terça-feira, 28 de maio de 2013

Salve as máquinas Pinball











Numa era em que cada vez mais se consome jogos de videogame essas máquinas antigas estão, digamos, obsoletas, é o que muita gente pode estar pensando. Moda lá pelos anos 70, 80, populares mais até que jogos de totó e mesa de sinuca, se hoje não for jogado pela tela do computador ninguém mais sabe o que é. Mas ainda há aqueles admiradores, que sabem muito bem que não é um X Box nem deveria ser, pois tem seu charme ímpar, nem por isso é menos interessante que jogos eletrônicos e que sabe aproveitar quando encontra uma dessas máquinas num shopping da vida. Trata-se da tradicional mesa de Pinball, antigamente referida como fliperama, porém, como as casas que forneciam partidas não só desse tipo de jogo como também de qualquer jogo eletrônico, como arcades, generalizaram-se com esse nome, a palavra já não lhe tinha mais singularidade. Você por acaso já teve contato (e interesse) de tentar jogar com uma máquina dessa ao invés dos arcades de luta? Essa bagaça é um dispositivo eletromecânico que aportou por aqui já na década de 40 em versão rudimentar, mas a partir de 70 começou a se modernizar e ditar moda por aí, quase todos os jogos da empresa Taito, que fazia versões nacionais dos grandes sucessos americanos. É dela os clássicos Cavaleiro Negro, Fire Action, Drakor, Meteoro, Space Shutle, Gork e Sultan, entre outros. O jogador controla duas palhetas, uma do lado esquerdo e outra do direito, com intuito de impedir que a bolinha metálica caía no buraco, e cada vez que ela é arremessada acaba caindo em um lugarzinho diferente da mesa, protegida por um espesso vidro, que determina a marcação de pontos. Explico isso por que muita gente não sabe mais o que é isso, é triste mas é verdade, pois esse tipo de jogo fez a diversão de muitos. Empresas de videogame, é claro, também lançavam mão de sua linha de Pinball, como a Sega e a Capcom. Acontece que o sucesso era mesmo gigantesco quando ainda não tinha essa onda de jogos de videogame em produção maciça, os que chegaram a acompanhar a geração do Pinball eram jogos como os da tecnologia Atari, versões como as adaptadas para consoles 8 bits começavam a engatinhar. Em 1999 as produções do Pinball começaram a cessar, e a resistente que produz até hoje suas coleções é a Stern Pinball, que devemos nossa congratulação. Produzindo suas mesas com a mesma tecnologia de décadas atrás, que consiste em chip sintetizador de voz, display de LED e belos efeitos sonoros e visuais, afinal, as mesas de Pinball levam em sua fórmula a tecnologia máxima para sua concepção, acredito eu, o que vale mesmo é a criatividade de quem vai conceber o game. As mesas da Stern contam com design moderno, peças e figuras bem feitas na quadra do jogo, boa resistência, pintura bem trabalhada no corpo da mesa, enfim todos atributos que vai fazer você querer ter uma dessas em casa. Eu mesmo, acho mais classuda uma mesa de pinball que uma de sinuca. Cada uma delas levam mais de um dia para sua fabricação e não são nada baratas, mas vale a pena. Eu prefiro uma partida ao modo tradicional do que na tela do computador, valoriza mais. Parabéns aos estabelecimentos que mantém, mesmo que agora em bem menos quantidade, essa diversão como legado para gerações posteriores. Que nunca morra!

Abaixo uma galeria do que considero um primor em jogabilidade e trabalho artesanal. Quando moleque era doido para quebrar um vidro e roubar uma dessas miniaturas maneiras.

Avatar
Os Vingadores


Os Flintstones
Racer
Airbone
Arquivo X
X Men







O que dizer então do Pinball virtual? Bom, isso é "secular" e o importante é fazer essa galera mais nova conhecer o game, não importa o meio. É como transformar o velho Pinball num videogame, mas tudo bem. E se puder ´´baixar as mesas originais``, melhor ainda. E pensar que anunciam aos quatro cantos o brilhantismo do Pinball em 3D, aff, o pinball tradicional já é em 3D. Mas a Internet nos oferece umas coisas bacanas em matéria de pinball, você pode jogar online em alguns sites e até criar o seu próprio fazendo download de um programa clicando aqui. Acho mais legal do que aquele pinball portátil que a gente levava para a escola, mas que não era eletrônico.

