quarta-feira, 13 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Feitiço Vodu para Justin Bieber
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domingo, 10 de novembro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Percy Jackson e o Mar de Monstros - Crítica
Texto disponibilizado na Revista Mais Mulher de Votuporanga - SP
Desde o lançamento
de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (2010, Chris Columbus) no cinema, a série
dos jovens guerreiros do Olimpo foi logo apontada por público e crítica como a
sucessora de Harry Potter, porém, ao contrário da adaptação dos livros de J. K.
Rowling, Percy e seus amigos não tiveram o resultado almejado, e grande parcela
das bilheterias se deu fora de seu território nacional. Mesmo assim, seus
livros continuam fazendo sucesso entre o público jovem e mereciam uma nova
chance de transpor seus personagens para as telas, sem deixar de lado a
primeira vez. Mesmo para aqueles que não leram um livro sequer de Percy Jackson
e os Olimpianos, não é difícil saber que se trata de uma adaptação livre da mitologia
grega pela imaginação do escritor Rick Riordan. Nesta segunda aventura Percy,
embora mais calejado, tem sua autoestima diminuída em relação à sua importância
entre seus amigos e o acampamento Meio - Sangue, se sente rejeitado por seu pai
Poseidon (ou Netuno, se preferir), começa uma rivalidade com sua colega
Clarisse (Leven Rambin, Jogos Vorazes), filha de Ares, o deus da guerra, que
não cansa de provocá-lo e para piorar descobre que tem um meio irmão também
filho de Poseidon, que aparentemente recebe mais atenção do pai, e o que é
pior, é um ciclope, raça de inimigos que tentaram invadir o acampamento anos
atrás ocasionando a morte de Thalia, filha de Zeus, que a transformou em uma
árvore criando assim uma barreira de proteção para o acampamento. Sua nova
jornada começa quando Dionysus (Stanley Tucci, Jogos Vorazes, Jack, o Caçador
de Gigantes), diretor do acampamento, organiza uma busca pelo Velocino de Ouro,
um manto místico, para reviver Thalia quando a barreira criada por Zeus ao
redor do acampamento começa a se enfraquecer. Para pôr à prova toda sua
habilidade de Meio-Deus, Percy se reúne mais uma vez com seus amigos Grover
(Brandon T. Jackson) e Annabeth (Alexandra Daddario), mas agora com a ajuda de
Tyson, seu meio irmão ciclope atrapalhado vítima de preconceito, sobretudo por
Annabeth, que tem a chance de provar que nem todo ciclope é malvado. Como o
titulo sugere, a aventura ganha substância em territórios marítimos, em
batalhas contra criaturas gigantes e seres abissais, mais necessariamente no
Triângulo das Bermudas, território arrepiante por natureza se formos lembrar de
toda historinha envolvendo o lugar, apesar disso, em se tratando de água, Percy
e seu meio irmão não poderiam ficar mais à vontade.
O Olimpo Nunca Esteve Tão Jovem
Se no filme anterior as estrelas eram apenas
Percy, Annabeth e Grover, neste temos um autêntico desfile de rostinhos jovens
e bonitos, incluindo até mesmo o vilão da vez, Luke Castellan (Jake Abel),
filho de Hermes, interpretado por Nathan Fillion, que faz uma caracterização
divertida como um deus que também pode ter um filho problemático. As situações
do filme o fazem confundi-lo o tempo todo com os do Harry Potter, tal qual uma
receita de bolo para filmes jovens de fantasia atuais, com direito a criaturas
místicas que fazem toda diferença, seja carismáticos zumbis marinheiros,
fofinhas como o ser marítimo Hippocampus ou monstros horrendos como Cronos e
ciclopes gigantes. Como não podia ser diferente, o diretor Thor Freudenthal (O
Diário de Um Banana) soube conduzir a desfechos como superação de diferenças
pessoais, sentido da amizade e importância de trabalhos em equipe. O filme em
si é bom até para quem já não tem a idade do público alvo, claro que desde que
saiba o que esperar. Só no Brasil ficou na liderança de filmes mais vistos
arrecadando milhões nas primeiras três semanas, mas lembrando que isso nunca
significou qualidade. Nos EUA, teve bilheteria mediana. Será que os jovens
olimpianos merecem uma outra chance no cinema? De qualquer forma, a certeza que
fica é que está longe da franquia ser um novo Harry Potter.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Círculo de Fogo - Crítica
Texto saído na Revista Mais Mulher de setembro/ 2013
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Os Monstros de Guillermo del Toro
Guillermo del Toro sem
dúvida é uma escolha acertada para a direção de Círculo de Fogo, embora alguns
torcessem o nariz por não conseguirem o imaginar dirigindo uma aventura sci-fi nos moldes de Transformers, que
tirando o visual tem muito pouco em comum. Acontece que o cineasta mexicano é
fan confesso de monstros, devemos lembrar de clássicos como Hellboy, O
Labirinto do Fauno e Mutação, sem esquecer também que a arte em seus filmes é
um primor. Cotado para dirigir O Hobbit, que coescreveu, e a adaptação do livro
Nas Montanhas da Loucura, projeto abandonado devido ao lançamento de Prometheus
nos cinemas, que também se baseava na obra, só agora Del Toro assume a cadeira
de direção depois de Hellboy II – O Exército Dourado (2008). Enquanto isso
acumulava funções de roteirista, produtor e consultor em outras produções.
