo que me lembro de papel vagabundo, até mesmo a capa. Se não me engano a editora era Cinco. Enfim, o maior destaque do personagem afro-mexicano aqui em nossa terra foi uma escandalosa notícia nas páginas dos jornais envolvendo um conteúdo racista do gibi, em que numa historinha ele se escondia no armário de uma mulher, que, ao abri-lo, se depara com o menino, e foge apavorada gritando: ´´Socorro, um macaco!!!`` O menino, coitado, que não esperava por isso, olhava para os lados apavorado com a possibilidade de ter estado trancado com um macaco, e corre atrás da moça perguntando: ´´Macaco? Onde, onde?`` A mulher apavorada, passa a aumentar sua velocidade, achando que o menino a perseguia. Não sabia que macacos instigassem tanto pânico. Enfim, o gibi foi censurado em território brasileiro por causa dessa cena, embora continuasse circulando em seu país de origem e em outros países de língua espanhola onde fez sucesso, como Porto Rico, Venezuela, Peru, Chile, Panamá, Colômbia, e etc etc. Essa história foi a que ouvi na infância, até pouco tempo não tive outra menção ao personagem, já que nunca mais pintou o gibi por aqui. Anos mais tarde (leia-se hoje) me deu um interesse repentino em buscar as origens do personagem, o que anda fazendo hoje em dia, quem são seus criadores, a justificativa para detalhes sórdidos racistas, e descobri que sua popularidade no Brasil é tão baixa, que encontrei sequer uma página em português. Restou-me buscar nas Wikipedias estrangeiras, e dentre o que já foi citado nesse post, descobri que o personagem foi apresentado originalmente em 1940 em um história em quadrinho chamada Pepín, escrita pela escritora Yolanda Vargas Dulce, e seu nome Pinguin chegou a ser encurtado para Ping, já que seu nome original era sinônimo de pênis em alguns países, mas anos mais tarde acabou sendo publicado por seu nome natural mesmo. O gibi continuou fazendo sucesso onde era publicado até 2008. Vendo suas imagens, percebi que o personagem foi usado em campanhas, inclusive contra o racismo e a presidência do Barack Obama. Também li uma viagem de que é estudada uma proposta de levar os personagens dos gibis às telas.


Quanto a questão do racismo, parece que é comum nas historinhas do personagem do Alberto Cabrera. Li uma sinopse que Memin e seus amigos vão numa sorveteria do Texas e o vendedor diz que lá não atendem negros. Em defesa do autor, acredito que a intenção não é esculachar os negros, e sim uma crítica social. Não li uma só história, mas acho que provavelmente se pareçam em alguns parâmetros com o seriado do Chris, que até então não sofreu nenhuma censura. Devemos lembrar que o autor é mexicano, e lá a tolerância à menção de preconceito racial deve ser mais tolerado, já que é um país em que se permite, numa novelinha infantil, uma menina patricinha tratar seu coleguinha de classe afro mexicano como ´´negro nojento``.
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