Só para babar, umas canjinhas dos jogos do tempo da Taito.





 Vortex

Rally

 Titan

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Coreano Merecedor de Respeito


Quando se é bem moleque é doido para aprender uns golpes e sair dando porrada por aí, nem que fosse para não ser a mais nova vítima de bullying da escola, e nesse sentido os primeiros seriados tokusatsu a ditar moda por aqui teve sua parcela de incentivo. Quem hoje se lembra com carinho do Cometa Alegria que passava nas manhãs da saudosa Rede Manchete sabe que após um tempo de a molecada doida para aprender algumas acrobacias vistas em seus seriados preferidos era chegada a hora de aplacar seus anseios com as aulas do Mestre Kim, numa época em que guerras asiáticas eram assunto só nesses nossos seriados live action e sul coreanos não contagiavam o planeta com musiquinhas coreografadas pegajosas, apresentadas em um quadro que ia ao ar antes de cada tokusatsu, ensinado um ou outro golpe de Taekwondo. Foi minha primeira aula tanto de luta quanto virtual, me fazia reproduzir os golpes mesmo que fizesse tudo errado, com direito a muita rosquinha Mabel. O que os garotos da época não sabiam era que o sul-coreano acumulava outras atividades na emissora, como co-autoria de novelas, claro que ele dava seu toque pessoal, por exemplo, seus assuntos eram mais focados em lutas em geral, e que por um acaso é naturalizado brasileiro, tendo sua humilde primeira academia no Rio de Janeiro na rua Voluntários da Pátria, na década de 70. E pensar que eu passava por lá tantas vezes e nem tinha ideia disso.

















Devido à sua popularidade em meio às crianças foi lançado no comecinho dos anos 90 pelo grupo Bloch, detentor da Rede Manchete, o gibi Mestre Kim, que chegou a ter apenas 9 edições. O gibi seguia a linha de outra publicação da editora, o gibi Clássico das Artes Marciais, que em breve terá um post neste blog.
É com saudade que lembro desse grande mestre do Taekwondo. Pelo que andei lendo por aí ele continua em atividade e é dono de um currículo fodástico que bota um Chucky Norris no chinelo. Entre outras coisas o cara foi instrutor da Polícia Militar, Cívil, Federal e do Batalhão de Choque do Rio de Janeiro e presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo. As atividades que pratica o faz manter sua vitalidade, mesmo que já tenha idade avançada. Falando nele me dá até vontade de voltar a fazer lutas. É de exemplos como esse que uma nação precisa se espelhar.



G. I. Joe – Retaliação: Uma sequencia com cara de reboot


Texto publicado na Revista Mais Mulher de Votuporanga - SP




















O segundo filme dos heróis de brinquedos da Hasbro podia se sair um razoável reboot, mas o diretor Jom. M. Chu (Justin Bieber, Never Say Never) resolveu incorporar elementos já estabelecidos em G. I. Joe – A Origem de Cobra (Stephen Sommers) talvez numa tentativa de agradar quem curtiu o primeiro live action. Acabou se tornando só mais um filme de ação de grande orçamento, pois teoricamente não funciona como sequencia. Se no primeiro o personagem de destaque tal como no desenho dos anos 80 é Conrad ´´Duke`` Hauser (Channing Tatun), neste é seu companheiro de batalhas e amigo de muitos anos, que curiosamente sequer foi arranhado no filme anterior, Roadblock, interpretado por Dwayne ´´The Rock`` Johnson (Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio), o badass da atualidade, que ao lado de Bruce Willis, que faz uma participação mais que especial como Joe Colton, o Joe veterano e já quase esquecido, forma a dupla casca grossa que todo filme de ação americano precisa ter, superados apenas pela belíssima cena de combate ninja nas montanhas protagonizada por Snake Eyes (Ray Park), Storm Shadow (Lee Byyng – Hum) e Jinx (Elodie Yung), a mais nova ninja dos Joe a estrear sua versão em carne e osso. Falando em personagens novos é interessante observar que a lista dos que figuram o universo Joe é extensa e para agradar a fans antigos e saudosistas naturalmente cabeças seriam cortadas para dar lugar a novas, mas é revoltante ver que personagens importantes da primeira adaptação como o general Hawk, Scarlett, Heavy Dutt e Ripcord, o melhor amigo de Duke, foram simplesmente ignorados. Mais revoltante ainda foi ter visto alguns sendo descartados de maneira desmerecida, como o Duke que, além disso, teve participação ínfima. Entre outros conhecidos que entraram em campo pudemos ver outra personagem feminina notável, Lady Jaye, um dos poucos personagens que tiveram uma origem explorada, além de poder fazer uso de sua sensualidade quando preciso, mas sem perder a tenacidade que não a deixa devendo nada aos integrantes masculinos, e Flint (D.J Cotrona), personagem que nada acrescenta, mas como muitos estava devendo uma participação.