Enfim, Círculo de Fogo é o filme pelo qual Del Toro sempre sonhou. Sua infância
nos anos 60 foi marcada pela ascensão de produções japonesas que conquistavam o
mundo afora, de monstros como Godzila a heróis prateados que se tornavam
gigantes, como a família Ultra. O gênero Tokusatsu como é conhecido tais séries
(do japonês Tokushu Kouka Satsuei, que significa ´´filme de efeitos
especiais``) perdura até hoje e foi um dos principais fatores influencia de sua
carreira artística. Círculo de Fogo (no original Pacific Rim, uma região do
norte do Oceano Pacífico conhecida por frequentes terremotos a alta atividade
vulcânica) conta a história de criaturas gigantes de outra dimensão que
atravessam uma fenda do oceano para nosso planeta, os chamados Kaijus, como são
conhecidos monstros gigantes no Japão, ameaçando a humanidade e devastando tudo
que veem pela frente. De onde vieram e quais são seus objetivos é um mistério,
mas pouco importa, já que a premissa do filme é divertir todas as faixas de
público em pouco mais de duas horas de ação e efeitos especiais, além de
homenagear os clássicos filmes e seriados japoneses que fizeram parte da
infância de muita gente. Porém, o roteiro sem profundidade pode incomodar o
espectador mais radical. Charlie Hummam interpreta Raleigh Becket, um dos
pilotos de Jaegers, robôs colossais usados como arma de combate contra os
Kaijus, desenvolvidos pelo governo mundial. Seu sistema de controle depende da
interação direta dos movimentos de seus pilotos, uma só pessoa não pode
suportar toda carga neural causada pela conexão com o Jaeger, por isso duas
pessoas, cada uma representando o equivalente a um lado do cérebro, o controla
simultaneamente, e quanto maior a capacidade de sincronização dos movimentos da
dupla, melhor sua eficiência em combate. Com a morte de seu irmão em uma
batalha, o insubordinado Becket passa anos afastado, Jaegers são destruídos, e
enfim ele é convocado novamente pelo Comandante Stacker (Idris Elba,
Prometheus) a pilotar um dos poucos Jaegers que restaram. Em seu novo refúgio
conhece novos companheiros de combate, entre eles personagens que estão ali
apenas para dar tempero à história, oferecendo rivalidade infantil e
apresentando crises existenciais e familiares, um dos mais interessantes é o Dr
Newton Geiszler, interpretado por Charlie Day, que faz uma dupla de cientista
com Gottlieb (Burn Gorman), responsável pelo alívio cômico. Numa divergência
com seu colega, Geiszler tem uma ideia absurda que faz com que Stacker, sabendo
que não teria nada a perder, o mande para o mercado negro em busca de pedaços
de cérebro de Kaijus para conclusão de suas experiências. Conhece assim o
traficante de carcaças com o sugestivo nome de Hannibal Chaw (Ron Perlman, o
Hellboy). Perlman faz uma brilhante participação e seu personagem rende
momentos divertidos. Mako Mori (Rinko Kikuchi, Babel) é uma treinadora que
acaba se tornando a copiloto de Becket, a terceira personagem importante do
longa. Em meio a inegável rivalidade com pilotos e Jaegers de outras
nacionalidades, era indispensável a participação de alguém de olhinhos puxados
na equipe dos heróis, a mesma pessoa que, num momento em que as coisas não
estavam bem, apresentou uma solução familiar a quem já assistiu muitos combates
como aqueles; os Jaegers tem espada. Como Becket, Mako tem um passado
atormentado, e pior ainda, de quando era uma menina indefesa. Juntos, Becket e Mako
devem superar seus traumas e medos para seus cérebros ficarem livres para
sincronizarem seus ataques com precisão no combate aos terríveis Kaijus,
contando no momento certo com o sentimento de amizade e heroísmo de Stacker, a
tanto adormecido.