Comando Cobra

Tão importante quanto os Joes, é claro que é o comando terrorista Cobra. A ausência dos que participaram do filme anterior, como Destro e Baronesa, podia ser explicada com a desculpa de que tinham sido capturados, porém, enquanto Destro estava esquecido o comandante Cobra, até então ofuscado pelo primeiro, torna-se o principal antagonista juntamente com Zartan, um mestre do disfarce que toma lugar do presidente dos EUA (Jonathan Pryce) preparado para provocar uma nova guerra mundial. Firefly (Ray Stevenson) marca presença dando dor de cabeça aos Joe, mas se na versão que consolidou a fama dos G. I. Joe pelo mundo entre crianças ele era um guerreiro mascarado, nessa versão ele está de cara limpa. Storm Shadow retorna após sua provável morte no primeiro filme, mandando às favas a verossimilhança, por mais que esse Retaliação tivesse a suposta pretensão de ser mais condizente com a realidade.

Brinquedinhos e a moral da história

Podemos considerar que esse novo G. I Joe não é nem uma sequencia nem um reboot, e sim uma reinvenção do que já foi levado às telas com atores reais. No lugar dos brinquedinhos hi tech de A Origem de Cobra, como trajes especiais e ogivas de nanomites, agora os equipamentos, veículos e armas são os que normalmente são idealizados para a segurança nacional americana, e claro que não tardarão a serem reproduzidos fielmente em sua versão brinquedo moderno, mas nada que possa transformar a equipe militar num Battlestar Galactica, por exemplo. O roteiro também deixa bem claro que nações do mundo inteiro, principalmente os EUA, possuem equipamentos bélicos de destruição global, e numa demonstração fantasiosa o comando Cobra manda Londres pelos ares numa sequencia tão impactante quanto às batalhas ninja nos picos gelados. No entanto a história não é lá grande coisa e deixa a desejar. Os Joe não são mais uma equipe enrustida e tornam-se uma Tropa de Elite conhecida pelo mundo todo, sofrendo ataques que dizima grande parte de uma unidade em missão no deserto (quem sabe foi aí que personagens do filme anterior ´´se perderam``). Mais tarde o Cobra consegue deixar os Joe mal vistos perante o governo americano, e numa ação para salvar o mundo alguns absurdos dramatúrgicos são cometidos, citando de passagem a aliança entre Snake Eye e Storm Shadow que se deu num piscar de olhos, sendo eles rivais dês de a infância. Como de praxe, só efeitos especiais e cenas de ação se salvam em casos como esse, e ficamos sem entender por que o filme demorou a ser lançado (foi filmado em poucos meses entre a segunda metade de 2011) e sua conversão em 3D não justifica, pois não conseguiu deixá-lo mais atraente. Uma sequencia já foi confirmada e espero sinceramente que dizimem esse elenco para dar espaço a outros personagens que faltam aparecer, já que de repente essa é mesmo a solução encontrada para deixar cada novo filme com gostinho de reboot mesmo com preguiça de partir do começo.

Leia também:

Oz - Mágico e Poderoso

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2


Ted, um Ursinho da Pesada

Resident Evil Retribuição

Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge



A Era do Gelo IV

http://www.orgulho-nerd.blogspot.com.br/2012/09/a-era-do-gelo-iv-critica.html



Os Vingadores

Jogos Vorazes

Gigantes de Aço – Um animê filmado


Conam, o Bárbaro - O cimério revive no cinema após um hiato de 27 anos


Capitão América, O Primeiro Vingador

As Relíquias da Morte - Parte 2: O fim de uma era


Se beber, não case! - Parte II


A Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles


domingo, 5 de maio de 2013

Os Robôs do Rock



Já não se faz mais bons grupos de rock como antes, nisso devemos estar de acordo. A boa notícia é que as novas tecnologias estão aí, crescendo cada vez mais para compensar a incopetência humana, e devemos dar todo crédito à banda Compressorhead por não ter deixado o Rock n Roll morrer na mesmice. Compressorhead é um Power Trio formado por robôs que tocam músicas de grupos de rock pesado (e você vai ouvir muito ainda o trocadilho infame de que eles fazem o ''metal mais pesado do mundo"), construídos por engenheiros alemães que fariam Tony Stark morrer de inveja. Seus integrantes são Stickboy, baterista de quatro braços, comumente confundido com uma dupla, o guitarrista de 78 dedos que responde pelo sugestivo nome Finger e o baixista Bones. Os Transformers do rock estouraram na net no comecinho do ano protagonizando o clip Ace of Spader do Motorhead e vem participando de festivais desde então, como o australiano Big Day Out, que conta com outros grandes grupos. Contudo suas apresentações são unicamente instrumentais, o grupo ainda não possui vocalista, e eu sinceramente não acho que precise de
um. No momento estamos ainda contemplando o clima de novidade que o mundo high tech tem a nos
 oferecer no quesito musical. Também não tem composições próprias, mas tocam música de verdade de grupos como Ramones, AC/DC e Led Zeppelin. Só consigo vislumbrar vantagem num grupo que anos atrás só seria concebido no universo fantasioso de uma animação como Os Jetsons. É o grupo que não será contagiado por acessos de estrelismo, os empresários poderão explorá-los sem medo da lei trabalhista e, talvez o que mais se faz pensar, não sofrerão com problemas de drogas e overdose. Sem esquecer que
serão menos passíveis de erro nos arranjos musicais, sendo todos os integrantes máquinas operadas por programas de computação combinados a um belíssima engenharia mecânica. É bem provável que num futuro próximo os astros do rock serão em sua maioria compostos por dróides que vieram roubar a cena com merecimento. Me faz pensar que certos roqueiros eu sempre achei que fossem andróides mesmo, como um tal Marilyn Manson, por exemplo.




segunda-feira, 29 de abril de 2013

Crítica: Oz - Mágico e Poderoso


Texto publicado na Revista Mais Mulher de Votuporanga - SP













Publicada há mais de 100 anos, O Mágico de Oz do teosófico americano L. Frank Baum é um exemplo de obra que não merece ser mexida nem continuada, do contrário se estaria cometendo um insulto. O que ajudou a manter a popularidade em meio a crianças e adultos do mundo todo foi a encantadora versão para o cinema de 1939 com Judy Garland no papel de Dorothy, menina órfã do Kansas que vai parar através de um tornado na terra mágica de Oz, fazendo amizades e ganhando boas lições de vida. Várias adaptações vieram desde então, peças teatrais musicais, animação, elevando seu grau de popularidade a pessoas de todas as idades igualando-se a O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry, mas a história nunca foi modificada, tendo sua mensagem propagada até os dias atuais. No entanto em 1985 uma tentativa infrutífera dos estúdios Disney de gerar uma continuação, O Mundo Fantástico de Oz, dirigido por Walter Murch, provocou indignação dos admiradores da obra original e sobretudo da própria companhia que a lançou (MGM), que não aprovou a sequencia. Nesta sequencia não oficial, uma Dorothy interpretada por uma criança de verdade (Fairuza Balk) e não mais uma adolescente recusa-se a aceitar não ter mais voltado à terra encantada e adoece, mas por fim acaba voltando da mesma maneira que no filme original, reencontrando de relance os amigos que fez por lá.