A Produção
Como dito desde o princípio,
a intenção de Guillermo del Toro não era fazer uma refilmagem de um clássico,
nem fazer paródia, e nem mesmo uma homenagem, e sim uma releitura de uma
mitologia que o acompanhou por anos e anos. De fato, tirando a premissa original,
Círculo de Fogo é um blockbuster americano
como qualquer outro, particularmente senti falta de outros elementos que
lembrassem a cultura nipônica e de uma trilha sonora envolvente, daquelas que
grudam no ouvido e trazem a lembrança do filme para sempre. No geral, é um
filme muito bem produzido, seus efeitos especiais são perfeitos, os Jaegers e
os Kaijus se movimentam de acordo com sua estatura dando impressão de
realidade, e para adequá-lo a todas as classificações, não há pessoas sendo
esmagadas ou destroçadas (com duas exceções, sendo que uma delas nem é tão
nítida). Os efeitos em 3D, exigência do estúdio, contrariou o que Del Toro
tinha em vista para seu lançamento, e não é para menos. Numa estratégia caça
níquel quiseram fazer pensar que o uso do efeito tridimensional deixaria tudo
mais encantador, esquecendo que o filme por si só já tem um espetáculo visual a
oferecer. Estamos falando de um filme de Del Toro, onde com a direção de arte,
cenografia e maquiagem se faz milagres.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Zumbis do Espaço: Rock Horror Show
Para celebrar esta sexta feira 13 nada melhor que um post sobre este que é considerado o grupo de horror punk nacional de melhor qualidade, Zumbis do Espaço (não confundir com Zumbi do Mato), a trilha sonora perfeita para Halloween, dia 24 de agosto, dia dos mortos, para um Sabbath demoníaco e quem sabe até para um eventual apocalipse zumbi, um grupo temático cujas letras são inspiradas em filmes de terror, contos macabros e elementos de lendas urbanas e ficção científica. Mito de monstros e criaturas do expressionismo não poderiam ser mais justiçado no mundo da música. Formada em 1996, hoje a banda paulista conta com a formação de Tor no vocal, Machado na guitarra, Gargoyle no baixo e Zumbilly na bateria, e faz um som mesclando o que há de melhor do rock com 9 discos no currículo, a qualidade musical é incrível, eu mesmo sou fan declarado. Podemos inclusive dizer que o gênero horror rock/ horror punk foi lançado por essa criativa banda, que não fosse pelas letras cairia fácil no mainstream, honrando o cenário do rock brasileiro atual que merece mesmo uma boa reciclagem. Mas Zumbis está acima disso, faz toda a diferença a começar pelas peculiares letras que apresentam um humor negro corajoso e despretensioso beeeem distante dos pretensos rockers de hoje, e o que também admiro, todas em português.
Remontam ao verdadeiro espírito do rock, é visceral, é sujo, é escrachado e acima de tudo divertido, aprimorando o estilo sem perder o peso do primeiro ao último CD. São eles: A Invasão (1997), Abominável Mundo Monstro (2000), Horror Rock Deluxe (2001), O Mal Nunca Morre (2001, ao vivo), Aberrações Que Somos (2002), Somente Esta Noite: Aberrações ao Vivo (2003, como o nome já diz, ao vivo), Aqui Começa o Inferno (2005) e Destructus Maximus (2009), entre seus hits pérolas como Nos Braços da Vampira, Enquanto eu Defecar, Morra Morra, Mortos-Vivos do Além, Prostíbulo do Inferno II, Caminhando e Matando, Satan Chegou, O Vale das Almas Penadas, O Mal Nunca Morre, Eu Me Tornei Um Mutante, Casa dos Horrores e a sugestiva regravação de Pet Cemetery dos Ramones, inclusive o grupo andou tocando com Marky Ramone e seu grupo, The Intruders, em turnês pelo Brasil afora, e outros grandes clássicos, mas claro que com a praga do politicamente incorreto de hoje em dia não seria permitido que algumas letras passassem impunes, relegando assim o grupo às esferas do ´´rock sujo e underground``. É claro que grupos do gênero, considerados pequenos aqui, conquistam notoriedade em outros continentes, especialmente na Europa. Mesmo assim, Zumbis do Espaço carrega consigo um diferencial que o torna especial entre tantos outros grupos insossos da mesma esfera. Aconselho que procure conhece-lo sem medo e verá que o som é bem divertido. Só um detalhe a nível de curiosidade, quando sofri um atropelamento que quase me ceifou a vida em 2006 eu levava o CD Abominável Mundo Monstro no discman na pasta, teria esse grupo amaldiçoado me dado azar? (!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
Sua Última Oração
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
2º Encontro de Motociclistas
2º Encontro de Motociclistas na cidade Votuporanga ocorrido nos dias 31 de agosto e 1º de setembro de 2013.
Parte 1 Parte 2
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Saga Velozes e Furiosos
Texto publicado na revista Mais Mulher de Votuporanga - SP
Já considerada uma extensa franquia cinematográfica,
Velozes e Furiosos anuncia um próximo filme que ainda consegue empolgar.
Quando
o primeiro Velozes e Furiosos estreava em 2001 a Universal não imaginava que
fosse lançar tantas sequencias. A premissa não tinha nada de especial e é
livremente inspirada em filmes mais antigos, o que atingiu o público em cheio,
especialmente o jovem masculino, é seu elemento principal, as corridas urbanas
entre as super-máquinas sonho de consumo de muita gente, transformando
marginalizados praticantes de racha em heróis de filme de ação, por mais
controverso que fossem seus atos heroicos. Mas, como a cine-série está longe de
querer influenciar a audiência, acho que não podemos reclamar. Velozes e
Furiosos é o que podemos chamar de uma versão madura de Hot Wheels, não faltam
elementos que o público masculino goste, e o que é melhor, os personagens
amadurecem com o espectador. A rapaziada que curtia disputas ilegais e
transformava seus veículos auto-motores em verdadeiros ´´cyborgs`` da estrada
são conscientizados em filmes do gênero que o que ali assistem não são
peripécias de ´´ases do volante`` e sim cenas meramente fantasiosas, até porque
algumas daquelas manobras são tecnicamente impossíveis. Não que isso adiante
alguma coisa, ao menos os filmes em questão eximem sua responsabilidade.
Velozes
e Furiosos chega a seu sexto filme e ainda não é dessa vez que a série termina.
Muita coisa aconteceu desde o primeiro filme, mas nem todos são familiares para
os admiradores, provavelmente começaram a enxergar mais que carros turbinados e
coloridos passarem voando a partir do quarto. Faremos um apanhado geral da
relevância de cada um e sua contribuição para a admiração conquistada.
Primeiro
filme da série, começou nos apresentando o cenário marginalizado das corridas
ilegais das ruas de Los Angeles. Paul Walker estreava como o jovem policial
infiltrado Brian O´Conner, até então com cara de galãzinho de novela
adolescente, disputando o posto de protagonista com Vin Diesel que faz o
marrento, porém gente boa, Dominic Toretto, figura mais respeitada da região e
líder de uma ´´equipe`` de corredores que praticam assalto aos caminhoneiros na
estrada. Brian se afeiçoa ao bando e acaba deixando Toretto fugir, que só viria
a aparecer novamente em participação significativa no quarto filme, quando já
teria se passado cinco anos.
+
Velozes + Furiosos, 2003 (John Singleton).