A Nova Versão

A nova versão da Disney dirigida por Sam Raimi (Evil Dead, trilogia Homem Aranha) traz James Franco no papel de Oscar Diggs, mágico dono de um circo pequeno, criterioso e excêntrico, que ao fugir de uma briga embarcando num balão é tragado por uma tempestade ao mundo encantado de Oz. Não se trata de uma continuação e nem de um remake, e sim da origem do tão procurado mágico de Oz, contando quem é e como foi viver ali, com a preocupação, já em seu título que não faz menção ao mago (o título original é Oz: The Great and Powerful) de preservar os encantos da obra original, de modo que soa mais como uma homenagem, um retorno ao mundo encantado que descobrimos na infância, do que uma tentativa de se lucrar em cima da obra. Não podia ser diferente, numa tendência atual de se levar às telas novas roupagens de clássicos literários infantis e infanto-juvenis, adaptando-os à uma nova realidade, O Mágico de Oz já estava precisando ser lembrado. Além de James Franco o longa traz mais três nomes importantes, as bruxas Theodora, interpretada por Mila Kunis, que se apaixona por Óscar, Evanora, irmã de Theodora, interpretada por Rachel Weisz, e Glinda, interpretada por Michelle Williams, e apenas uma delas vai ajudar Oscar em sua nova empreitada neste mundo novo. James Franco precisou ter aulas de ilusionismo para encarnar o personagem com perfeição e passa o filme todo com apenas um figurino, um terno de três peças. Infelizmente os efeitos especiais dos dias de hoje e a linguagem cinematográfica atual acabam não fazendo jus à magia do filme original.

Orgulho Nerd Podcast - Lixo Mental



O lixo que consumimos em nossa vida de internauta. Eu mesmo, se fosse limpar meu hd teria que usar soda cáustica.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