Com
novo diretor (Rob Cohen e Vin Diesel estavam trabalhando em Triplo X) essa primeira
sequencia foi bastante criticada por imprensa e público, inclusive indicada
para o Troféu Framboesa de Ouro de pior sequencia do ano. Do elenco original só
Paul Walker retornou com seu personagem. As corridas e os veículos velozes
continuaram sendo o principal atrativo, mas dessa vez, ao invés de uma equipe
pé-de-chinelo de corredores de rua, Brian precisa desbaratinar os esquemas
milionários do mafioso Carter Verone (Cole Hauser) em Miami, contando com ajuda
de seu amigo de infância Roman Pearce (Tyrese) com quem passou a ter uma
relação estremecida, personagem rejeitado por ser considerado chato demais, só
aceito por retornar à franquia anos mais tarde conquistando sua apatia, e da
também agente secreta Mônica Fuentes (Eva Mendes).
Velozes
e Furiosos: Desafio em Tóquio, 2006 (Justin Lin).
Quando
as coisas pareciam esfriar os estúdios acharam que o universo das corridas das
máquinas ´´tunadas`` podia render mais alguma coisa, e assim essa pérola foi
lançada, se distanciando do primeiro filme ainda mais que o segundo, mas
definindo o diretor que salvaria a franquia de uma vez. O filme conta com novo
protagonista, o adolescente Sean Boswell (Lucas Black) que depois de se
envolver em muita encrenca com pegas é mandado para o Japão viver com o pai,
que desde já o adverte a ficar longe de carros; não dá certo. O jovem logo faz
amizade com um imigrante americano e muambeiro que o apresenta aos corredores
ilegais de Tóquio, entre eles Han (Sung Kang), que se tornaria personagem fixo
da franquia. O rapaz descobre o drift, estilo japonês de corrida, e se envolve
com a namorada do sobrinho de um dos mais perigosos figurões do crime local,
vivido por Sonny Chiba, fundador da organização Japan Action Club, que visa o
desenvolvimento de técnicas de luta a serem utilizadas nos filmes de ação,
tendo inclusive atuado em filmes como Kill Bill. Na verdade Desafio em Tóquio
cronologicamente vem depois dos eventos ocorridos no sexto filme. O que
acontece é que os produtores fizeram uma coisa muito diferente e decidiram
amarrar de alguma forma aos filmes que contam com a participação do elenco
original. Embora esteja implícito que essa decisão foi tomada bem depois ao
vermos Han em atitudes juvenis, como bancando o valentão ou temendo a fama de
D. K (Brian Lee), atitudes que quem passou pelos apuros do final do sexto filme
jamais teria. Han estava mais para o Dominic Toretto do primeiro filme. Não
podemos esquecer que Toretto aparece no finalzinho nem que fosse para dizer que
o filme contou com a participação de um personagem importante.
Velozes
e Furiosos IV, 2009 (Justin Lin).
Foi
a partir deste que a franquia começou a se estabelecer. Depois de cinco anos como
fugitivo, Toretto continua sua vida de crimes em quatro rodas com seus
parceiros, entre eles Han e sua namorada desde o primeiro filme, Letty
(Michelle Rodriguez). Achando que as coisas podiam se complicar para pessoas
próximas, Toretto decide se afastar, vivendo isoladamente na Cidade do Panamá.
Ao ser informado por sua irmã Mia (Jordana Brewster) que Letty foi assassinada
retorna para Los Angeles, ficando sabendo que a substância responsável pela
explosão que resultou em sua morte era o Nitrometano. Em sua busca pelos
responsáveis acaba dando de cara com Brian, que procurava um informante que lhe
daria o nome de um traficante procurado, Arturo Braga (John Ortiz). Brian
convence Toretto a participar da operação em trocar de ter seu nome limpo, e
ambos conhecem uma importante aliada que mais tarde faria parte da equipe
composta pelos mais importantes personagens da série, Gisele Harabo,
interpretada pela israelense Gal Gadot. Brian e Toretto vão parar no México, e
quando Brian está preste a ser assassinado da mesma maneira que Letty, Toretto
o salva e recusa-se a levar a mesma vida de fugitivo de antes. É condenado a 25
anos de prisão e Brian e Mia partem ao encalço do comboio que transporta os
prisioneiros, clímax que origina o início do filme seguinte.
Velozes
e Furiosos V: Operação Rio, 2011 (Justin Lin).
Para ler a crítica clique aqui.
Dessa vez no Rio de Janeiro, onde nossos heróis vão parar após salvarem Dom da
cadeia. Numa favela carioca, Brian e Mia visitam Vincent (Matt Schulze), amigo
de infância de Toretto que nunca foi com a cara de Brian. Vincent propõe um
plano de roubo de carros que dá errado, fazendo-os serem acusados da morte de
uns agentes. A equipe conhece Hernan Reyes, chefe do crime no Rio, interpretado
pelo ator português Joaquim de Almeida, que está de olho num chip escondido em
um dos carros, contendo informações valiosas sobre a segurança de 100 milhões. Com
Mia grávida, Brian e Toretto decidem parar de fugir e botar a mão no dinheiro
de Reyes para levar uma vida melhor dali em diante por mais que a operação
fosse difícil, jurando ser a última vez que se metem em negócios enrascados.
Para isso escalam antigos colegas que teriam participações importantes para o
andamento do plano, são eles os latinos Tego (Tego Calderón) e Rico (Don Omar),
Tej Parker (Ludacris), Han, Gisele Harabo e Roman Pearce. Luke Hobbs, um agente
do Serviço de Segurança Diplomática vivido por Dwayne Johnson quer de todo
jeito botar a mão na recém-formada equipe, sobretudo em Brian e Dom, mas fica
ao lado deles quando o salvam de uma emboscada dos capangas de Reyes, que
resultou na morte de sua equipe e de Vincent, ao menos até botar as mãos no
pescoço de Reyes. Dom descobre na colega de Hobbs, a policial Elena Neves
(interpretada pela espanhola Elsa Pataky) seu novo interesse amoroso. No final
Brian e Toretto fazem sua tão aguardada disputa em seus veículos, deixando um
gancho para o próximo filme. Personagem do segundo filme, Monica Fuentes faz
uma pequena participação numa cena pós-crédito, comunicando a Hobbs que Letty
não está morta e participa de crimes com outro bando.
Velozes
e Furiosos VI, 2013 (Justin Lin).
É
lógico que os produtores não iam deixar a peteca cair. Não chega a ser
necessariamente melhor que o anterior, mas mantêm corridas alucinantes, ação e moças
bonitas. É interessante pensar que assim como amadurecer com o público antigo,
os personagens passam a utilizar a habilidade conquistada nas pistas para causas
importantes, como o desmantelamento da organização de pilotos mercenários
comandados por Owen Shaw (Luke Evans) espalhados pelo mundo, sendo um deles a
ex-namorada de Toretto tida como morta, que agora, desmemoriada, não reconhece
mais os antigos amigos e age em prol da organização de Shaw, os ´´clones
malignos`` do elenco principal. O lado feminino ganhou mais substância com a
participação da modelo Clara Paget como Vegh, uma especialista em armas, e da
lutadora de MMA Gina Carano que faz uma agente especial, por incrível que
pareça não devendo em nada para Toretto e Hobbs no quesito testosterona e força
física, mas também sem perder a sensualidade, travando com a personagem de
Michelle Rodriguez um dos melhores combates do longa. Todos os mocinhos dos
filmes anteriores são reunidos em Londres e algumas participações tiveram mais
chance de se sobressair, como é o caso de Roman Pierce, que consegue cumprir o
papel de verdadeiro adorável cafajeste, reunindo ele e Tej é diversão na certa.
Hobbs, se antes era uma persona non grata, dessa vez conseguiu se redimir
tornando-se mais humano e caricato. Claro que devido a tantas sequencias
explosivas e personagens, cabeças tiveram que rolar, Brian agora é um homem de
família e se torna vulnerável, mas a essa altura já não faz mais tanta falta,
passando um bom pedaço afastado em Los Angeles. A equipe sofre baixas e Elsa Pataky
faz uma participação ínfima com o retorno de sua personagem. Mesmo assim o
sexto velozes e Furiosos é exatamente como se pode esperar. O objetivo agora é
agregar diversos tipos de público, do jovem a toda família, por isso, mais que
nunca, a franquia é preocupada em agradar, baseando-se nos moldes atuais dos
filmes de ação. Se cuida, Missão impossível!
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