FemForce - Muito mais que Meninas Super Poderosas


Fem Paragom
Alizarim Crimson

FemForce pode ter sido a primeira equipe só de super heroínas a ganhar notoriedade nos quadrinhos, isto é, no mundo lá fora, pois a publicação não circulou por aqui. O gibi foi publicado pela primeira vez em 1985 pela AC Comics, contando com artistas como Bill Black, Stephanie Sanderson e Mark Heike trazendo personagens das décadas de 40 e 50 que acabaram caindo no domínio público e outros criados especialmente para a série. FemForce (Federal Emergency Mission Force, fazendo um jogo de palavras já que a sigla também pode significar feminino) é uma equipe formada durante a Segunda Guerra Mundial  comandada pelo General Gordon e sediada em Orlando, na Flórida. Os membros são a Senhorita Victória, cuja identidade é Joan Wayne, dotada de poderes como Super Força, capacidade de voar e invulnerabilidade, She-Cat, alter ego de Jéssica Hunt, uma moça que foi possuída pelos poderes de uma estátua da Birmânia de um gato demônio chamado Sekhmet, adquirindo assim poderes como Super Força e agilidade, e seu uniforme a deixou com a cara da Feiticeira Escarlate de Os Vingadores, Bulleteer Azul (Laura Wright) que a princípio não tinha poderes, combatendo o crime como uma guerrilheira mascarada, mas após sofrer um ferimento fatal foi resgatada pelo feiticeiro Azagoth, que lhe conferiu poderes como ficar gigante, tornando-se assim a poderosa feiticeira Nightveil.
Nightveil também apresentou à equipe a heroína Synesthesia (Silva Synn), dotada de poderes psíquicos , dom de voar e provocar ilusões, mas apesar de ser bem poderosa Synn é uma ´´loira burra`` e seus poderes costumam dar errado nos piores momentos devido a sua baixa capacidade de concentração. A equipe original também conta com Rio Rita, mais conhecida por Rita Farrar, espiã espanhola neta da atriz brasileira Senhorita Rio,  uma antinazista criação de 1942 para a revista Fight Comics. Seus inimigos são o Mandíbula de Ferro, as amazonas gigantes, dinossauros, Lady Luger, uma sexy nazista alemã, a feiticeira Alizarin Crimson, o Comando Negro, Garganta, uma giganta que vive sob cuidados da equipe e que em certos pontos instiga a pena do leitor, Mortalha, Preto Sudário e o Grande Deus Capricórnio. Conforme as edições iam avançando mais e mais personagens foram se popularizando, como Stardust, alter ego da doutora Mara, uma dissidente política do planeta Rur, composto unicamente pelo gênero feminino, Tara Fremont, a ´´garota selvagem``, que tem o poder de aumentar seu tamanho e conversar com animais, Colt (Valencia Kirk), que não tem poderes mas é especialista em artes marciais, armas, vigilância, espionagem e tecnologia, uma mistura de Batman com Zorro, só que numa versão apetitosa, Firebeam, espírito de uma mulher morta que pode controlar o fogo, e tantas outras como a mulher libélula Dragon Fly, a ´´sapatão`` Fem Paragon, Thunder Fox, personagem de quadrinhos que ganhou vida, Kitten, a mulher gatinha, e mais três que faço questão de destacar, a belezura da Yankee Girl (Lauren Mason), uma campeã americanizada que ganhou seus poderes das mãos de magos durante a Segunda Guerra, suculenta e majestosa, embora ícone do país do Tio Sam é uma das minhas favoritas juntamente com Rayda (Dyna Morisi), moça que ganhou seus poderes elétricos durante uma tempestade no deserto do oriente médio, sendo carinhosamente batizada por suas colegas de equipe como ´´dínamo humano`` por poder absorver grande quantidade de energia em seu corpo e descarregar enormes explosões como relâmpagos. Seu traje de borracha não condutora de eletricidade foi desenvolvido com a finalidade de proteger as pessoas a seu redor. Entre outras habilidades a heroína fala muitas línguas e trabalha como atriz e dublê. E para fechar a gatinha Buckaroo Betty não merece deixar de ser mencionada. Elizabeth Fury é uma moça durona do Texas do velho oeste que acabou roubando o posto do xerife quando seu marido foi morto injustamente. É tragada para o então presente através de uma viagem maluca temporal e se envolve em missões com a FemForce. Mais tarde Senhorita Victória sai da equipe e sua filha Jennifer ocupa seu lugar. Antes disso a heroína tinha  adquirido personalidade criminosa como a vilã Rad após receber uma overdose da fórmula V-45 que aumentava sua força, a tornando uma terrível ameaça. Colt também já chefiou a equipe, sob desígnio do General Gordon.

Kitten

Lady Luger


















Outras mídias

Muitíssimo pouco conhecido aqui no Brasil, FemForce parece também não ter outra vida fora dos gibis, a não ser, claro, em vídeos e animações feitos por fans, sempre americanos. Podemos dar uma olhada nesse vídeo do Youtube em que numa animação pobre de efeitos, porém com boa vontade e carinho, Blue Bulleteer apresenta suas amiguinhas da FemForce.

Quanto a fan filmes você pode encontrar um monte por aí, mas um que particularmente me chamou atenção foi um que pode ser considerado original, Nightveil - The Sorcerer´s Eye, filme tosquíssimo de baixo orçamento e uma puta cara de filme pornô. Só a carinha da atriz Maria Paris que interpreta a Nightveil nos deixa com esse pensamento. É um filme curtinho de 2008 dirigido por Bill Black e roteirizado por John JG. Para os fetishistas o filme até que é uma boa pedida. Mas que dá uma vergonha alheia assistindo, ah isso dá.


Os quadrinhos são tão pouco conhecidos aqui no Brasil que é dificilimo trocar uma ideia até mesmo com quem curte quadrinhos. O jeito é procurar nas importadoras ou nos sebos antigos. Mesmo na Internet é difícil encontrar material em português.Vai que um dia, quem sabe, uma editora não traga o gibi para cá. Mas uma coisa é certa, é o gênero que ousou popularizar o Girl Power entre aqueles que pensavam que usar a cueca por cima da calça era coisa de homem. E viva as mulheres, principalmente as formosas!!!!!































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